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Swinburne - 1000 Tera on a DVD - Red and Purple lazers action 1

Ciência e Tecnologia

Cientista grava 1.000 Terabytes num simples DVD

Zongsong Gan Laser DVD

Se você já tentou escrever um bilhete com um hidrocor ponta grossa daqueles que se usa para marcar caixas nos armazéns sabe que vai escrever bem pouco texto em uma folha de papel A4, por exemplo. Por outro lado se você usar um hidrocor ponta ultra fina de 0.5mm e letra pequena vai ser possível escrever quase um capítulo na mesma folha de papel A4.

Foi usando esse princípio que os cientistas do Departamento de Tecnologia da Universidade de Swinburne, na Austrália conseguiram gravar 1.000 Terabytes em um único DVD, sem que fosse necessário fazer nenhuma alteração na mídia em si.

Para entender melhor como isso foi possível, é necessário entender uma das leis da ótica, conhecida como “O Limite de Abbe”, formulada pelo cientista alemão Ernst Abbe. Criada em 1873, ela dita que não se conseguiria um foco de luz menor que a metade do comprimento da onda daquele feixe de luz. No caso dos lasers, esse valor seria 500 nanômetros, exatamente o tamanho do feixe de laser para leitura e gravação de DVDs.

Como essa característica cria uma limitação no menor tamanho de ponto que pode ser gravado no DVD e há uma limitação de tamanho físico do DVD, não se conseguiria gravar mais do que os pífios 4,7 Gigabytes atuais.

Segundo o Pesquisador Chefe, Dr. Zongsong Gan, embora o Limite de Abbe continue válido até os dias atuais, há uma maneira de “circunavegar” (nas palavras dele) a lei. Ao invés de usar apenas o tradicional canhão laser de 500 nanômetros, foi criada uma combinação de lasers que permite gravações de 9 nanômetros de diâmetro, ou seja: um décimo do diâmetro do cabelo humano.

A tecnologia criada utiliza dois feixes de laser sobrepostos, o primeiro um tradicional feixe de laser (vermelho na ilustração) de 500 nanômetros de formato circular e o segundo, um feixe de laser (cor púrpura na ilustração), também de 500 nanômetros de diâmetro, mas criado em formato de rosca (Donuts).

Cada feixe de luz recebeu uma função diferente, o vermelho tem a função de gravação e o púrpura tem a função de inibidor de gravação, permitindo apenas que a luz que passa pelo seu centro seja de fato gravada. A medida do orifício central, como muitos já deduziram, é de exatos 9 nanômetros. As imagens ao final demonstram a explicação.

Os cientistas destacam que a nova tecnologia é portátil e de baixo custo, utilizando elementos ópticos e laser convencionais. Que permite o armazenamento de dados ópticos com longa vida, baixíssimo consumo de energia e de integridade confiável. Essas seriam soluções ideais para grandes data centers e até para dados pessoais.

O Dr. Gan afirma que em sua visão, no futuro não teremos que nos preocupar em guardar nossos dados, nem ter tanta memória em nossos celulares: “Na minha mente, eu tenho uma visão para a nossa sociedade no futuro onde todo mundo vai ter uma conta de banco de dados, assim como todos nós temos uma conta bancária hoje. Vamos guardar todos os nossos dados no banco de dados. Todo mundo já não precisa das mesmas coisas hoje como telefones, iPads ou laptops. Nós só precisamos de uma tela touch screen e um processador, enquanto que o armazenamento será feito remotamente.”

O que significa 1 Petabyte (1000 Terabytes)? Partindo da mesma tecnologia, o padrão DVD, poderíamos dizer que num DVD gravado com a nova tecnologia caberiam aproximadamente 222.000 (duzentos e vinte e dois mil) filmes de 4,5gb.

Fonte: Researchbank.

Trader, Empresário e Administrador. Recifense aficionado pelo mundo High Tech, sempre tentando unir as mais novas tecnologias à melhoria da dura realidade diária e, como nem tudo é bite ou concreto, aficionado por carros antigos.

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