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Arquitetura Tech: Taiwan Tower e o Oásis do século XXI

Mais do que um marco urbanístico ou empreitada a fim de arrebanhar uma fatia mercado turístico, Taiwan apresenta ao mundo um projeto que personifica o modelo de desenvolvimento do século XXI…

Mais que um marco urbanístico ou empreitada a fim de arrebanhar uma fatia mercado turístico, Taiwan apresenta ao mundo um projeto que personifica o modelo de desenvolvimento do século XXI.

O design escolhido vencedor no concurso internacional de arquitetura “Taiwan Tower International Competition” foi concebido pelo arquiteto japonês Sou Fujimoto, criador do conceito de “primitive future“, ou “futuro primitivo” em uma tradução livre. Prega, essencialmente, o design intuitivo, natural e espontâneo das edificações, como um fenômeno urbano.

Parque na cobertura da torre

A premissa do concurso era a de criar um marco referencial na cidade de Taichung, na ilha também conhecida como Formosa. O projeto de Fujimoto atingirá uma altura de 300 metros, similar à da Torre Eiffel, em Paris.

À imagem de sua época

É curioso reparar como cada uma das torres retrata fielmente a época em que foi concebida. A francesa, de 1889, tem um caráter essencialmente industrial: sua estrutura em ferro, rebites aparentes e treliças enormes prenunciavam na época a chegada da era da máquina, um símbolo do domínio do homem sobre a natureza. Já a taiwanesa contemporânea assume a postura alinhada com o que se pensa de modelo sustentável atual, de maior integração do homem com a natureza e respeito ao ambiente.

 

As referências à natureza são transmitidas pela estética dada ao corpo da torre. A forma aparentemente aleatória, explica o arquiteto, foi inspirada numa espécie de árvore chamada “Banyan”, abundante na ilha. Cria uma textura ao mesmo tempo contemporânea e natural, como em um outro caso recente similar – o estádio “Ninho do Pássaro”, de Pequim, também tem inspirações na natureza, como o próprio nome indica.

Interpretação contemporânea da natureza

Árvore “Banyan”

O projeto foi agraciado com o selo “Ouro” do sistema LEED, o mais mundialmente aceito quanto à sistematização dos princípios sustentáveis. Inclui, dentre outros, sistemas como placas fotovoltaicas para geração de energia, aquecimento solar da água e reaproveitamento das chuvas. Desta forma, podemos observar tendência na arquitetura que acompanha a atual “onda verde”, não somente nos sistemas ambientalmente corretos, mas também pela sua estética, a melhor maneira de transmitir esta mensagem ao mundo.

Projeções noturnas em suas faces

A torre se divide em duas partes – o corpo, composto por centenas de pilares e vigas metálicos, e o parque na cobertura. O sistema estrutural da torre é bastante curioso: apesar de aparentemente instável, a combinação de pilares e vigas retos, inclinados e até mesmo em espiral inspirados na árvore Banyan conferem ao sistema resistência à ventos e terremotos. Já a cobertura, como se uma extrusão do parque do nível do solo, proclama aos quatro ventos sua mensagem autoentitulada de Oásis do século XXI.

 Perspectiva do hall interno e acesso à cobertura

Fontes: Gizmodo, Archdaily, SitesCamp e ULGC.

Ronaldo Belló é arquiteto graduado em 2007 pela UFPR e engenheiro de segurança do trabalho pela PUC-PR. Trabalha com arquitetura efêmera, assinando projetos cenográficos e de estandes. Ama seu Samsung Galaxy e seu cachorro Nicolas.

Arquiteto e techpassionate

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