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Ciência e Tecnologia

Marcas de tsunamis são a mais nova evidência da presença de oceanos em Marte

Estudo publicado na revista Nature Scientific Reports afirma que dois enormes tsunamis acabaram totalmente com os litorais do planeta

Mars

Marte é definitivamente o planeta mais cortejado do momento. Além da proximidade e de algumas semelhanças com a Terra, o planeta vermelho é uma espécie de “espelho do passado” pelo qual buscamos respostas para a origem da vida em nosso sistema solar. Há décadas se considera que bilhões de anos atrás o planeta foi azul, como o nosso. Muitos estudos trazem provas de que a região norte marciana abrigou um grande oceano.

Apesar disso, cientistas nunca conseguiram encontrar evidencias desta grande bacia, nem mesmo um litoral, traço comum dos lagos terrestres. Este mistério pode ter começado a se resolver a partir de um estudo publicado na revista Nature Scientific Reports, que reafirma a existência desse antigo oceano e traz uma explicação surpreendente para a inexistência de vestígios geológicos dele: dois enormes tsunamis acabaram totalmente com os litorais do planeta.

As ondas gigantes do Havaí seriam “pequenas marolas” se comparadas às ondas de 200 m de altura do tsunami marciano.

De acordo com a pesquisa, há cerca de 3 bilhões de anos, Marte foi castigado por dois gigantescos tsunamis provocados pelo impacto de asteroides com cerca de 30 quilômetros de diâmetro — aproximadamente 3 vezes maiores do que o meteorito que atingiu a península de Yucatán e que acabou com os dinossauros. A destruição causada pelos impactos desses asteroides, espalharam sedimentos pelo planeta, apagando as evidências de costas ou litorais.

Os pesquisadores acreditam que encontraram evidências de um evento raro, já que é difícil encontrar catástrofes dessa magnitude até mesmo nas fases mais violentas da história geológica da Terra. O impacto do primeiro corpo estelar formou uma cratera de 30 quilômetros de diâmetro no fundo do oceano de Marte. As ondas geradas pela colisão foram de 120 metros de alturas e se espalharam por mais de 250 quilômetros do solo marciano.

Sedimentos de água congelada circundando as planícies marciana.

As evidências destes tsunamis vieram de análises do solo e de imagens térmicas de duas regiões do nordeste de Marte, a planície Chryse e o planalto Arabia Terra (confira na imagem acima). Os dois tsunamis aconteceram em um intervalo de poucos milhões de anos entre um e outro, período durante o qual o nível do mar baixou e o clima esfriou.

O segundo tsunami deixou em sua passagem grandes massas de gelo denominadas lóbulos. Para futuras missões exploratórias, essas geleiras constituem uma verdadeira máquina do tempo capaz de revelar os mistérios do oceano marciano extinto.

Jornalista, fã de cinema e curioso de todas as coisas. Sempre atento às informações, escreve sobre ciência, comportamento e as novidades do mundo tecnológico.

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