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Ciência e Tecnologia

Armazenamento digital 5D pode ser o segredo da memória eterna

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A pintura La persistencia de la memoria de Salvador Dali talvez seja uma das imagens mais icônicas do século XX. A obra — naturalmente sujeita à múltiplas interpretações — aborda a importância da memória na construção da nossa identidade. De fato, a partir do momento que o homem criou ferramentas para transmitir seu conhecimento, a história passou a ser determinada pelo que se é esquecido e pelo que permanece da memória coletiva.

Assim como foi a invenção da escrita e, muito provavelmente, o advento da internet, as novas tecnologias exercem um papel fundamental no “gerenciamento” da memória e do conhecimento coletivo. Distante dos holofotes, um grupo de pesquisadores da Universidade de Southampton, no Reino Unido pode ter adicionado uma ferramenta a mais para essa importante questão.

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Os cientistas anunciaram a criação de uma unidade de disco que poderia armazenar dados, como documentos e obras de arte por um período virtualmente eterno. O dispositivo, que consiste em um pequeno vidro nanoestruturado e tem gravação a laser, é capaz de guardar 360 TB por até 13,8 bilhões de anos. A tecnologia foi batizada de armazenamento digital 5D.

A enorme durabilidade do armazenamento digital 5D está relacionada à sua resistência. Os discos de armazenamento de vidro permanecem estáveis (sem sofrer qualquer alteração) a temperaturas de até 1.000º C. Essa característica permitiu que os pesquisadores estabelecessem que o dispositivo resistiria ao período de 13,8 bilhões de anos tomando como referência uma temperatura ambiente de até 190º C.

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O arquivamento de dados eterno pode abrir uma nova era na história da humanidade. Com o armazenamento digital 5D, documentos, livros históricos importantes, obras de artes e descobertas científicas podem ter uma vida ilimitada (ao menos virtualmente). Mais do que isso, as futuros gerações podem ter acesso a um maior número de narrativas e visões de mundo, abandonando o sentido unilateral pelo qual aprendemos a história.

A partir de agora, os cientistas estão em busca de empresas interessadas em tornar o protótipo um produto comercializável. De acordo com o professor Peter Kazansky, um dos responsáveis pelo projeto, o protótipo pode ajudar no futuro: “Esta tecnologia pode garantir a última prova da nossa civilização: tudo o que aprendemos não será esquecido“, afirma. 

Jornalista, fã de cinema e curioso de todas as coisas. Sempre atento às informações, escreve sobre ciência, comportamento e as novidades do mundo tecnológico.

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