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Qual é o melhor óculos para realidade virtual?

HTC Vive, PlayStation VR, Gear VR/Cardboard ou Oculus Rift? Qual deles é o melhor óculos para realidade virtual?

A Sony entrou de cabeça no mundo de realidade virtual com o PlayStation VR. Antes dela já estavam presentes no mercado o HTC Vive, Oculus Rift e o mais simples Gear VR, da Samsung. Qual deles é o melhor óculos e o que muda entre cada um? É o que você descobre nas linhas abaixo.

VR não é bem novidade

O mundo da realidade virtual nunca foi tão bacana como nos últimos dois anos. Nós já tivemos experiências traumáticas com este assunto, basta procurar pelo nome Virtual Boy. Foi a tentativa da Nintendo, em 1995, de criar algo 3D. Deu errado, muito errado.

A ideia morreu, vimos realidade aumentada explodir com smartphones e suas câmeras. Lembro bastante de quando tive o saudoso Nokia N95 e a capacidade de ver coisas flutuando dentro da imagem da câmera. O assunto morreu novamente e foi reanimado nos últimos anos. O Google Glass chegou e saiu de cena, mas depois dele uma lista enorme de produtos apareceu. Produtos que, no final das contas, focaram em realidade virtual e mantiveram a aumentada de lado.

Mesmo sabendo de problemas de vista que podem aparecer por utilizar uma tela tão próxima dos olhos, muita gente quer um visor próprio. Vamos supor que você vive como eu, sem um dinheiro abundante na carteira e precisa saber onde investir. Em qual modelo colocar seu salário. Justamente por isso que vou colocar os pontos principais nos modelos mais conhecidos do mercado. A lista tem o caro e nerd HTC Vive, o pai disso tudo com o Oculus Rift, a resposta gamer no PlayStation VR e o menos popular Gear VR. Ah, dá até pra colocar o Google Cardboard como “meu primeiro VR”. Bora lá.

Gear VR e Google Cardboard

Samsung Gear VR

Samsung Gear VR

Estas são as opções mais baratas que você pode ter, se não considerar o preço de um smartphone. Lembrando que um smartphone é algo que você já deve ter no bolso, então o preço fica justo. Tanto o Gear VR, como o Google Cardboard precisam de um smartphone e é justamente isso que os divide do restante da lista.

Eles se apoiam em vários sensores do celular, como acelerômetro, câmera e giroscópio. Este tipo de monitoramento de sua posição não é tão completo como os outros modelos da lista, mas é o mais simples de configurar. No Gear VR basta colocar um Samsung lá dentro (Galaxy Note 5, S6, S6 Edge, S6 Edge Plus, S7, S7 Edge e até o Note 7), plugar no cabo e pronto.

Uma interface feita pela Oculus abre e você está dentro do mundo virtual. De lá é só escolher a opção desejada e fazer a festa particular.

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O Google Cardboard é mais simples, muito simples. Com preço bem baixo, você precisa montar todo o acessório de papelão e encaixar o celular no espaço reservado para ele. Dá até pra comprar o Cardboard em plástico e já montado, ou em papelão e pronto para o uso. São opções mais caras, mas ainda muito mais baratas do que qualquer outra desta lista.

Há um app na Play Store chamado Google Cardboard e uma área com apps feitos para tirar proveito do acessório. Um que pode ser utilizado e você já tem no seu Android é o YouTube. Basta abrir um vídeo em 360 graus e tocar no ícone do Cardboard.

PlayStation VR

O PlayStation VR, ou PSVR para os íntimos, é o mais recente dos óculos e o mais fácil de todos com tela própria. Como ele utiliza o PS4 como processamento e gráficos, não há necessidade de placa gráfica especial ou acessório extra. É só plugar os vários cabos no console e brincar. O único hardware extra, que vem com o PSVR, é uma caixa que divide o sinal HDMI e que pode ficar escondida atrás da TV.

