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A “orkutização” chega ao Facebook

Para a maior parte dos internautas brasileiros, o Orkut, lançado em 2004, foi o primeiro contato com o conceito de redes sociais. O serviço rapidamente se popularizou no país, pois facilitava a conexão entre amigos e era uma ótima maneira de conhecer novas pessoas.Aos poucos, esses incômodos fizeram com que a rede perdesse participação para a concorrente americana Facebook, que, além de apresentar outros atrativos, era mais organizada e segura. Com isso, a novidade começou a substituir o Orkut no Brasil. Até que dezembro de 2011 ela finalmente ultrapassou o serviço do Google em número de usuários (36 milhões contra 34 milhões de brasileiros), revelou uma pesquisa da comScore, que realiza estudos de mercado.

Para a maior parte dos internautas brasileiros, o Orkut, lançado em 2004, foi o primeiro contato com o conceito de redes sociais. O serviço rapidamente se popularizou no país, pois facilitava a conexão entre amigos e era uma ótima maneira de conhecer novas pessoas.

Mas a rede não tinha apenas seu lado positivo. Quem não se lembra das correntes que eram repassadas todos os dias – entre elas a da Samara, que ameaçava matar o leitor em sete dias? Ou daquele amigo inconveniente que postava fotos no banheiro? E daquele perfil “fake” que vivia te adicionando?

Aos poucos, esses incômodos fizeram com que a rede perdesse participação para a concorrente americana Facebook, que, além de apresentar outros atrativos, era mais organizada e segura.

Substituição 

Com isso, a novidade começou a substituir o Orkut no Brasil. Até que dezembro de 2011 ela finalmente ultrapassou o serviço do Google em número de usuários (36 milhões contra 34 milhões de brasileiros), revelou uma pesquisa da comScore, que realiza estudos de mercado.

Para muitos usuários, no entanto, esse crescimento é algo negativo. As correntes e as fotos desagradáveis voltaram, começaram os aplicativos, testes e a opção ‘Compartilhar’, que permite enviar imagens para todos os amigos, inunda a timeline.

Esse fenômeno, que muitos chamam de “orkutização” do Facebook, é um reflexo da diversidade que a rede oferece, aponta Gabriel Rossi, estrategista e consultor de marketing digital e diretor da Gabriel Rossi Consultoria.

Mudança 

“Antes o Facebook concentrava o publico formador de opinião, que usava a ferramenta para falar com pessoas de outros países. Com a chegada de novos usuários, cada um deles encontrou sua maneira de utilizar a rede, mudando o perfil das publicações no Facebook. Só que às vezes essa mudança é boa, às vezes é ruim”.

Por isso, é sempre bom seguir algumas regras pra não fazer feio na rede social:

Álbum de fotos:

– Evite colocar fotos constrangedoras, sejam elas suas ou de seus amigos. Aquela foto do seu amigo bêbado pode ser engraçada. No entanto, pode prejudicar a pessoa profissionalmente.

– Se a foto não for sua, lembre-se de colocar os direitos autorais.

Imagens:

– Quase todo mundo gosta de imagens, piadas e memes. No entanto, existem páginas próprias para isso, como 9gag e o Reddit. As pessoas que gostam já conhecem esses sites, logo, já devem ter visto a imagem. E quem não gosta provavelmente não quer ver.

– Não compartilhe fotos chocantes de animais maltratados e pessoas sofrendo, por mais que a intenção seja boa. Você pode estragar o dia dos seus amigos.

Jogos e Aplicativos: 

– A maioria dos jogos e aplicativos pede para o usuário compartilhar o programa com os amigos. Se realmente valer a pena, mande apenas para os amigos mais próximos.

Mensagens:

– O Facebook não é um diário. Ninguém precisa saber que está chovendo, o que você acaba de cortar as unhas do pé. Compartilhe coisas interessantes e inusitadas.

– Se for mandar alguma mensagem pessoal para alguém, mande pelo chat.

– Nunca mande spam, correntes e propagandas.

Educação na internet

Para Rossi, a existência de publicações de baixa qualidade não é decorrente da popularização, e sim da ausência de orientação aos internautas. “O que a gente vê no Brasil é que ao mesmo tempo em que existe um crescimento substancial da banda larga no país, não existe muita educação virtual. A pessoa compra um computador e não necessariamente aprende a usá-lo”, explica o especialista.

Gabriel cita dois casos em que essa falta de instrução do usuário brasileiro, seja ele novato ou experiente, ficou em evidência: nas eleições presidenciais de 2010 e na campanha que criticou o tratamento do câncer do ex-presidente Lula.

“No caso do presidente Lula, o que se viu foi um debate superficial sobre a saúde pública. Já nas eleições, predominou nas redes uma batalha de militantes contra militantes. Em ambos os casos faltou conteúdo à discussão, faltou um aprofundamento. Nisso, a internet ainda precisa de certa verticalização, uma moderação, de modo a qualificar o debate”.

Ponte social 

De acordo com consultor, existem maneiras de contornar essa falta de orientação e melhorar o uso das mídias sociais por parte da população.

“Uma delas é a lan house. Ela não é apenas um comércio, é também uma ponte social. Nela que uma parte considerável dos usuários aprendeu a entrar no Orkut, no MSN e no Facebook, e também por ela podem ser feitas iniciativas para aprimorar o comportamento das pessoas na rede”.

“Além disso, é importante que as escolas participem dessa educação. Hoje, o aluno usa a tecnologia, mas não necessariamente tem uma visão da importância e do alcance dela”, aponta.

No entanto, Gabriel demonstra otimismo e acredita que a qualificação do internauta é natural. “Conforme o brasileiro for dominando melhor as ferramentas disponíveis na internet, é natural que ele também vai aprender a utilizá-las com qualidade”, conclui.

Pedro Samora | [email protected]

notícias importantes sobre tecnologia publicadas pelo portal de internet do Grupo Bandeirantes.

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