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Brasil: uma história contada por celulares

Celulares enormes, com antenas, baterias que duravam semana. Veja aqui alguns dos modelos que passaram pelo mercado brasileiro desde os anos 1990, até os dias de hoje.

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A história humana sempre foi contada a partir dos objetos que usamos. Com o ritmo intenso das mudanças, o velho e o novo se sucedem muito rapidamente, transformando de maneira profunda nossa percepção da passagem do tempo. Um bom exemplo disso pode ser contado quando pensamos na recente história dos celulares.

Hoje em dia, é fácil vermos os poderosos smartphones com telas sensíveis ao toque, conexões de alta velocidade 4G, GPS, WiFi, Bluetooth e até barômetro, como algo comum. Mas é interessante lembrar das origens humildes que tivemos, do tempo dos “tijolares“, de passado distante dos telefones de bolso que temos hoje. Antes dos iPhones e Galaxys, passamos por celulares enormes, com antenas, flips e baterias que duravam uma semana.

A década de 90 representa um mundo completamente diferente do que vivemos hoje. E, no Brasil, ela foi contada assim:

Motorola PT-550

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Motorola PT-550

O Motorola PT-550 foi o primeiro celular do Brasil, chegando junto com a rede de telefonia móvel no Rio de Janeiro em 1990. A maioria de vocês deve se lembrar dele como o Tijolão, com mais de 22 centímetros e 348 gramas – ou 2,7 vezes o peso do iPhone 6.

A tela? Mostrava apenas 7 dígitos e alguns alertas do sistema. A bateria pelo menos era comparável com as atuais, e durava apenas 15 horas em stand-by.

Motorola StarTAC

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Motorola StarTAC, fazendo você se sentir o Capitão Kirk

Inspirado no comunicador que os tripulantes da nave Star Trek usavam no seriado americano de 1966, e nesse mesmo ano foi lançado o Motorola StarTAC, o sucessor do PT-550. Instantaneamente, ele se tornou a bola da vez entre os executivos.

O primeiro celular de flip da história, ele era pequeno e leve, medindo 9,4 cm por 5,5 cm e 88 gramas – menor e menos pesado que a maioria dos modelos atuais. E ainda trazia uma função nova: foi um dos primeiros modelos a ter a opção de vibrar ao invés do toque de chamada.

Nokia 6110 e 5110

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Nokia 6110

No ano seguinte a Nokia chegou com o 6110. Foi o começo da era dos celulares em barra. Um dos chamativos eram as telas monocromáticas de poderosos 84 por 48 pixels – para comparar, o recém-lançado Samsung Galaxy S6 tem 2560 x 1440 pixels. O 6110 também apresentava uma antena mais curta, e fixa, que estavam se tornando mais comum na época e seriam rapidamente substituídas por antenas totalmente internas. E, o mais importante: ele já vinha com o jogo da cobrinha.

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Nokia 6110 e a famosa cobrinha!

Já o Nokia 5110, desenvolvido para o mercado de consumo em massa, tinha ainda a opção de diversas cores de capas coloridas, o que facilitava a identificação (e o interesse) com o público mais jovem.

Nokia 5110

Nokia 5110

Nokia 3310

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Nokia 3310

O começo dos anos 2000 foi dominado por celulares acessíveis da Nokia – conhecidos tanto pela bateria quase infindável, quanto pela sua resistência de fazer inveja a qualquer. Um dos primeiros sucessos da marca foi o modelo 3310.

Além da bateria do Tijolinho, que chegava até a absurdas 245 horas em stand-by, ficou famoso também pelo jogo Snake II, popularmente conhecido como “Cobrinha”, e que esteve presente em diversos modelos da Nokia como o 1100.

Siemens A55/ C60 (Celular Sandy e Júnior)

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Siemens A55/ C60

Com a entrada dos sons polifônicos, os toques de celular que lembravam música estavam na moda. A Claro e a Siemens resolveram aproveitar e fizeram uma parceria com a dupla Sandy e Júnior, em alta entre a juventude da época, para vender seus modelos A55 e C60, voltados para o público adolescente.

Nokia N-Gage

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Nokia N-Gage

Se por um lado a Nokia fazia o pé-de-meia nos modelos baratos, não fazia feio nos modelos mais poderosos. O N-Gage era uma mistura de smartphone e console portátil, popularizado pelo GameBoy no final dos anos 90. Ele foi criado especificamente para jogos – e era incrível. Foram 64 jogos produzidos para o modelo, o que não é muito, mas era bem melhor que o clássico jogo da Cobrinha de modelos como o 2280, do mesmo ano.

