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Android

Análise: Asus Fonepad

Durante 7 dias usamos o Asus FonePad como smartphone. Confira a Análise.

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Antes de qualquer coisa é preciso esclarecer um ponto importante sobre o Asus Fonepad: Ele NÃO é um smartphone; é um tablet! Mesmo que seja possível utilizar o aparelho para fazer ligações!

Quando comprei o Fonepad já tinha em mente esta questão do celular ou tablet. Foi aí que me propus a fazer um teste prático e deixei meu Samsung Galaxy S3 na gaveta por uma semana. Em 7 dias, o Fonepad me responderia sua verdadeira vocação.

Descreverei a experiência a seguir.

A Asus parecia dar pistas sobre a real função do equipamento desde o início.

Ao abrir a caixa, temos um folheto com orientações básicas sobre o equipamento, o carregador, cabo micro USB e o aparelho. Nada de fone de ouvido ou qualquer outro acessório.

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E aí voltamos à questão inicial: como fazer ligações em um aparelho com tela de 7 polegadas? Inviável.

Tenho mãos grandes, mesmo assim, manuseá-lo como smartphone é uma tarefa ingrata. O fato do aparelho não ser vendido com um simples fone de ouvido reforça a vocação para  navegação e leitura. De qualquer forma, é possível usá-lo para fazer e receber ligações.

Tentei fazer algumas chamadas diretamente no aparelho. Sem segredos, o discador, agenda… tudo está lá. O problema é segurar na orelha. Admito que me senti um pouco ridículo com a cena.

Ressuscitei um headset bluetooth e pronto. Meu Fonepad estava “preparado”.

Apesar da dificuldade para usar o aparelho como telefone, a Asus caprichou no modelo. Com uma construção leve e eficiente em plástico metalizado na traseira e moldura preta na parte da frente, a carcaça do Fonepad passa uma sensação de segurança e bom acabamento.

A tampa traseira na parte superior revela as entradas para cartão microSIM e o microSD (até 32 GB). Ponto para a Asus. O único ponto negativo aqui é a dificuldade para remover a tampa superior.

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Na parte inferior, temos a entrada microUSB e P2 para fones de ouvido. Nada de HDMI.
O Fonepad mede 19,5 por 12 por 1,1 cm e pesa 316 g. É um bom peso para suas dimensões.

As especificações técnicas do aparelho são:

– Processador Intel Atom Z2420 de 1.2 GHZ
– Memória Interna de 16 GB
– GPU PowerVR SGX540
– WiFi 802.11b/g/n
– 1 GB de RAM
– Câmeras: frontal de 1.2 Mp e traseira de 3.15 Mp (Autofocus, touch focus sem estabilização)
– Bluetooth 3.0
– Suporta GPRS, EDGE, HSDPA, UMTS, HSUPA, HSPA
– Bateria LiPo de 4270 Mah com autonomia de 1950 minutos para conversação e 751 horas em standby
– Tela IPS LCD com resolução de 1280 x 800 pixels (densidade de 216 ppi)
– A-GPS/GLONASS
– Sensor de proximidade, acelerômetro e bússola

O Fonepad veio com a versão 4.1 do Android e as customizações de praxe da Asus com alguns aplicativos pré-instalados.

O desempenho é bastante satisfatório para tarefas cotidianas como navegar pela Internet, ver vídeos no Youtube ou para leitura de revistas ou HQs (minha principal utilização). Percebi alguma lentidão apenas em páginas com muitos elementos gráficos, mas admito algum preciosismo de minha parte nesse ponto. O desempenho geral é muito bom.

Para games a conclusão é a mesma: os mais simples são executados sem problemas, já os mais pesados vão apresentar dificuldades.

Os textos do WhatsApp, SMS e emails eram facilmente digitados na posição paisagem utilizando os dedões. Mais um ponto para a Asus com seu teclado estilo “Swiftkey” bem esperto.

Algo que chamou minha atenção foi o brilho da tela. Apesar das especificações dela não serem as mais parrudas do mercado, o brilho  é muito bom, permitindo sua boa visualização mesmo em ambientes muito iluminados. Existem ainda opções de ajustes com o app ASUS Splendid que ajuda a aperfeiçoar a configuração.

Aliás, voltando a falar em apps da Asus: dicionários, webstorage, anotações, edição de imagem e equalizador de áudio vem pré-instalados. Particularmente prefiro fazer minhas próprias escolhas. Usuários mais experientes podem liberar o acesso root (por sua conta e risco), remover esses apps e utilizar os que desejarem.

De maneira geral o equipamento atende muito bem quem procura um modelo de entrada, com desempenho satisfatório e preço acessível, mas que fique claro: é um tablet, não é um smartphone!

Arquiteto, visual merchandiser e viciado em tecnologia. Fora outras coisas que me definem, acho que essas são as mais adequadas para se colocar aqui.

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