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Você ainda precisa da câmera da Sony para o PS4 posicionada, que tem um cabo curto demais. Se você, como eu, tem o console longe da TV, pode ter problemas.

Seguem as especificações técnicas:

  • Tela de 1920 x 1080 (sendo 960 x 1080 por olho)
  • Taxa de atualização em 120 Hz
  • Campo de visão de aproximadamente 100 graus
  • Controles compatíveis: DualShock 4 e PS Move
  • Sensores para rastreio: giroscópio de três eixos, acelerômetro de três eixos e PlayStation Camera
  • Áudio: apenas entrada p2 para fones de ouvido e microfone
  • Preço: US$ 500, ou aproximadamente R$ 1,8 mil

Oculus Rift

Este é o primeiro passo no mundo de óculos que utilizam um PC como base de processamento. O Oculus tenta tornar o trabalho de conectar com o computador mais simples possível, mas não é bem assim. O acessório exige duas portas USB 3.0 (não funciona com portas USB 2.0), sendo uma para a câmera que captura os movimentos e a segunda para o óculos de fato. Além disso, você precisa de uma entrada HDMI sobrando na placa de vídeo que precisa ser, no mínimo, uma GeForce GTX 960 ou uma AMD RX 480. Também vai precisar, no mínimo, de um Intel Core i3 6300.

Oculus Rift: o headset já pode ser comprado nos EUA por US$ 599

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Depois de conectar os dois cabos USB e o HDMI, você precisa baixar o programa da Oculus, que baixa uma lista enorme de outros programas. O processo de baixar e instalar tudo leva uns 30 minutos.

A experiência, depois da chatice da configuração, é superior ao que existe nos outros modelos que já falei. O movimento é capturado com precisão e estas são as especificações técnicas do Oculus Rift:

  • Tela OLED de 2160 x 1200 (sendo 1080 x 1200 por olho)
  • Taxa de atualização em 90 Hz
  • Campo de visão de 110 graus
  • Controles compatíveis: Xbox One e Oculus Remote
  • Sensores para rastreio: giroscópio de três eixos, acelerômetro e câmera infravermelho
  • Áudio: fone de ouvido integrado com suporte para áudio 3D e microfone
  • Preço: US$ 600, ou aproximadamente R$ 2,2 mil

HTC Vive

HTC VIVE óculos de realidade virtual

HTC VIVE óculos de realidade virtual

Pra colocar o Vive pra funcionar você terá quase que o mesmo trabalho que no Oculus Rift, mas dá pra usar uma porta DisplayPort no lugar do HDMI. O extra é que você precisa de um espaço para as caixas que ajudam no rastreio do dispositivo. Elas exigem um tripé, ou furos na parede para ficarem pra cima. Além disso, o Steam precisa estar instalado e o Steam VR também.

Há como jogar com muito espaço na sala, ou com menos espaço. O objetivo do Vive é, de fato, brincar com games que utilizam mais espaço e é por isso que você gastou mais dinheiro por aqui. Você precisa dizer ao Steam onde estão as paredes e o chão, com os controles. Depois disso você precisa caminhar pelo local e mostrar os limites de espaço para o programa. Ele vai lembrar disso e te avisar se você chegar perto demais da parede. Funciona, eu testei e uma parede virtual aparece no meio do jogo pra te lembrar de que você está perto demais dela.

As especificações técnicas do Vive são:

  • Tela AMOLED de 2160 x 1200 (sendo 1080 x 1200 por olho)
  • Taxa de atualização em 90 Hz
  • Campo de visão de 110 graus
  • Controles compatíveis: dois controles sem fio e próprios do Vive
  • Sensores para rastreio: dois lasers infravermelho com alcance de 5 metros
  • Áudio: apenas entrada p2 para fones de ouvido e microfone
  • Preço: US$ 799, ou aproximadamente R$ 2,8 mil

Quanto espaço eu preciso?

