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The Get Down, série original da Netflix, retorna em abril – Confira a crítica do que já rolou até o momento

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The Get Down, série original da Netflix, retorna em abril – Confira a crítica do que já rolou até o momento

História com forte temática musical foca também nos preconceitos sofridos por negros, latinos e mulheres na Nova Iorque dos anos 70

The Get Down, série original da Netflix, retorna em abril – Confira a crítica do que já rolou até o momento

The Get Down volta em abril

Países com altos níveis de desigualdade social indicam muitas dificuldades para famílias pobres conseguirem uma vida melhor. Essas oportunidades eram ainda mais limitadas no século passado e não havia muita abertura para que as pessoas seguissem seus sonhos, principalmente no segmento artístico. Tudo isso é mostrado em The Get Down, série original da Netflix.

A primeira temporada contará com 12 episódios, sendo que os seis primeiros foram lançados em agosto de 2016 e o restante chega à Netflix agora, em 7 de abril.

Não assistiu ainda? Vale a pena conferir o trailer dos primeiros episódios:

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A série é baseada na história de um famoso cantor de rap que conta durante um show, nos dias atuais, como foi o início da trajetória artística na adolescência. Esse rapper é um dos protagonistas da série quando ambientada na década de 70. Neste período, Ezekiel (apelidado de “Books”) é um adolescente metade negro e metade latino do bairro do Bronx que perdeu os pais e mora de favor com a tia e o namorado dela.

Sua família – ou o que restou dela – não enxerga sua vocação artística e intelectual, e só quer que ele faça trabalhos “comuns” para ajudar a sustentar a casa. Por isso, ele encontra um mentor que o incentiva e ensina como enfrentar esses obstáculos para poder tocar, escrever e rimar junto com seus outros amigos.

Apesar de muitos novos talentos aparecerem nessa obra, outros atores renomados e conhecidos por papeis em outras séries marcam presença, como Giancarlo Esposito (Gus Fring, de Breaking Bad) e Jimmy Smits (Nero, de Sons of Anarchy), além de Jaden Smith, filho de Will Smith.

Ótima fotografia suburbana

The Get Down, série original da Netflix, retorna em abril – Confira a crítica do que já rolou até o momento

O cenário da série tem o estilo já conhecido pelos amantes de “Everybody Hates Chris”, mostrando o comércio de bairro, a rotina das famílias e a forma humilde de viver, principalmente focando nos jovens.

The Get Down mostra também a luta de empresários locais para fazer a periferia evoluir para deixá-la tão modernizada quanto os bairros de ricos (ou de brancos, neste caso). Tudo isso reflete a busca por uma sociedade menos desigual e com chances para todos. O subúrbio vem acompanhado do crescimento do grafite como uma arte de rua. Além disso, aparecem alguns problemas corriqueiros das grandes cidades, como a violência.

Todos os componentes da década de 70 são muito bem retratados e nota-se que os cenários foram feitos com muito cuidado, inclusive nos ambientes externos. Não à toa, a série conquistou a categoria de produção mais cara da Netflix, com gastos de mesmo nível de grandes sucessos como Game of Thrones, chegando a atingir cerca de U$ 120 milhões.

O auge da era disco e o início do rap

Se você gosta de música, dificilmente não vai se encantar com The Get Down. A série conta com uma trilha sonora da mais alta qualidade e muito bem selecionada para o contexto da série, abordando o início do rap/hip hop e dos encontros de MCs para batalhas de rima. Além disso, mostra o ponto alto das discotecas e das coreografias da época.

O problema é que os personagens sofrem muito para conseguir desfrutar de toda essa musicalidade, já que as habilidades intelectuais e artísticas das pessoas pobres ou negras eram mal aproveitadas, desacreditadas ou até vistas como algo negativo.

Isso fica ainda mais evidente no núcleo feminino (que é um dos pontos mais fortes da série!), retratando bem essa época em que o talento das mulheres era esmagado por tradições familiares e religiosas voltadas para os “bons” costumes, que não permitiam que elas se destacassem por suas habilidades individuais.

A também protagonista Mylene, que possui uma voz fora do comum e quer seguir carreira artística, é repreendida por seu pai, um religioso rígido que tenta a obrigar a seguir o mesmo caminho. Para conseguir suas escapadas em busca da carreira musical, conta com a ajuda de seu tio, um influente e rico líder comunitário local.

Gostou? Então confira o teaser dos novos episódios que serão lançados em abril:

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