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Confira o que dizem as primeiras análises do Samsung Galaxy S7

Ainda sem data para chegar ao Brasil, o Galaxy S7 já tem suas primeiras análises publicadas. Confira alguns dos destaques.

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O portal The Verge foi um dos primeiros a publicar uma análise completa sobre o Samsung Galaxy S7

Apesar de parte da população brasileira sonhar com uma vida paradisíaca em Miami, a realidade é um pouco menos ensolarada por aqui. Lançado no último dia 21 de fevereiro durante a MWC 2016, o Samsung Galaxy S7 ainda deve demorar um pouquinho para chegar a mercados “coadjuvantes“, como o Brasil. A novidade já está disponível nas localidades consideradas mais relevantes para o mundo do consumo tecnológico como os EUA, China, Coreia do Sul e Europa.

Enquanto não podemos ver a novidade de perto, os principais portais de tecnologia internacionais já começam a publicar suas análises sobre o novo aparelho. Para saciar um pouco a curiosidade sobre o S7, utilizamos como base o review feito por Dan Seifert para o site The Verge (confira aqui, em inglês) e destacamos alguns dos pontos mais importantes do novo lançamento da Samsung. Confira!

Design e construção

Um dos primeiros destaques do review do The Verge vai para a importância do tamanho da tela (cada vez maior) nos smartphones. O ideal é que haja uma boa relação entre o tamanho do display, a máquina por trás dele e o conforto no manuseio. Neste sentido, a Samsung fez um bom trabalho de ergonomia e aproveitamento da tela no Galaxy S7 (e não apenas no Edge).

O design não sofreu grandes transformações em relação ao S6, que para muitos é considerado o primeiro smartphone Android a estar no mesmo nível do iPhone em termos de design, material, desempenho e qualidade de câmera. Dessa forma, o Samsung Galaxy S7 conta com o que havia de melhor no S6, refinando e aperfeiçoando o que no dispositivo agradou os consumidores.

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Com uma tela de 5,1 polegadas, quad HD, Super AMOLED, o Galaxy S7 é construído com os mesmos materiais (metal e vidro) que tanto agradou no S6. Apesar de discretas, as alterações no design deixaram o aparelho um pouco mais pesado e grosso que o S6, mas nada que comprometa a elegância do resultado final. Um dos destaques vai para o vidro curvo que a Samsung adotou na parte traseira, o que torna o aparelho mais confortável de segurar.

Desempenho

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Se na construção e design a Samsung agradou (mesmo que promovendo mudanças discretas), as mudanças na parte interna foram maiores e recebidas de forma ainda mais positiva. O modelo testado pelo The Verge vinha com o chipstet da Qualcomm com um processador Snapdragon 820 e uma GPU Adreno 530, mas alguns mercados receberão o Galaxy S7 com o processador Exynos 8890 Octa combinado com uma GPU Mali-T880 MP12O aparelho conta com 4 GB de memória RAM, fazendo com que rode jogos, reproduza vídeos e execute quaisquer funções multitarefas sem maiores problemas.

A Samsung também realizou um bom trabalho nas baterias (considerado um dos pontos fracos do S6) de seu novo smartphone, que cresceram e voltaram a ser removíveis. Com uma capacidade de 3.000 mAh, a bateria do Galaxy S7 é 17,6% maior que a de seu antecessor, que combinado com a melhor eficiência do Android Marshmallow aumentou significativamente a autonomia do aparelho. Além disso, todo os modelos têm suporte para carregamento rápido e sem fio da Samsung.

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Outro retorno bastante comemorado foi a volta do suporte para cartão MicroSD. A Samsung afirma que esta foi uma inclusão diretamente ligada às solicitações de seus consumidores. Com isso, a capacidade de memória interna parte de 32 GB (configuração “padrão”) e pode ser expandida até 200 GB por meio de cartão SD. Além disso, o aparelho é resistente à água, podendo suportar até 30 minutos submerso em até 1,5 m de água.

No conjunto, as configurações oferecidas pelo Galaxy S7 agradaram bastante. Seifert faz apenas uma ressalva em relação ao desempenho do novo topo de linha da Samsung: o leitor de digitais. Segundo o analista, o reconhecimento datiloscópico não é rápido como poderia ser. “É confiável e rápido o suficiente para não ser chato, mas não pode ser comparado com a velocidade dos scanners do iPhone 6S ou dos Nexus 5X e o Nexus 6P“, afirmou.

