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Pagamento online mobie payment

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Futuro dos pagamentos online será debatido na Conferência Web.br

O futuro dos pagamentos online e os desafios de segurança, privacidade e interoperabilidade serão analisados por renomados especialistas durante a Conferência Web.br, nos dias 22 e 23 de setembro, em São Paulo.

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O futuro dos pagamentos online e os desafios de segurança, privacidade e interoperabilidade para utilização de padrões abertos inclusivos serão analisados por renomados especialistas nacionais e internacionais durante a Conferência Web.br, organizada pelo escritório brasileiro do W3C, nos dias 22 e 23 de setembro, em São Paulo. Entre eles, o keynote speaker Adrian Hope-Bailie, da Ripple Labs, empresa que desenvolve protocolos para sistemas financeiros; além do representante da brasileira Moip, que oferece alternativas diferentes de pagamento online, entre outros.

Integrante do grupo de trabalho do W3C sobre pagamentos via Web, Hope-Bailie considera que a infraestrutura atual de pagamento está antiquada, pois foi desenvolvida predominantemente em ambiente fechado de bancos comerciais e empresas privadas. “Várias redes que utilizamos hoje para pagamentos são do tempo em que a Internet não existia, então funcionam com princípios diferentes de segurança e interoperabilidade. Descentralizar e usar padrões abertos são conceitos estranhos a muitos gestores e essa é uma mentalidade que precisamos mudar”, destaca Adrian.

O mercado de pagamentos online, em sua opinião, vive um momento promissor. “Existe uma oportunidade tremenda de aprendermos com as lições que remontam ao surgimento da Web, incluindo o valor da descentralização, a eficiência da interoperabilidade digital e o poder de padrões abertos e globais – devemos unir tudo isso com o mundo tradicional das finanças e dos bancos”, declara. “Um sistema global de pagamentos mais rápido e aberto irá provocar efeitos que nós não conseguimos sequer imaginar”.

No Brasil, a proporção de usuários de Internet que fazem consultas, pagamentos ou outras transações financeiras é de pouco mais de 20%, de acordo com a pesquisa TIC Domicílios, do Cetic.br. “Dados de 2013 apontam que 39,5% de cidadãos com mais de 18 anos não possuem conta bancária. No entanto, eles movimentam R$ 665 bilhões por ano. No mercado nacional, temos grandes oportunidades para o desenvolvimento de mecanismos e produtos voltados para aqueles que sequer possuem conta em banco”, acrescenta Vagner Diniz, gerente do W3C Brasil, que aposta no crescimento dos pagamentos online e seu potencial de impactar o volume de transações ao redor do globo.

Durante a Conferência Web.br 2015, Adrian Hope-Bailie irá detalhar o conceito de Internet of Value (ou Internet de Valor), além de apresentar experiências da África do Sul e Reino Unido que, em 2008, implementou o “Faster Payment Service” e, em cinco anos, triplicou o volume de transações nacionais. “Aumentar a velocidade de pagamentos, naturalmente faz com que a produtividade da economia global cresça. É um processo em que todos ganham”, afirma.

Web.br 2015

Organizada desde 2008 pelo escritório brasileiro do W3C, a Conferência Web.br está com as inscrições abertas neste link. Neste ano, tem a proposta de resgatar os princípios originais da Web aberta e distribuída a partir do tema “Re-descentralização da Web”.

Além dos debates sobre Pagamentos via Web, outros tópicos atuais, como HTML5, CSS3, acessibilidade, dados abertos, Web semântica, visualização de dados, Internet/Web das Coisas, digital publishing, media & real time, Web & TV fazem parte da programação da Conferência, que terá ainda a participação do keynote speaker Andrei Sambra, pesquisador do MIT. Sambra irá abordar a produção de aplicações e serviços descentralizados na Web.

Sobre o Escritório Brasileiro do W3C

Por deliberação do CGI.br, o NIC.br agrega as atividades do escritório do W3C no Brasil – o primeiro na América do Sul. O W3C é um consórcio internacional que tem como missão conduzir a Web ao seu potencial máximo, criando padrões e diretrizes que garantam sua evolução permanente. Mais de 80 padrões foram já publicados, entre eles HTML, XML, XHTML e CSS. O W3C no Brasil reforça os objetivos globais de uma Web para todos, em qualquer dispositivo, baseada no conhecimento, com segurança e responsabilidade. Mais informações, neste link.

Sobre o Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR – NIC.br

O Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR — NIC.br é uma entidade civil, sem fins lucrativos, que implementa as decisões e projetos do Comitê Gestor da Internet no Brasil. São atividades permanentes do NIC.br coordenar o registro de nomes de domínio — Registro.br, estudar, responder e tratar incidentes de segurança no Brasil — CERT.br, estudar e pesquisar tecnologias de redes e operações — Ceptro.br, produzir indicadores sobre as tecnologias da informação e da comunicação — Cetic.br, fomentar e impulsionar a evolução da Web no Brasil — Ceweb.br e abrigar o escritório do W3C no Brasil.

Sobre o Comitê Gestor da Internet no Brasil – CGI.br

O Comitê Gestor da Internet no Brasil, responsável por estabelecer diretrizes estratégicas relacionadas ao uso e desenvolvimento da Internet no Brasil, coordena e integra todas as iniciativas de serviços Internet no País, promovendo a qualidade técnica, a inovação e a disseminação dos serviços ofertados. Com base nos princípios do multissetorialismo e transparência, o CGI.br representa um modelo de governança da Internet democrático, elogiado internacionalmente, em que todos os setores da sociedade são partícipes de forma equânime de suas decisões. Uma de suas formulações são os 10 Princípios para a Governança e Uso da Internet. Mais informações neste link.

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Bruno A. Martinez é advogado, bancário e criador do Showmetech. E sim, todo mundo pergunta por que ele não estudou algum curso relacionado com tecnologia.

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