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Exclusivo: Luciano Beraldo traz detalhes sobre a linha gamer Odyssey da Samsung

Para sabermos mais detalhes sobre os lançamentos, conversamos com o gerente sênior da área de notebooks da Samsung Brasil, Luciano Beraldo.

A CES 2017 é uma das maiores feiras de tecnologia do mundo. Acontece sempre no começo do ano em Las Vegas, Nevada, aonde os principais players do mundo anunciam seu portfólio de produtos para o ano. A Samsung foi um dos destaques da feira, anunciando a nova geração de sua linha Galaxy A, como o Galaxy A5, e novos notebooks, como a linha Odyssey e os Chromebooks Plus e Pro. Para sabermos mais detalhes sobre os lançamentos, em especial os relacionados à chegada destes ao Brasil, conversamos com o gerente sênior da área de notebooks da Samsung no Brasil, Luciano Beraldo. Confira a entrevista exclusiva completa abaixo.

A linha Odyssey vem com teclado e touchpad com iluminação própria. Crédito: The Verge

Pedro Cipoli: Alguns sites internacionais mostraram versões do Odyssey com a placa de vídeo AMD RX 570 (RX 470 para fabricantes). Esse é o modelo que virá para o Brasil?

Luciano Beraldo: “Não. O modelo que nós estamos trabalhando para o Brasil vem com a GeForce GTX 1050 da NVIDIA.

PC: Vocês já tem a definição de armazenamento? Será SATA M.2, SATA III ou uma combinação de ambos?

LB: “Está previsto um slot M.2“.

PC: O modelo de 17 polegadas, com NVIDIA GeForce GTX 1070, virá para o Brasil? Caso não, por quê?

LB: “Não. Traremos somente o modelo de 15 polegadas. Pelo menos agora, em um primeiro momento. Como acabamos de entrar no mercado gamer, acreditamos que o modelo de 15 polegadas tenha um “fit” melhor para o mercado brasileiro. Inclusive, ainda estamos vendo se ele será fabricado no Brasil ou se será importado. Existe um esforço da indústria, sempre que possível, para nacionalizar os produtos. Quanto mais eu conseguir fabricar no Brasil, melhor. Não apenas por uma questão de emprego, mas também para ter mais controle da cadeia de produção. Além disso, tem também a questão do custo.

PC: Então somente o modelo de 15 polegadas chegará por aqui?

LB: “Sim. A máquina de 15 polegadas, analisando os dados de mercado, é a melhor opção. O gamer brasileiro quer o “top do top”, mas na hora de pagar, nem sempre é viável. Então vamos começar com a máquina de 15 polegadas e, com uma boa resposta do mercado, nada impede a introdução do modelo de 17 polegadas em uma segunda onda.

O modelo de 17 polegadas vem com teclado com iluminação RGB e GPU GTX 1070. Inicialmente, porém, ele não virá ao Brasil.  Crédito: The Verge

PC: Qual foi a motivação da Samsung para entrar no mercado de notebooks gamer? Por que agora?

LB: “O mercado gamer é bastante promissor. Ele cresce mundialmente, assim como no Brasil, apesar da crise e situação econômica. Nós observamos interesse, uma maior aderência para o ‘mundo PC’. Desde o começo do ano passado nós estamos revendo o nosso portfólio de produtos. Nossos desenvolvedores, por exemplo, receberam um investimento maior. Então a Samsung decidiu melhorar o portfólio. Ampliar a variedade de opções. A nossa proposta para 2017 é oferecer um portfólio completo de notebooks, e o segmento gamer está inserido nesse planejamento. Até pelo crescimento dessa área. Os computadores estão em declínio, mas dois segmentos estão em alto: o gamer e o de produtos 2 em 1. E agora vamos explorar melhor o segmento gamer. Além disso, temos todos os incentivos para isso. A Samsung é um dos poucos players que conta com uma equipe de desenvolvimento própria, sediada na Coréia [do Sul]. Nós não compramos projetos de grandes players da Ásia, como Quanta, Wistron e Compal. Nossos produtos são produtos do zero, planejando todos os detalhes até o design final.

PC: O Brasil conta com marcas mais estabelecidas no segmento gamer, como Avell, Acer, ASUS e Lenovo. Como a Samsung, que não tem histórico nesse segmento, pretende convencer o consumidor a escolher o Odyssey?

LB: “Não podemos divulgar nossa estratégia no momento. Nós temos uma proposta de produto bastante interessante, alguns detalhes importantes, mas divulgaremos apenas no lançamento“.

Mesmo sendo poderosos, não são tão espessos quanto esperávamos. Crédito: The Verge

PC: Durante a CES 2017, a Samsung afirmou que pretende trazer a linha Odyssey com um patamar de preços menor. Qual seria esse patamar?

