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ASUS Zenfone 3 ZE552KL, a análise completa

Não vamos negar: estávamos bastante ansiosos para publicar a análise do Zenfone 3, terceira geração a chegar ao Brasil. Confira nossas impressões.

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Não vamos negar: estávamos bastante ansiosos para publicar essa análise. Acompanhamos a trajetória da ASUS desde que a empresa chegou no Brasil em 2014, algo muitas vezes esquecido pela maioria. Enquanto empresas como Samsung, LG, Sony e Motorola estão por aqui há vários anos, os Zenfones estão entre nós há pouco mais de dois anos. Apesar disso, a ASUS chegou e chegou bonito, hoje sendo uma das marcas mais desejadas dos brasileiros. Isso coloca uma enorme responsabilidade no Zenfone 3, que tem a missão de continuar o trabalho da empresa por aqui.

Desde o Zenfone 5, que chegou para concorrer com o Moto G de segunda geração, o principal alvo da ASUS é a Motorola. O Zenfone 2 chegou como um concorrente do Moto X (PlayStyle). Essa terceira geração não é diferente. O alvo agora é o Moto Z Play, que tem especificações bem similares. Será que ele se sai bem nessa tarefa? Vamos ver na análise completa abaixo.

Design

Tanto o Zenfone 5 quanto o Zenfone 2, dentro de uma margem de segurança, compartilham detalhes de identidade visual. Isso mudou nessa geração. A estrutura de plástico foi substituída pelo vidro na região frontal e traseira com bordas de metal. Independentemente de suas especificações, o seu novo design é inquestionavelmente premium. Não deve em nada para os principais tops de linha do mercado, que chegaram com um preço bem maior.

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Como todo smartphone de vidro, ele é um ímã de digitais. A ASUS tentou minimizar isso, há uma camada oleofóbica, mas marcas são inevitáveis. E, claro, isso torna a sua pegada mais escorregadia, em especial se comparado com o Zenfone 2. Além de ser totalmente liso, ele não vem com a texturização na parte traseira do irmão mais velho. Uma capa de proteção é quase um pré-requisito aqui, tanto para melhorar a pegada quanto para proteger o vidro.

  • Dimensões: 152,6 x 77,4 x 7,7 mm
  • Peso: 155 gramas

Do lado direito temos os controles de volume e o botão Power. Na parte traseira, a câmera, flash em dois tons, foco à laser e o sensor de impressões digitais. Na frente, somente os botões de controle do Android (que não acendem) e uma mudança importante: nada de logo da ASUS, o que certamente o deixou mais bonito. Na parte de baixo, o conector reversível USB tipo C e a caixa de som. E, para finalizar, o conector de áudio na parte de cima.

Tela

A tela do Zenfone 5 era “ok”, com qualidade suficiente para não decepcionar, mas também não surpreender. O Zenfone 2 trazia a mesma tela, só que um pouco maior e com resolução Full HD. A tecnologia, porém, era basicamente a mesma. Já o Zenfone 3, mantendo as 5,5 polegadas e resolução 1080p do Zenfone 2, tem uma tela completamente diferente. A tecnologia aqui é o Super IPS+, e basta ligar o smartphone pela primeira vez para percebermos a sua qualidade.

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Ficamos até contentes com o fato de a ASUS ter mantido a resolução Full HD. De um lado, já tem qualidade de sobra e uma densidade de pixels de 401, mais do que o suficiente para não ser possível diferenciar os pixels individualmente. De outro, não sobrecarrega a configuração, já que são menos pixels para movimentar, se comparado às telas Quad-HD. Além de poupar a bateria, um benefício adicional e tanto.

Qualidade de cores é o que não falta, com um contraste bem calibrado e capacidade de oferecer um brilho máximo fantástico. Não enfrentamos problemas em utilizá-lo diretamente contra a luz do sol, quesito extremamente importante. Para fechar o conjunto, o vidro de proteção é o Gorilla Glass, garantindo uma boa proteção contra riscos e arranhões. Tanto na parte da frente quanto na traseira.

