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Global Repertoire Database: uma base global de dados sobre o repertório musical

Nós Brasileiros temos muito muito a ganhar com esse tipo de iniciativa. Visto que a entrada de diversos serviços e inovações tecnológicas (vide iTunes, Google Books, Google Videos, Spotify, Hulu, dentre outros) costuma atrasar, ou pior, são totalmente barrados em território nacional, por falta de acordo sobre direitos autorais e outros entraves legais…

 

Com o crescimento dos serviços de venda de filmes e música pela Internet e outros meios de grande alcance, vem crescendo a necessidade de criação de ferramentas que possam facilitar o uso legítimo nesses meios. Considerando que o conteúdo musical e audiovisual vem sendo largamente difundido, atrair consumidores para serviços legalizados que garantem a remuneração dos autores é um dos assuntos de maior importância, talvez o maior desafio para a indústria da música.

Essa discussão foi levada a sério na União Européia e a consequência, após uma rodada de consultas e debates, foi a formalização de um pedido à indústria e aos vários participantes desse mercado de novas mídias, que enfrenta grandes dificuldades para crescer, para que se reúnam para investigar a possibilidade de criação de uma base de dados do repertório de música em âmbito global.

Nós Brasileiros temos muito muito a ganhar com esse tipo de iniciativa. Visto que a entrada de diversos serviços e inovações tecnológicas (vide iTunes, Google Books, Google Videos, Spotify, Hulu, dentre outros) costuma atrasar, ou pior, são totalmente barrados em território nacional, por falta de acordo sobre direitos autorais e outros entraves legais.

No final de setembro, o Grupo de Trabalho formado para realizar essa tarefa de encontrar a melhor forma de se construir essa base de dados global – Global Repertoire Database (GRD) – colocou em andamento, finalmente, um estudo de definição do escopo do projeto e de comprometimento das várias partes interessadas – editoras, provedores de serviços digitais, sociedades de autores e muitos outros a serem ainda identificados.

Este estudo envolverá uma consulta de 20 semanas abrangendo toda a indústria, para determinar aspectos técnicos, características de dados, processos de negócio e projeto organizacional do GRD, assim como as questões relacionadas à governança e financiamento do projeto e de sua própria base de dados.

O GRD visa criar uma base de dados mundial com todas as informações sobre obras musicais facilitando imensamente o processo de pagamento dos direitos gerados pela utilização, uma vez que os metadados indicando titularidade e representação em cada território estarão disponíveis aos usuários de música.

Estas informações são essenciais para todos os players da indústria musical e, por isso, grandes empresas fazem parte deste grupo de trabalho, como Google, ITunes, EMI Music Publishing, Universal Music Publishing, sociedades de gestão coletiva através da CISAC, entre outras.

Em março de 2011, a CISAC – Confederação Internacional de Sociedades de Autores e Compositores aderiu ao grupo de trabalho do GRD. A UBC é um dos membros CISAC participando do sub-grupo de comunicação, com a missão de difundir a idéia e trazer cada vez um número maior de players para o GRD.

Para mais informações, visite o Global Repertoire Database (GRD).

Bruno A. Martinez é advogado, bancário e criador do Showmetech. E sim, todo mundo pergunta por que ele não estudou algum curso relacionado com tecnologia.

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