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De volta para o passado: Cinéfilo adapta lançamentos do cinema em VHS

O designer e estudante de cinema, Matthew Dix criou o nostálgico projeto que traz de volta o universo dos filmes em VHS

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Os nostálgicos dos filmes em VHS não precisam mais de uma máquina do tempo para reviver as memórias do passado.

Nostalgia é um termo que descreve uma sensação de saudade idealizada (às vezes irreal) por momentos vividos no passado associada com um desejo sentimental de regresso, impulsionado por lembranças de momentos felizes e antigas relações sociais. A definição lexical talvez seja a melhor explicação para entender o que motivou um fã de cinema a “adaptar” os mais recentes lançamentos do cinema mundial no formato VHS.

O responsável pelo projeto é o designer e estudante de cinema Matthew Dix — que além de pensar todo o projeto gráfico, que envolve a produção e impressão das artes – ainda realiza o trabalho de gravar o vídeo na fita VHS. Em seu perfil no Instagram (@offtrackoutlet), há diversos exemplos de “lançamentos” feitos por Dix, além de um vídeo em que ele explica parte de seu processo de produção (confira abaixo).

Todo mundo sabe, mas vale lembrar que o VHSVideo Home System(ou “Sistema Doméstico de Vídeo“, em português) – foi o padrão comercial de gravação analógica em fitas de videoteipe desenvolvido pela Victor Company of Japan (JVC) na década de 1970. No Brasil, o modelo VC 8510 da Sharp foi o primeiro videocassete a ser lançado no mercado nacional em 1982.

Na chamada “era do VHS” assistir um filme era uma tarefa muito complexa, principalmente porque eles não estavam disponíveis online a dois cliques do seu alcance. Uma sessão de cinema em casa exigia obrigatoriamente a ida a um mítico local chamado Vídeo Locadora, onde os filmes disponíveis geralmente eram colocados em estantes exibindo suas capas e embalagens, com o visual típico da época.

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Estante padrão de uma Vídeo Locadora da década de 1980.

Como a distribuição da época tinha muitas limitações, muitos filmes demoravam a chegar, o que fomentou o surgimento de um mercado “paralelo” (pirata) dos filmes em VHS. Além disso a qualidade da mídia era muito ruim e problemas como cabeçotes sujos no seu aparelho de videocassete eram corriqueiros e poderiam inviabilizar a reprodução dos filmes.

Essas dificuldades não impediram que uma geração — na qual este autor se inclui — fosse capturada pela paixão pelo cinema. Apesar disso, é inegável (especialmente para os cinéfilos) que os atuais formatos de mídia e forma de compartilhamento são incomparavelmente melhores em qualidade, e mais eficazes em distribuição, permitindo que os amantes da sétima arte possam ter acesso a obras de fora do circuito comercial.

Ainda assim, é preciso reconhecer que o trabalho de Matthew Dix (confira alguns exemplos na galeria acima) é extremamente criterioso e muito fiel e estética da época. Se não vale pela qualidade, certamente vale pela curiosidade.

Jornalista, fã de cinema e curioso de todas as coisas. Sempre atento às informações, escreve sobre ciência, comportamento e as novidades do mundo tecnológico.

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