Connect with us

Computadores

Guia: entendendo as diferenças entre os processadores Intel Core i3, Core i5 e Core i7

Vale a pena investir em um modelo mais potente, como o Intel Core i7, em qualquer ocasião? Será que há tantas diferenças assim?

Independentemente da geração, a Intel trabalha, basicamente, com as mesmas famílias de processadores. Mas afinal, qual é a diferença entre eles? Vale a pena investir em um modelo mais potente, como o Core i7, em qualquer ocasião? Será que há tantas diferenças assim? É isso que vamos entender neste artigo. Mas, antes de partirmos para os principais modelos da empresa, vamos começar pelos modelos mais básicos: o Celeron e o Pentium.

Celeron

celeron

Desde o encerramento da produção do Atom este ano, o Celeron assumiu a posição de modelo mais básico da Intel. Ele vem em configurações de 2 ou 4 núcleos, e é voltado especificamente para máquinas mais econômicas. Suas TDPs são menores, resultado de clocks de operação menor, assim como a sua GPU integrada, mais básica em comparação com o Core i3 em diante. Há o limitante de memória RAM também, com um máximo de 8 GB.

Um ponto importante aqui é o seguinte: mesmo trazendo o dobro de núcleos do Core i3 em alguns modelos, ele é, via de regra, bem menos potente. Isso acontece pelo fato de ele usar menos transistores. Ou seja, executar menos operações com o mesmo ciclo de clock. Não significa que seja um processador ruim, porém, já que é capaz de executar as tarefas mais básicas do dia a dia sem grandes problemas. É uma boa opção para quem quer economizar e pretende rodar aplicações mais elementares, como navegar na internet ou editar textos.

Pentium

pentium

Assim como o Celeron, o Pentium tem menos transistores se comparado à linha Core. Porém, pode ser entendido como uma versão mais sofisticada deste. Seus clocks são maiores, assim como a sua organização de caches, tendo mais a oferecer por um preço um pouco maior. Em relação à memória, o Pentium consegue endereçar um máximo de 64 GB, o suficiente para a maioria dos usuários.

A “sacada” do Pentium é ser um processador mais básico que não deixa de lado as tecnologias de última geração. Sua GPU integrada, por exemplo, suporta vídeos em 4K e é compatível com o DirectX 12. Suporta também 16 linhas PCI Express 3.0. Ou seja, é compatível com as placas de vídeo mais modernas do mercado. Ainda assim, continua sendo um processador básico, incapaz de rodar os principais títulos do mercado em setups mais exigentes.

Core i3

i3

O Core i3 pode ser considerado o topo do custo-benefício da Intel. Desde às primeiras gerações, ele vem sempre com 2 núcleos. Mas introduz uma das mais famosas tecnologias da Intel: o hyperthreading (HT). Ao contrário do que muitos entendem o HT não “cria” dois núcleos “virtuais” para cada núcleo físico. Apesar de ele aparecer com o dobro de núcleos que tem nos principais sistemas operacionais, essa é somente a forma do PC entendê-lo. O que acontece, na prática, é bem diferente.

Uma boa parcela das operações (ou threads) que o PC realiza são iguais. Imagine, por exemplo, uma soma de 2+2 seguida de outra idêntica (4+2). Nesse caso, como a ordem das operações “somar 2” não altera o resultado (não faz diferença qual ocorre primeiro), o HT processa essas duas somas como se fossem uma. Ele não fica reduzido a essas operações, mas é uma forma mais intuitiva de compreendê-lo.

Isso aumenta a eficiência single-core dos núcleos, algo essencial para máquinas mais rápidas. Em termos reais, isso significa um aumento entre 30-40% no poder de fogo do processador, isso em comparação à mesma configuração sem hyperthreading. E é exatamente isso que faz ele se distanciar dos modelos mais básicos.

Core i5

i5

Agora já começamos a entrar no território de alto desempenho. Enquanto o Core i3 é limitado a dois núcleos, o Core i5 é limitado a 4 threads. Tanto em PCs quanto em notebooks, ele vem em duas versões:

  • Dois núcleos com hyperthreading;
  • Quatro núcleos sem hyperthreading;

Isso significa que ele é igual ao Core i3 nas versões dual-core? Longe disso, em especial por uma tecnologia específica: o Turbo Boost. Ele permite que os núcleos trabalhem em uma frequência maior temporariamente para alcançar melhores resultados. Isso, claro, se a máquina não estiver muito quente, mas esse ganho é executado de forma automática.

O Turbo Boost está presente tanto nas versões dual-core quanto quad-core, independentemente da presença do HT. Essa tecnologia é a principal diferença entre o Core i3 e o Core i5, oferecendo ganhos consideráveis e performance. Por que a Intel não usa o HT nos modelos quad-core? Para afastá-lo do Core i7, sua família mais poderosa de processadores.

Core i7

i7

Cada um dos modelos que vimos é limitado a alguma coisa. Já o Core i7, não. Ele está disponível em versões a partir de 2 núcleos, chegando a um máximo de 10 núcleos (e 20 threads) no Core i7-6950X. Mas não importa muito a quantidade de núcleos: todos eles suportam tanto o Hyperthreading quanto o Turbo Boost. Além disso, trazem mais cache L3, o que melhora consideravelmente o seu poder de fogo.

Enquanto o Core i3 e o Core i5 trabalham tipicamente com 1,5 MB por núcleo, o Core i7 trabalha com 2,0 MB. Pode parece pouca coisa, mas é algo que influencia bastante no desempenho. E é exatamente por isso que o Core i7 bate o Core i5 em eficiência single-core quando ambos trabalham com a mesma frequência. Vale comentar que o cache L3 é um componente extremamente caro, e é exatamente por isso que a Intel reserva quantidades maiores para o seu modelo mais poderoso.

Linha Extreme

i7extreme

Um pequeno comentário sobre a linha Extreme: trata-se de uma família diferenciada de processadores da Intel. Toda linha Extreme representa o aperfeiçoamento da geração anterior à corrente. Por exemplo, o Core i7-6950X mencionado acima vem com o “6” inicial da geração Skylake. Porém, usa a arquitetura da geração anterior. a Broadwell (5ª geração).

O seu diferencial é usar mais transistores, reservados exclusivamente à CPU (não há gráficos integrados), trazer mais núcleos e permitir uma margem maior de overclocks. Quem busca o máximo de desempenho sem considerar o custo, a linha Extreme é a melhor (senão única) opção.

Core M

m

O Core M conta somente com versões para notebooks.

Para finalizar, temos o Core M. Ele foi introduzido recentemente pela Intel, voltado especificamente para ultraportáteis. Suas TDPs são baixíssimas, na casa dos 4,5 watts, o que elimina a necessidade de um sistema ativo de refrigeração. Isso permite também designs mais finos, algo requerido para Ultrabooks.

A “sacada” do Core M é trabalhar com clocks baixíssimos (1,0 GHz, por exemplo) e com um poderoso Turbo Boost. Para manter a TDP baixa, ele só está disponível em versões dual-core, mas trás a mesma distribuições de cache dos Core i7 de baixa tensão (ULV – Ultra Low Voltage). Na prática, o Core M pode ser interpretado como um Core i7 com clocks bem menores, focando em quem busca portabilidade de autonomia de bateria, não desempenho.

Fonte: Intel ARK

Apaixonado por livros e ávido devorador de conteúdo, passa um bom tempo separando o que é informação e o que é ruído.

Comments

Dica

Mais Lidas

Reviews

Cultura Geek

Tutoriais

To Top