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Novo algoritmo identifica pessoas com depressão no Instagram

Ciência e Tecnologia

Novo algoritmo consegue identificar pessoas deprimidas por suas fotos no Instagram

Um algoritmo desenvolvido por uma dupla de pesquisadores consegue identificar pessoas com depressão no Instagram apenas analisando suas fotos

Novo algoritmo identifica pessoas com depressão no Instagram

As cores exercem um papel fundamental em nossas vidas, e atuam de uma forma que nem imaginamos. Uma simples cor pode fazer seu coração acelerar, te deixar feliz, calmo, ou até faminto.

A psicologia das cores estuda essa influência que elas exercem sobre nós e ajuda a entender o que cada cor transmite.

vermelho, por exemplo, é uma cor estimulante mental, pode aumentar a pressão sanguínea e o ritmo respiratório. Está ligada a paixão, entusiasmo, impacto, agressividade, força, energia, etc.

Sua cor oposta é o verde, ele traz bem-estar, tranqüilidade, descanso, serenidade, ciúme, inteligência. Além disso, tonifica o sistema nervoso, é e tranquilizante.

Cada cor tem um significado, e as cores que gostamos e usamos com frequência pode falar muito sobre nós. Baseados nesse simples conceito, os pesquisadores Andrew Reece (Harvard) e Chris Danforth (Universidade de Vermont) desenvolveram um algoritmo capaz de identificar pessoas depressivas no Instagram.

Para começar, os dois pesquisadores selecionaram 500 colaboradores do serviço Mechanical Turk da Amazon que tinham conta no Instagram. Eles pediram a cada um para preencher uma série de formulários, incluindo uma pesquisa clinica padrão para identificar depressão.

Em seguida, pediram que os usuários compartilhassem suas contas do Instagram. No fim da pesquisa, a dupla encontrou 170 pessoas que concordaram – 70 das quais comprovaram clinicamente serem deprimidos.

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A partir disso, a equipe reuniu mais de 40.000 fotografias no Instagram para analisar. Para cada indivíduo saudável, os pesquisadores selecionaram suas 100 fotos mais recentes para estudar. Para os indivíduos deprimidos, eles escolheram as 100 fotos publicadas antes do diagnóstico.

Usando critérios como saturação, cor, contraste das fotos e até o número de curtidas e comentários, um software de detecção facial, o algoritmo conseguiu uma eficácia de 70% de acerto. Ele consegue inclusive, identificar a depressão antes de uma avaliação clínica.

Os pesquisadores conseguiram identificar que pessoas deprimidas tendem a postar imagens em tons de azul, cinza e cores geralmente mais escuras. E eles também recebem menos curtidas e comentários que os demais.

Quando decidem usar filtro, seu favorito é o “Inkwell”, que deixa a foto em preto-e-branco. Por outro lado, pessoas saudáveis preferem o filtro “Valencia”, que ilumina as fotografias.

A mesma foto com os dois filtros aplicados (Foto: Reprodução/Julian Leno)

A mesma foto com os dois filtros aplicados (Foto: Reprodução/Julian Leno)

Os indivíduos deprimidos também costumam, surpreendentemente, publicar fotos com outras outras pessoas nelas. No entanto, estas fotos têm menos rostos que as fotos de pessoas saudáveis.

Apesar da pesquisa não ter 100% de acerto em suas detecções e não se destina a dar um diagnóstico definitivo, pode ser usada para um “rastreio e detecção precoce da doença”.

Os pesquisadores ainda dizem que “estes resultados suportam a noção de que grandes mudanças na psicologia individual são transmitidos no seu uso de mídias sociais, e podem ser identificadas através de métodos computacionais”, afirmam Reece e Danforth.

Fonte: TNW

Desenvolvedor web, técnico em eletrônica, geek desde criança, nerd e gamer caixista, ama Halo e Gears of War mas está esperando a SEGA lançar outro console porque é fã de Sonic. Entusiasta de tecnologia em geral, ama robôs e PC gaming.

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