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Microsoft e Adobe: não há compra

Houve rumores. Pessoas começaram a se descabelar. Alguns começaram a dizer que era o anúncio do fim da Apple, e que a Microsoft está desesperada por abocanhar uma parte do mercado mobile, e voltar a ser uma força nesse mercado. Vamos aos fatos:

Conhece o The New York Times? Pois bem, o dia foi 07 de Outubro. Perto da (amanhã) conferência sobre o lançamento do Windows Phone 7 Series, o amado jornal publicou uma matéria dizendo: “Steve Balmer e Shantanu Narayen se encontram e aquisição pode ser tópico da reunião.”

Isso que eu amo nos jornais, eles simplesmente falam. E todo mundo segue. Sério, isso não é sarcasmo. Se não fossem esses rumores nós nunca saberíamos um monte de coisas, nunca teriam informações vazadas, fotos, etc etc. Só que as vezes eles falam demais.

A reunião com certeza falou de algo: Apple e Google. Essas duas empresas estão crescendo muito nos últimos tempos, todos estão com medo, e se ninguém fizer algo rápido só existirão eles por um tempo. Todo mundo esqueceu o Windows Mobile, Symbian e qualquer outro sistema. A única coisa que isso fez foi aumentar bastante o valor das ações da Adobe, que subiu 11%. Olha o que um rumor faz!

[Apenas vamos esquecer por um momento que a Microsoft tem o Silverlight, que foi lançado para ir contra o Adobe Flash e tem mais funcionalidades. Não vem ao caso.]

Claro a Adobe teria tudo para querer acabar com o Império do tio Jobs; este simplesmente negou toda a experiência da Web em seus produtos, falando que o Flash é ruim, não é amigável às interfaces touch, é pesado e gasta muita bateria. E simplesmente ia morrer, porque o HTML 5 está aí para o futuro, e a Adobe não evoluiu nesse tempo. Como é mau o tio Jobs!

Aí tivemos a parceria GoogleAdobe, com o Android 2.2 (FroYo) suportando o Flash e mostrando que ele sim deixava o usuário escolher se queria ou não a total experiência da Web (ligando ou não o plugin). Teve outra retaliação também da Adobe referente ao Creative Suite 5. Logo todos pensam: “Se a Adobe quer mesmo acabar com a Apple, ela poderia se aliar à Microsoft e então teríamos alguém à altura para brigar.” Eu já não acho isso, mas nós jornalistas temos que ser imparciais (ou a maioria das vezes pelo menos).

A Microsoft e a Adobe são gigantes de software, e imagina um produto ajudando outro: Flash, Photoshop, ColdFusion, Visual Studio, Silverlight… Mas uma não poderia ajudar TANTO o outro. A integração do Flash depois da aquisição da Macromedia pela Adobe foi feita, mas demorou um tempinho. A Microsoft não poderia simplesmente falar para a Adobe parar de vender à Apple. As pessoas iam matar (MESMO) Steve Ballmer. Imagina os Designers sem a Adobe nos seus Macs? E também não conseguiria tirar o Flash dos iDevices, já que ele nem está lá, e estes sobrevivem muito bem. A aquisição ajudaria a Microsoft, mas não faria dela a nova potência no setor mobile, que é o que mais se expande no momento.

Pois bem, tudo foi desmentido depois de um tempo, com os próprios empregados das empresas dizendo que não foi sobre compra a reunião. Segundo próprias palavras dos empregados: “Sem noção.” Segundo um empregado da Adobe também, são empresas gigantes, e eles tem negócios, logo não é muito difícil que os CEOs se encontrem para um bate papo, um jogo de golfe, falar mal de inimigos comuns…

E essa foi a finalização de uma das maiores compras não feitas da história. E nem bem sei se foi bom ou ruim, visto o que anda acontecendo com o Google depois da Oracle comprar a Sun. Melhor que empresas grandes continuem separadas mesmo, e que cada uma faça o que for necessário para crescer, sem prejudicar seus clientes com … feitas por causa de compras.

"There was a young lady named Bright Whose speed was far faster than light; She set out one day In a relative way And returned on the previous night."

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