Todos os óculos funcionam perfeitamente se você pretende ficar parado no mesmo lugar, como no sofá ou de pé. A Sony recomenda ao menos 3 metros de profundidade e 2 metros de largura. A HTC pede um pouco menos do que isso e não permite qualquer espaço ainda menor – ele simplesmente não permite iniciar qualquer coisa.

Ah, para qualquer um dos óculos você precisa deste espaço livre. Se está com o Gear VR, PSVR ou Google Cardboard, dá pra deixar as coisas no lugar. Se está com o Vive, remova tudo do entorno ou você vai tropeçar.

Qual é o mais confortável?

Sem dúvidas que o mais confortável dos óculos é o PSVR. O arco que prende o óculos na cabeça é o mais macio e com melhor ajuste, tão macio que parece que você nem tem um negócio que pesa 610 gramas no rosto. Ele é o único que já utilizei e que não me deixa desconfortável depois de meia hora de jogo. Ah, eu tenho óculos de grau bem grandes (estilo aviador) e eles entraram direitinho no PSVR. Nos outros, tive problemas e retirei o óculos – até mesmo no Vive.

PlayStation VR é o mais confortável

PlayStation VR é o mais confortável

O Vive é o segundo em conforto, já que o peso fica claramente focado na frente. No lugar de acolchoado e ajustes com mecanismos bacanas, você tem o bom e velho velcro em uma fita de tecido.

Qual deles é o melhor na ostentação?

Se você quer impressionar os amigos e nada mais, o Gear VR já o bastante. Dá até pra mostrar quão bacana o mundo VR é com o Cardboard do Google. O Gear VR é simples de configurar, mas há problemas no rastreio dos movimentos e você notará isso sem problemas.

Se você quer realmente impressionar os amigos, é melhor escolher os outros óculos. O Vive, PSVR e Rift são muito mais imersivos e contam com telas de melhor qualidade. Para mostrar a melhor experiência de todas, o Vive é recomendado pelo ótimo sistema de rastreio do usuário, e pelos controles que respondem muito bem aos movimentos das mãos.

Para jogar de verdade, o PSVR é o melhor. É o mais confortável e tem algo mais bacana: jogos. O próprio Batman Arkham VR é fantástico.

Trocando em miúdos, mostre o Gear VR se você é noob neste mundo VR, mostre o Vive se dinheiro não é um problema. Se você quer apenas diversão e bons jogos, o PSVR é o melhor.

E para usar em algo além de jogos?

O foco do mundo VR é, de fato, jogos – tem pornografia também, mas isso deixamos pra lá. Você pode assistir filmes em uma tela gigantesca que fica colada nos olhos e que vai te dar dor de cabeça em horas de uso. Eu joguei o PSVR por uma hora e a sensação era de cansaço. Mais do que isso e o cérebro buga.

Há algumas ferramentas experimentais aqui e ali, como um passeio virtual dentro de um carro com o Vive ou até mesmo conhecer um apartamento, sem entrar nele de fato. A IKEA, que vende coisas para casa, já tem um app para VR e te permite criar um ambiente em realidade virtual com os objetos que estão a venda.

Nenhum destes usos é bacana o suficiente para justificar tanto dinheiro em um óculos VR – lembrando que no caso do Rift e Vive, você também precisa de um computador poderoso do outro lado do cabo. Isso pode (e certamente vai) mudar no futuro próximo, principalmente com foco em educação e na medicina.

O Second Life já mostrou que empresas montavam reuniões dentro do game, algo que pode acontecer com o VR em uma experiência bem mais imersiva. Museus estão começando a trabalhar na ideia VR, como os museus de história natural de Londres e de Berlin, que conversam com o Google.

Fonte: ArsTechnica.

Jornalista formado, amante de tecnologia desde pequeno. Faz muito tempo que já escreve sobre tecnologia. Nintendista por paixão e entusiasta dos drones (só falta dinheiro para ter um Mavic Pro).

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