Configuração

Diferentemente do Zenfone 2, o Zenfone 3 não chega como o modelo mais poderoso da ASUS. Esse cargo fica para o Zenfone 3 Deluxe, com chip Snapdragon 821 e 6 GB de memória RAM. O foco do Zenfone 3 é atacar no custo-benefício, então sua configuração trabalha de acordo. No caso, temos o chip Snapdragon 625 da Qualcomm, com 8 núcleos Cortex A53 rodando a 2,0 GHz, 4 GB de memória RAM e GPU Adreno 506.

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Sim, ele vem com o dobro de núcleos do Snapdragon 821, mas usa implementações literais do Cortex A53, e não os poderosos cores Kryo. Exatamente por isso é considerando um chip intermediário, pertencente à família 600 de chips da Qualcomm. Mas desempenho é o que não falta aqui. Rodamos diversos jogos e apps e não sentimos travamentos ou lentidões em nenhum momento. Seja rodando Real Racing 3 ou Dead Trigger, seja alternando entre vários apps, a performance é fluida e competente.

Armazenamento e sistema

A versão que recebemos para testes – ZE552KL – vem com 64 GB de memória interna e suporte para cartões micro SD de até 256 GB. Espaço de sobra, para dizer o mínimo, e um ponto forte contra o Moto Z Play, que trabalha com 32 GB por padrão. Vale dizer, porém, que o usuário deve escolher entre dois setups diferentes, já que a gaveta para o cartão micro SD é a mesma utilizada pelo segundo cartão SIM. Ou seja, entre SIM + cartão micro SD ou 2 SIMs.

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Anunciado mundialmente antes do Android 7.0 Nougat, o Zenfone 3 vem com o Android 6.0.1 de fábrica. A ASUS garante a atualização para a próxima versão, ainda sem uma data específica. Por cima do Android temos a ZenUI 3.0, que não difere muito da ZenUI do Zenfone 2 (Android 5.0) em termos visuais. Mas está mais fluida, não sobrecarregando a configuração como acontecia com as versões anteriores. Por usar uma arquitetura ARM, agora é muito, mas muito difícil conseguir usar os 4 GB de memória RAM.

Câmera

A câmera de 13 megapixels do Zenfone 2 era capaz de produzir fotos ótimas. Porém, não sem um fortíssimo pós-processamento, que impedia o uso da câmera por alguns segundos. Bom, esse não é um problema aqui. A câmera do Zenfone 3 tem 16 megapixels e usa o sensor IMX298 da Sony, contando com f/2.0, flash de detecção de fase, estabilização óptica de 4 eixos, flash em dois tons e HDR. Este último está disponível tanto de forma automática quanto mais precisa (HDR Pro).

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O modo automático é perfeitamente capaz de lidar com  a grande maioria das situações sem problemas. E, claro, há um modo manual com algumas excelentes opções de controle, ideal para quem quer controlar cada aspecto da foto. A câmera frontal não deixa para menos: tem 8 megapixels, mesma abertura da câmera traseira e é capaz de tirar selfies de excelente qualidade. Assim como o Zenfone 2, há um software de “embelezamento“, corrigindo algumas imperfeições em tempo real.

Vídeos

A câmera traseira é capaz de filmar em 4K ([email protected]), Full HD ([email protected][email protected]) e HD ([email protected]s ou slow motion). A qualidade? O suficiente para dispnesar uma filmadora dedicada em grande parte das situações. Não há tremedeira, com a estabilização óptica de imagem entrando em ação sem falhas. O mesmo vale para a câmera frontal, que exige poucas correções do vídeo original ainda que esta esteja restrita a [email protected] sem estabilização.

Vale um adendo: não sentimos o Zenfone 3 superaquecido em quase nenhuma situação. Nem em benchmarks ou quando ele está sendo carregado. A exceção são os vídeos, quando gravados em 4K ou [email protected], que esquentam (bastante) o modelo dentro de poucos minutos. O software de câmera não chegou a travar, mas é uma nota que vale a pena esclarecer.

