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Ciência e Tecnologia

Checar constantemente smartphone pode causar problemas cognitivos

Uma pesquisa descobriu que quanto mais vezes uma pessoa usa a internet em seu smartphone, é mais provável que elas apresentem “falhas cognitivas”.

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Você certamente irá lembrar de um amigo ou se identificar com o clássico cenário da olhadinha no celular durante um jantar, na viagem de metrô ou numa sala de espera. Já está no “piloto automático”, não conseguimos ficar muito tempo ociosos. E é justamente esse “piloto automático” que pode estar nos deixando com mais dificuldades para focar em tarefas complexas.

O uso consciente e saudável da tecnologia tem sido tema de livros, reportagens aprofundadas e estudos acadêmicos nos últimos anos. Uma pesquisa realizada na universidade De Montfort, em Leicester na Inglaterra, descobriu que quanto mais vezes uma pessoa usa a internet em seu smartphone, mais provável são as chances de apresentarem “falhas cognitivas”.

Segundo o Dr. Lee Hadlington, responsável pela pesquisa, as pessoas passam por diversos tipos de distrações, como falta geral de consciência sobre o que está acontecendo ao redor, distrações em conversas e até mesmo o esquecimento do que foram fazer num cômodo da casa. Ele verificou o mesmo tipo de comportamento no uso dos celulares sem internet, sugerindo que conversas telefônicas possuem o mesmo impacto.

Por enquanto, a pesquisa não conseguiu definir se as pessoas estão ficando mais distraídas e hiperativas devido a atividade online excessiva ou se essas pessoas são mais atraídas pela tecnologia, onde enxergam uma forma de “controlar a atenção.”

De acordo com o Dr. Hadlington pode haver uma mistura dessas duas hipóteses. As pessoas que já sofrem de distúrbios de atenção são atraídas pela tecnologia, tornando o quadro ainda pior.

Essa é uma área pouco explorada e muito importante. Estamos usando a tecnologia diariamente mas não entendemos o efeito dela sobre nós. “, disse o Dr Hadlington.

A pesquisa publicada no Computers in Human Behavior fez uma série de perguntas tentando identificar fatores relacionados a capacidade de concentração, memória e até mesmo aspectos físicos, como senso de localização. 107 homens e 103 mulheres com idades entre 18 e 65 anos que gastaram em média de 22,95 horas online por semana foram entrevistados.

19, estudante de Comunicação e Multimeios na PUC-SP. Curioso e apaixonado por tecnologia, escreve sobre o tema há cinco anos.

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