Câmeras

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Ainda que seja desnecessário tecer maiores comentários sobre a importância das câmeras fotográficas, nunca é demais lembrar que este é um dos fatores mais importantes para os consumidores. No S6 a Samsung realizou um ótimo trabalho, que foi aperfeiçoado no S7 a começar pelo foco automático, que está mais assertivo e veloz. Esta característica, empolgou Seifert, que afirmou que a Samsung Galaxy S7 inclui “uma das câmeras de smartphone mais impressionantes que já usei“.

O Galaxy S7 tem uma câmera principal de 12 MP, resolução inferior ao do S6 que tinha 16 MP. A aparente perda de resolução é compensada pela lente ser capaz de gerar pixels fisicamente maiores e por um melhor desempenho com pouca luz. Para selfies, a câmera auxiliar de 5 MP tem uma lente mais brilhante e com alcance mais amplo para capturar selfies em grupo, produzindo imagens bem mais nítidas e detalhadas do que câmera frontal do iPhone 6S, por exemplo.

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Outro ponto importante é a tecnologia dual-pixel autofocus da Samsung, recurso encontrado em algumas câmeras DSLR. A ferramenta faz com que cada pixel funcione como um ponto de focagem automática, fazendo com que a câmera seja capaz de se concentrar rapidamente sobre um ponto e se ajustar conforme ele se move. A câmera principal ainda conta com estabilização óptica de imagem e tem capacidade para gravar vídeos em 4K.

No geral, a câmera do Samsung Galaxy S7 não traz grandes melhorias em relação ao seu antecessor, mas isso se deve (em grande parte) ao fato do S6 já ter feito um excelente trabalho nesse sentido. A principal melhoria foi em relação à velocidade do foco e da captura de imagens. Por outro lado, um dos pontos negativos está no “efeito blur” aplicado para aumentar a aparência de nitidez, que embora não seja perceptível na maioria das vezes, pode ser excessivo em alguns casos.

Software

Há muito tempo, a gestão e integração de softwares e aplicativos é uma dor de cabeça para a Samsung. E parece que não foi dessa vez que a empresa sul-coreana conseguiu resolver o problema. Segundo Seifert “o software do Samsung Galaxy S7 é facilmente seu ponto mais fraco“. A começar pela interface TouchWiz, que apesar de ser melhorada e ficar mais bonita a cada ano, ainda não traz nenhuma vantagem em relação ao “Android puro“.

Uma das campeãs em matéria de Bloatwares, a Samsung afirmou que trabalhou com o Google para para reduzir o número de aplicativos redundantes e a versão americana do Galaxy S7 vem apenas com o Chrome como navegador para web (em outros mercados ainda terá modelos com o Chrome e o navegador da Samsung). Entretanto, o aparelho vem com 2 aplicativos de e-mail, 2 de fotografia, 3 leitores de música, 2 sistemas de comando por voz, 2 lojas de apps e 2 aplicativos de mensagens de texto.

Além disso, a Verizon ainda acrescentou nada menos do que 13 aplicativos, incluindo 3 da Amazon, outro aplicativo de mensagens de texto, 1 aplicativo de streaming de música e 1 de navegação (que concorre diretamente com o Google Maps). Esses aplicativos podem ser “desativados“, mas não podem ser completamente removidos.

Apesar da dificuldade da Samsung com o software, algumas novas features mereceram destaque como o modo always-on display, que pode mostrar a data, hora, duração da bateria, imagem ou um calendário a qualquer momento, sem ter que “despertar” o telefone. Outro recurso interessante é o Game Launcher, que organiza todos os games em um único lugar e permite que você desative as notificações, além de permitir ativar o modo economia de energia durante os jogos.

Avaliação final

A Samsung foi a fabricante que popularizou os phablets e por isso mesmo sempre esteve à frente quando o assunto é produzir um smartphone grande em tamanho e desempenho. Se no ano passado a Samsung provou que era possível produzir um aparelho poderoso aliando um design elegante, com materiais de alta qualidade e uma ótima câmera,  neste ano, a empresa sul-coreana não deixou por menos e realizou um excelente trabalho no Galaxy S7.

Apesar do software ainda estar atrás do hardware, o Galaxy S7 tem tudo que se espera de um smartphone topo de linha: tela grande, câmeras excelentes, ótimo desempenho e uma bateria com vida útil confiável. Tudo isso fez com que o aparelho agradasse muito Dan Seifert, que finaliza sua análise com a empolgante sentença: ” O resultado é que o Samsung Galaxy S7 Edge é facilmente um dos melhores telefones que já usei e, provavelmente, o melhor celular Android disponível no mercado atual“. Ficamos na expectativa pela nossa vez!

Jornalista, fã de cinema e curioso de todas as coisas. Sempre atento às informações, escreve sobre ciência, comportamento e as novidades do mundo tecnológico.

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