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Crítica: Rua Cloverfield, 10

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Monstros se revelam de várias formas

Depois de sofrer um acidente de carro, uma mulher é trazida para um bunker, já habitado por dois homens, que afirmam que o mundo exterior sofrera um ataque químico.

Rua Cloverfield 10” é um sucessor espiritual do filme “Cloverfield – Monstro” de 2008. Mas não vou me aprofundar na conexão entre os filmes para não dar spoilers.

Poster_2008

O filme de 2008 lançou o diretor Matt Reeves que hoje comanda a franquia Planeta dos Macacos.

A premissa, no entanto, é absolutamente diferente. No filme de 2008, temos uma abordagem em primeira pessoa, no formato “found footage” (quando uma suposta gravação amadora é encontrada e seu conteúdo revelado), este é completamente diferente, com uma narrativa em terceira pessoa e com traços de thriller psicológico.

O projeto recebeu esse formato, depois que fora oferecido para a Bad Robot Productions, comandada por J.J. Abrams – realizador de sucessos como as séries “Lost“, “Alias“, “Fringe” e dos reboots de “Star Trek” e “Star Wars“.

Produtora de J.J. Abrams se tornou uma das mais requisitadas em Hollywood

Produtora de J.J. Abrams se tornou uma das mais requisitadas em Hollywood

O filme — até então chamado The Cellar” — passou por re-trabalhos sugeridos por Abrams, que contratou Damien Chazelle  antes de ter estourado com o fantástico “Whiplash – Em Busca da Perfeição para “polir” o roteiro e conectar ao universo Cloverfield – o produtor notara diversas similaridades no universo criado e acreditou na conexão.
Mas Chazelle conseguiu financiamento para seu filme de estréia, abandonou o barco e o roteiro caiu nas mãos de outro novato: Dan Trachtenberg – que aqui faz um trabalho excepcional.

O diretor – que até a pouco fazia somente curtas-metragens – é muito inteligente em criar tensão, claustrofobia e deixar todos na ponta da cadeira até o minuto final. E, ainda, faz uma homenagem à Hitchcock – os primeiros minutos do filme, embalados pela expressiva trilha de Bear McCreary, remetem a diversos filmes do diretor inglês.

O elenco está absolutamente fantástico. Mary Elizabeth Winstead, uma atriz relativamente desconhecida, que tem em sua filmografia filmes da franquia “Premonição“, surpreende com a heroína. O veterano John Goodman cria um personagem complexo e assustador, em uma das suas melhores performances e o ator John Gallagher Jr, mais conhecido por seu trabalho na televisão, completa o elenco como um personagem cheio de nuances.

O trio principal em um raro momento relaxado

O trio principal em um raro momento relaxado

Como é bom ser surpreendido nos dias de hoje, já que somos bombardeados por lançamentos inexpressivos, franquias arrastadas e sequências mal feitas, então é um verdadeiro alívio assistir algo original. Além disso, o filme é uma nova fronteira para o formato de franquia, possibilitando gerar conteúdo de forma inovadora – algo que as salas de cinema precisam urgentemente.

Felipe vive e respira a sétima arte, e chega ao Showmetech para avaliar em detalhes os grandes lançamentos do cinema mundial.

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