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IBm usa átomos para criar o "menor filme do mundo"

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IBM usa átomos para criar o “menor filme do mundo”

Milhares de átomos foram precisamente posicionados para criar o “menor filme do mundo”. A conquista foi alcançada por cientistas da IBM.

IBm usa átomos para criar o "menor filme do mundo"

Milhares de átomos foram precisamente posicionados para criar quase 250 quadros de ação no “menor filme do mundo”. A conquista foi alcançada por cientistas da IBM através da manipulação dos menores elementos do universo.

“Um garoto e seu átomo” já ganhou registro no Guinness Book como o Menor Filme em Stop-Motion do mundo. Ele mostra um menino que faz amizade com um único átomo e embarca em uma jornada lúdica que inclui dançar, jogar e trazer objetos e pular em um trampolim.

“Mover átomos é uma coisa: você pode fazer isso com um gesto, simplesmente. Já capturar, posicionar e moldar átomos para criar um filme original em nível atômico é uma ciência precisa e completamente nova,” afirma Fábio Gandour, cientista-chefe do Laboratório de Pesquisas da IBM Brasil.

O filme mostra o grande avanço que há por trás da manipulação destas minúsculas partículas. A imagem precisou ser ampliada em cem milhões de vezes para poder ser vista.

Criando o menor filme do mundo

Os átomos foram movidos usando um microscópio de força atômica com varredura, uma evolução do microscópio de tunelamento. Inventado pela IBM, essa ferramenta ganhadora do prêmio Nobel foi o primeiro dispositivo que permitiu aos cientistas visualizar o mundo na escala de átomos individuais.

“O microscópio pesa duas toneladas, opera a uma temperatura de 268 graus Celsius negativos e amplia a superfície atômica em mais de 100 milhões de vezes. A capacidade de controlar a temperatura, pressão e vibrações em níveis exatos torna o nosso laboratório de Pesquisa um dos poucos lugares do mundo onde átomos podem ser movidos com tal precisão”, destaca o cientista.

Operando remotamente o aparelho por um computador comum, os pesquisadores usaram o microscópio para controlar uma agulha extremamente afiada ao longo de uma superfície de cobre para “sentir” os átomos. A apenas um nanômetro de distância da superfície – o equivalente a um bilionésimo de um metro em extensão – a agulha pode fisicamente atrair átomos e moléculas e movê-los para uma localização precisamente especificada nesta superfície.

O átomo em movimento faz um som diferente, o que constitui uma informação essencial para determinar o quanto ele efetivamente foi movido. Conforme o filme era sendo criado, os cientistas processaram imagens estáticas dos átomos individualmente organizados, o que resultou em 242 quadros diferentes. Veja o resultado:

Avanços para o futuro

O estudo de materiais em nano escala é o caminho para ampliar alguns limites existentes hoje, como o de armazenamento de dados. A utilização de métodos não convencionais de magnetismo e as propriedades dos átomos em superfícies altamente controladas permitem aos cientistas identificar caminhos de computação totalmente novos.

Usando o menor objeto disponível para a engenharia de dispositivos de armazenamento de dados – átomos individuais – a mesma equipe de pesquisadores também criou recentemente o menor bit magnético do mundo.

Para armazenar de forma confiável um bit de informação magnética são necessários 12 átomos. Em um dispositivo eletrônico ou computador moderno, são necessários aproximadamente 1 milhão de átomos para armazenar um bit de dados. Uma memória atômica poderia armazenar todos os filmes já feitos em um dispositivo do tamanho de uma unha.

Um jornalista curioso que adora viajar, comer em bons restaurantes e experimentar as novidades tecnológicas! Ex-correspondente da TV Bandeirantes na China e na África do Sul, atualmente é chefe de redação do BandNews TV.

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