Motorola RAZR V3

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Motorola RAZR V3

O RAZR foi uma revolução para 2004. Com apenas 1,3 cm de espessura, era um celular finíssimo para a época, principalmente por ser de flip. A tela colorida e o visor frontal, uma moda da época para modelos nesse formato, também eram destaque.

V3 chamava a atenção por onde passava, e teve um sucesso enorme nas vendas. Por isso, foram feitas muitas versões ainda mais chamativas que original, como uma com capa metálica de cor rosa-choque e outra dourada, assinada pela grife Dolce & Gabbana.

Nokia 1110

Nokia 1110

Nokia 1110

O 1110 faz parte dos celulares mais bem-sucedidos da Nokia. O sucesso é tão grande que, inclusive, é o celular mais vendido de todos os tempos, com 250 milhões de unidades comercializadas. A linha do modelo era mais básica, e mesmo para época vinha sem quase nada, mas por um preço bem acessível – o que era ótimo no mercado brasileiro e tornou o modelo popular rapidamente.

Sony Ericsson Walkman W800i

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Sony Ericsson Walkman W800i

O Sony Ericsson W800i foi o primeiro celular da linha Walkman, e não recebeu o nome à toa. Além de celular, o celular funcionava também como MP3 Player. A memória interna de 34 MB não era suficiente para rodar muitas músicas, mas ele vinha com um cartão de memória de 512 MB – coisa fina para a época.

LG Chocolate

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LG Chocolate

Enquanto a Nokia se fortalecia com o básico, o LG Chocolate fazia sucesso com o design chique. O slider foi o primeiro da série Black Label, que contou ainda com os modelos Shine e Secret. No mundo inteiro, vendeu mais de 7,5 milhões de unidades.

Apple iPhone

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Apple iPhone

Em 2007, Steve Jobs mudou para sempre o mundo dos celulares. O lançamento do iPhone revolucionou o mercado e cravou como smartphones seriam daí em diante. E o sucesso foi imediato: foram mais de 1,3 milhões de unidades vendidas apenas nos seis primeiros meses.

Não foi o primeiro smartphone, essa honra fica para o IBM Simon de 1995, mas certamente vai ser para sempre um dos mais lembrados. Depois do lançamento, novas versões surgiram anualmente. A última delas foi o iPhone 6 e o 6 Plus, lançados no final do ano passado.

Motorola Milestone

Motorola Milestone (ou Motorola Droid, como ele é conhecido nos Estados Unidos)

Motorola Milestone (ou Motorola Droid, como ele é conhecido nos Estados Unidos)

O smartphone Motorola Milestone (conhecido como Motorola Droid nos Estados Unidos) foi um ícone para quem levantava a bandeira do sistema Android em 2009. Com tela sensível ao toque de 3,7 polegadas, ele ainda contava com um teclado físico QUWERTY retrátil, que deixava o smartphone com cara de mini-computador. O modelo rodava a versão 2.0 do Android e tinha câmera de 5 megapixels.

Samsung Galaxy S

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Samsung Galaxy S

Três anos depois do iPhone, a resposta da Coréia para os smartphones começava. O Samsung Galaxy S original chegou ao custo de R$ 2.400 reais, considerado caro na época, mas com recursos não presentes no concorrente da Apple, como um receptor para sinal de televisão.

Hoje

A batalha entre Apple e Samsung continua firme, com ambas as empresas representando o que há de mais avançado em tecnologia mobile. Lançado no ano passado, os modelos iPhone 6 e iPhone 6 Plus da Apple ganharam dois concorrentes de peso em especificações técnicas e design: os modelos Galaxy S6 e Galaxy S6 Edge, lançados em abril pela Samsung. Para competir com o iPhone 6, a Samsung também adotou uma estratégia de dividir o ano entre 2 grandes lançamentos: um para a linhade smartphones (Galaxy), outro para a linha de phablets (Galaxy Note).

Galaxy S6 vs iPhone 6

Galaxy S6 (Samsung) e iPhone 6 (Apple): evoluímos bastante em 24 anos, não é?

E você? Conta pra gente quais smartphones passaram pela sua vida!

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Jornalista por profissão, geek por natureza, autodidata por curiosidade mesmo. Aprendendo e escrevendo sobre tecnologia desde que mexeu no primeiro 486 da família, está no SMT desde 2015.

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