LB: “Não podemos adiantar o preço, já que ele ainda não está fechado. Mas posso afirmar que será uma máquina competitiva. A Samsung não entra em nenhum mercado com esse valor. Nós queremos ser líderes. Uma parte da estratégia é o preço, ponto que temos trabalhado com muito carinho. Como nós detemos boa parte da cadeia produtiva, do design até a importação das peças e da produção no mercado local. A Samsung fabrica mais de 70% dos componentes dos componentes utilizados nos nossos notebooks. Então temos um controle maior e uma cadeia de custos mais eficiente. E pretendemos usar isso como uma vantagem competitiva sempre. Estamos fazendo o possível para termos uma máquina acessível para ampliar esse mercado. Possibilitar que ele chegue nas mãos de mais pessoas, que sonham com um equipamento top de linha, mas, no final do dia, não conseguem comprar pois o preço é muito alto. Ou compram quando fazem uma viagem para o exterior, assumindo todos os riscos de ter um defeito ou uma garantia não honrada aqui no Brasil. Ausência de assistências técnicas qualificadas, suporte, coisas assim“.

PC: Os modelos brasileiros contarão com componentes da Samsung?

LB: “A configuração ainda não está fechada. Possivelmente virá com um HD e capacidade de expansão para SSD. Não podemos adiantar isso pois ainda não está fechado. Estamos calculando os custos para vermos se é possível colocar um SSD ou não. Na eventualidade de usar um [SSD], nós podemos usar um nosso da linha Evo, mas há também algumas outras marcas que estamos considerando. Dentro da capacidade que estamos projetando, o SSD pode não está disponível no Brasil. Tem a questão do PPB (Processo Produtivo Básico – incentivo fiscal para empresas estrangeiras se instalarem no Brasil), para ter a redução das taxas e alíquotas, de forma que você precisa usar alguns componentes locais. O SSD está dentro dessa lista. Então estamos negociando com fabricantes locais de SSDs para não impactar tanto no preço. Mas as memórias (RAM) serão da Samsung“.

PC: Ou seja, a Samsung preferiria usar seus próprios componentes, mas pode não valer a pena? Considerando as taxas e a burocracia.

LB: “Exato: usaríamos somente componentes da própria Samsung. A produção local de semicondutores no Brasil ainda é um pouco limitada. Nós não conseguimos produzir todos os semicondutores que temos lá fora, em plantas da Ásia, como um todo. Então, temos que nos adequar, mirando em uma vantagem competitiva melhor“.

PC: Os modelos vendidos no Brasil virão com teclado em português brasileiro?

LB: “Sim, será no padrão brasileiro. Com ‘ç’ e acentuação em português“.

Os novos Chromebooks da Samsung (Plus e Pro) subiram de categoria, agora em um segmento mais premium. Ainda não se sabe se eles chegarão ao Brasil.

PC: A Samsung lançou novos Chromebooks na CES 2017. Eles virão para o Brasil?

LB: “Essa nova geração (Chromebooks Plus e Pro) tem um mercado bem restrito ainda. Estamos considerando-os com carinho, mas não sabemos se traremos eles em um primeiro momento. Eles estão em um patamar de preços maior, tanto pelo design quanto pela configuração. No lançamento que estamos planejando para o segundo trimestre eles não estão inclusos. Talvez no segundo semestre, mas não temos nada fechado ainda“.

PC: Então essa nova geração chegará no segundo trimestre?

LB: “Sim. Mais ou menos nessa época“.

PC: Se a cotação do dólar variar muito, esse lançamento pode atrasar?

LB: “A não ser que ocorra uma catástrofe, não atrasaremos o lançamento. Boa parte dos nossos custos está atrelado ao dólar, mesmo na produção local, já que os insumos são importados. Atrasaremos somente se ele (o dólar) subir muito mesmo. Mas não vejo muita possibilidade de isso acontecer“.

Resumindo, podemos esperar a nova geração de notebooks da Samsung no segundo trimestre de 2017. Infelizmente, o Odyssey de 17 polegadas não chegará por aqui. Provavelmente devido ao seu custo, já que os modelos com configurações similares geralmente passam dos R$ 10.000. Percebemos um cuidado importante da Samsung em relação ao preço, tentando fazer com que os modelos sejam realmente mais acessíveis. Detalhes como usar somente um slot de memória RAM e optar pelo HD como disco primário, por exemplo, provavelmente diminuirão consideravelmente o custo.

Incentivo a upgrades

São apenas 3 parafusos de fácil remoção, permitindo que o usuário instale mais memória RAM e SSDs.

Ao mesmo tempo, a Samsung se mostrou amigável a upgrades. Segundo Luciano Beraldo, “Não sei se você teve a oportunidade de ver a máquina aberta. São três parafusos que prendem a grade [na parte de baixo]. Ao retirá-los, você tem acesso ao slot do SSD, que não si de fábrica, mas você pode adicionar para ficar com uma máquina híbrida (SSD + HD), e ao slot de memória. São dois slots, com um deles ocupado de fábrica e o outro com saída livre para permitir o upgrade até 32 GB de memória“. Ou seja: os upgrades não são somente permitidos, como encorajados. Ao mesmo tempo, acaba baixando o preço final dos modelos, tornando-os mais acessíveis ao usuário, que pode optar por upgrades no futuro.

Temos alguns meses pela frente, mas temos todos os motivos para ficarmos ansiosos. Quanto maior a concorrência de um segmento, melhor para o consumidor. Agora, queremos saber de você usuário: o que acha da Samsung entrando no mercado de notebooks gamer? O que espera do Odyssey, quando este chegar ao Brasil? Conte para nós nos comentários!

Apaixonado por livros e ávido devorador de conteúdo, passa um bom tempo separando o que é informação e o que é ruído.

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