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Assim como aparelhos da Apple, um estudo mostrou que investir em um smartphone Galaxy usado tem se tornado um bom negócio a longo prazo, isso porque além do aparelho seguir entregando boa performance e ser atualizado por até sete anos.
Esses fatores são benéficos tanto para os consumidores que compram o produto pela primeira vez, quanto os consumidores do mercado secundário, que compram produtos revendidos. Veja os dados mais relevantes.
Fatores decisivos de compra

O cenário nacional de tecnologia amadureceu muito nos últimos anos. Hoje, o brasileiro não busca apenas o aparelho mais barato da prateleira, mas sim aquele que entrega valor real: o ticket médio de compras subiu para R$ 1.600, indicando uma migração para modelos intermediários e premium. A Samsung soube ler esse mercado melhor que ninguém, consolidando uma liderança absoluta onde, a cada 10 smartphones vendidos no país, 5 são da linha Galaxy.
Essa escolha de compra é motivada por um “kit de sobrevivência” digital muito claro. O consumidor prioriza câmeras de alta qualidade (essenciais para redes sociais e trabalho), performance que não engasgue no dia a dia e bateria de longa duração. Além disso, a durabilidade virou fator decisivo: características como resistência à água, proteção contra poeira e telas mais resistentes deixaram de ser luxo e viraram exigência para quem investe alto no aparelho.

Essa exigência cria um ciclo de confiança na marca. Ao dominar metade do mercado brasileiro, a fabricante coreana criou um ecossistema onde o consumidor se sente seguro, sabendo que encontrará facilidade de assistência e acessórios. O brasileiro se tornou um comprador analítico: ele aceita pagar mais, desde que o produto garanta robustez e não precise ser substituído em pouco tempo por quebra ou lentidão.
Maior tempo de uso

Como consequência desse investimento mais alto, o ciclo de troca de aparelhos aumentou. A média de permanência com o smartphone agora é de pelo menos dois anos, especialmente entre os usuários de linhas premium (como as séries Galaxy S e Z). Embora ainda existam os “early adopters”, aqueles entusiastas que compram no lançamento, a grande massa de consumidores prefere extrair o máximo do hardware antes de pensar em um upgrade.
É nesse ponto que entra a visão estratégica da marca. Como destaca Renato Citrini, gerente sênior de produto da Samsung Brasil, a política de atualizações não é apenas sobre software, mas sobre valorização do patrimônio do consumidor.

Ao garantir sete anos de atualizações de sistema e segurança (a partir da linha S24), a empresa assegura que o aparelho continue funcional e valorizado lá na frente, quando o usuário decidir vendê-lo.
Android x iPhone

Historicamente, existia um abismo financeiro entre as duas plataformas. Smartphones Android carregavam a fama de alta depreciação, chegando a perder mais da metade do seu valor de mercado após apenas um ano de uso. Do outro lado do ringue, o iPhone se comportava quase como uma “moeda forte”: um modelo da Apple, após o mesmo período de doze meses, costumava ser revendido por um preço muito próximo ao original, protegendo o capital do usuário.
Essa diferença brutal acontecia porque o mercado de revenda precifica longevidade. Com a maior durabilidade física dos aparelhos atuais, a garantia de que o celular vai funcionar bem por anos tornou-se o fator-chave. O iPhone segurava o preço porque garantia atualizações longas; o Android desvalorizava porque, antigamente, tinha prazo de validade curto no software, passando a sensação de produto “velho” muito mais rápido.

O crescimento do mercado de smartphones usados amplia de forma significativa a maneira como o setor passa a enxergar o ciclo de vida dos dispositivos. Continuaremos trabalhando para trazer cada vez mais recursos que aumentem a nossa base instalada.
Rafael Aquino, Diretor de Produto de Mobile eXperience da Samsung do Brasil
Porém, o jogo começou a virar. A nova estratégia da Samsung de oferecer 7 anos de atualizações ataca diretamente esse ponto fraco histórico. Ao equiparar (e até superar) o tempo de vida útil do concorrente, a tendência é uma redução drástica na depreciação dos modelos Galaxy. O objetivo é claro: acabar com o estigma de que “dinheiro em Android vira pó” e provar que, com suporte a longo prazo, o topo de linha coreano pode segurar seu valor de revenda tão bem quanto o rival da maçã.
Evolução do valor de recompra

Dados da Assurant, parceira do programa de trade-in, indicam um avanço consistente no valor de recompra dos smartphones Galaxy ao longo das gerações. A análise aponta que os aparelhos mais recentes apresentam ganhos relevantes de valor residual em comparação aos antecessores, o que demonstra uma tendência de melhora progressiva na retenção de valor. Isso significa que o mercado secundário passou a reconhecer financeiramente a evolução contínua da experiência de uso entregue pela marca.
Os números dessa valorização são expressivos quando comparamos os períodos de janeiro de 2025 e janeiro de 2026. O destaque fica para o salto de 57% na evolução do valor de recompra tanto na transição do Galaxy S23 para o S24 quanto na linha Fan Edition (do S23 FE para o S24 FE). No segmento mais avançado, a passagem do S22 Ultra para o S23 Ultra registrou um aumento de 42%, enquanto a evolução entre o S21 FE e o S23 FE garantiu um ganho de 41% no valor de troca.
Esse cenário positivo não é acidental, mas reflexo direto de três pilares fundamentais: durabilidade do hardware, suporte prolongado de software e decisões estruturais de engenharia. A combinação desses fatores resultou em uma maior longevidade do produto, que agora é “premiada” na hora da revenda. Ou seja, as atualizações e a construção robusta estão garantindo que o aparelho se desvalorize menos, reforçando a retenção dos Galaxy no mercado.
Como a Troca Smart funciona?

Lançado em 2023, o programa Troca Smart funciona como uma solução que compra seu aparelho antigo na compra de novos aparelhos Samsung. Dessa forma, os celulares, tablets ou outros aparelhos antigos podem ser recondicionados ou serem destinados ao local correto, sem danos à natureza.
O processo pode ser feito em uma loja Samsung ou online, na própria tela de compra do novo aparelho, com o cliente selecionando a opção antes de seguir ao pagamento. Então, será necessário preencher um formulário com informações sobre o modelo, situação (como avarias, etc.) e, ao final, será enviado um valor com base no que digitou.

Em seguida, via e-mail, a Assurant entrará em contato para acertar o envio gratuito do aparelho para avaliação técnica. Então, caso as informações digitadas no formulário estejam conforme o dispositivo enviado, será feito um depósito na conta do comprador do novo aparelho, como se você tivesse vendido o celular/tablet/smartwatch para a Assurant. Então, o antigo dispositivo pode ser reformado para voltar ao mercado, recondicionado e pronto para ter um novo dono, vendido pela Trocafy, parceira oficial da Samsung.
Caso opte por fazer a Troca Smart em alguma loja física da Samsung, o atendente irá avaliar seu aparelho antigo na hora e já indicar quanto ele vale para que possa ter desconto na hora de comprar um novo produto. A Samsung ressalta que os modelos podem ser avaliados em até R$ 4 mil.
E você, achava que um smartphone Galaxy usado poderia valer tanto? De quanto em quanto tempo troca seu celular? Diga pra gente nos comentários!
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Com algumas informações: Samsung Newsroom
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