Não deixe de conferir o reviews em vídeo, onde inserimos amostras de vídeo.

Bateria

Com 3000 mAh de capacidade, a bateria do Zenfone 3 tem o mesmo tamanho dos Zenfones da geração anterior. Nessa lista incluímos o Zenfone 2, Zenfone 2 Deluxe, Zenfone 2 Deluxe Especial Edition e Zenfone Zoom. Apesar disso, sua autonomia é bem melhor. Uma combinação do chip mais econômico (Snapdragon 625) com a escolha pela tela Full HD, uma das vantagens em relação às telas Quad-HD.

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Não tivemos que carregá-lo mais de uma vez por dia nem uma vez. Mesmo em períodos de testes, com benchmarks frequentes e diversas amostras de fotos e vídeos. Ponto para a ASUS aqui, já que muito dessa eficiência se deve também ao seu gerenciamento proprietário de energia. Para fechar o conjunto, temos o carregamento rápido de 10 watts, carregando-o completamente em pouco mais de uma hora. De quebra, esquenta muito pouco o aparelho durante o processo.

Extras

O sensor de impressões digitais se destaca aqui. Ausente na geração anterior, ele cumpre um papel importante no Zenfone 3. Além de extremamente preciso, destrava a tela mesmo quando essa esta desligada, isso em uma fração de segundo. O cadastro de digitais é simples e reconhece rapidamente a digital, além de ter a função extra de destravar a tela com um duplo toque. Novamente, mesmo quando a tela está desligada.

Conectividade

  • Wifi nos padrões A, B, G, N e AC com suporte a Hotspot e Wifi Direct;
  • Bluetooth 4.2 LE com A2DP, EDR e suporte a AptX (áudio de alta resolução via Bluetooth);
  • GPS com A-GPS e GLONASS;
  • Rádio FM;
  • Acelerômetro, giroscópio, sensor de proximidade e bússola;
  • Dual-chip 4G LTE, usando uma mesma gaveta para o segundo chip e para o cartão micro SD (ou seja, deve-se escolher entre um e outro);
  • Áudio de alta resolução nos fones de ouvido (24 bits/192Hz);

Vale destacar a qualidade de áudio com fones de ouvido. Os fones inclusos são básicos, mas o Zenfone 3 mostra todo o seu poder com fones de maior qualidade. Seu amplificador de áudio é um pouco menos potente do que o presente no Zenfone 2, mas a qualidade final é inquestionavelmente boa, separando bem os médios, graves e agudos.

Conclusão

O Zenfone 3 chegou ao mundo na Computex 2016, uma das principais feiras de tecnologia do mundo, em Taipei, Taiwan. Agora, poucos meses depois de seu anúncio oficial, ele desembarca no Brasil, e sua chegada é aguardada por muitos fãs da marca. Conforme esperado, ele foi reposicionado. Em vez de oferecer o máximo possível dentro de um preço razoável, sua estratégia é diferente. Representa um escalonamento de categoria, agora figurando na categoria “intermediário-premium”. Intermediário no chip, premium no design e nos recursos extras.

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Seria até injusto classificar o Zenfone 3 como um intermediário puro e simples por causa de seu chip. Em especial quando lembramos que ele tem 64 GB em uma faixa menor de preços. Não sentimos falta de nenhum recurso sequer, da câmera ao design e qualidade de tela. Podemos dizer tranquilamente que a ASUS acertou na segmentação, trazendo um modelo completo mais acessível e outro mais avançado, focando em quem está disposto a pagar pela melhor experiência que a empresa pode oferecer. No segundo caso, estamos falando do Zenfone 3 Deluxe, posicionado em um segmento mais caro.

Ficou curioso? Confira também o review em vídeo do Zenfone 3:

Apaixonado por livros e ávido devorador de conteúdo, passa um bom tempo separando o que é informação e o que é ruído.

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