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Midas da tecnologia financia máquina que transforma fezes em água

Midas da tecnologia financia máquina que transforma fezes em água

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O “rei Midas” é um personagem da mitologia grega que tinha como principal habilidade transformar em ouro tudo o que tocava. Bill Gates é uma espécie de Midas contemporâneo e pode ter criado um dispositivo tão valioso como ouro: uma máquina que produz água a partir de fezes. O bilionário divulgou um post em seu blog em que explica a ideia, que visa minimizar a escassez de água nas regiões mais pobres do mundo.

No processo, quilos de fezes humanas são despejados sobre uma esteira e introduzidos em uma máquina cheia de tubos, chaminés e engrenagens. Dentro dela, o excremento é processado durante cinco minutos, até se transformar em um líquido sem cheiro, gosto ou cor. A transformação dos dejetos envolve submetê-los a altas temperaturas. Como consequência, a água presente nos excrementos evapora e é submetida a uma série de filtragens, até se tornar potável, segundo os padrões estabelecidos pela OMS (Organização Mundial de Saúde). Depois da evaporação, os resíduos sólidos também são aproveitados. Sua queima produz vapor que é convertido em energia elétrica. Essa eletricidade é utilizada para alimentar o próprio funcionamento da máquina — e também pode ser direcionado para o abastecimento de comunidades.

O maquinário que trata dejetos humanos a baixo custo faz parte das ações filantrópicas que o bilionário co-fundador da Microsoft financia através da sua fundação. Estima-se que cerca de 2 bilhões de pessoas no mundo ainda dependem de latrinas rudimentares para o abastecimento de água. A tecnologia pode trazer esperança e melhorar a realidade em que vivem muitos seres humanos. 

No vídeo abaixo Bill Gates faz uma demonstração do funcionamento da máquina chamada de Janicki Omniprocessor em homenagem ao CEO da empresa Janicki Bioenergy, Peter Janicki.

De acordo com o bilionário, uma versão mais avançada do Janicki OmniProcessor será capaz de processar os dejetos de 100 mil pessoas e produzir diariamente 86 mil litros de água e 250 kWs de energia elétrica.

Em tempos de falta d’água em muitas cidades brasileiras, a máquina é uma ideia de ouro que seria muito bem-vinda por aqui. É certo que não faltaria matéria-prima.

Jornalista, fã de cinema e curioso de todas as coisas. Sempre atento às informações, escreve sobre ciência, comportamento e as novidades do mundo tecnológico.

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