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Mobile Payment: quando será que vai pegar no Brasil?

As operações de compra e venda de produtos e serviços estão sendo cada vez mais realizadas através de processos eletrônicos. Os pagamentos com dinheiro vivo já estão dando lugar as transações com cartões de crédito e débito, via internet, mobile banking, entre outros. E mais uma opção de pagamento começa a ganhar força: o mobile payment, na qual o usuário não precisa mais andar com dinheiro ou cartões e o celular passa a assumir a função destes…

As operações de compra e venda de produtos e serviços estão sendo cada vez mais realizadas através de processos eletrônicos. Os pagamentos com dinheiro vivo já estão dando lugar as transações com cartões de crédito e débito, via internet, mobile banking, entre outros. E mais uma opção de pagamento começa a ganhar força: o mobile payment, na qual o usuário não precisa mais andar com dinheiro ou cartões e o celular passa a assumir a função destes.

O número de usuários de aparelhos celulares cresce a cada ano. Segundo estudo da Anatel, até janeiro de 2012, o Brasil já possuía 245,2 milhões de celulares ativos. Há tempos estes aparelhos ultrapassaram a função de apenas efetuar ligações e enviar mensagens, e as novas funcionalidades facilitam a adaptação dos usuários ao mobile payment. Mas a questão é: será que a opção de realizar pagamentos via celular oferece a segurança necessária e vai pegar por aqui?

O Governo Federal, através de um projeto de lei que deve ser enviado ao congresso ainda este ano, estuda regulamentar o sistema de pagamentos pelo celular no Brasil. A iniciativa tem como prioridade tornar o mobile payment acessível a celulares comuns usando o número de telefone para realizar pagamentos de baixo valor e confirmando as operações via SMS, já que os smartphones na prática possuem acesso aos serviços bancários pela internet.

O objetivo do governo não é permitir que as operadoras de telefonia realizem operações de crédito e sim oferecer mais opções ao usuário, principalmente em regiões onde o acesso a bancos é mais difícil. A ideia é boa e possibilita a democratização do mobile payment. Mas, caso o projeto seja aprovado, essas transações por SMS ainda devem passar por estudos, pois o nível de segurança no envio de dados confidenciais como senhas de banco e dados de contas através de mensagens de texto ainda é bastante arriscado.

Outra opção, que é mais segura, é o pagamento por proximidade: o estabelecimento conta com um dispositivo, uma espécie de leitor, no qual é necessário que o usuário tenha um celular com um chip e antena para armazenar seus dados de conta realizando a comunicação com esse dispositivo. Quem acompanha o Showmetech, sabe que alguns fabricantes já lançaram aparelhos com essa tecnologia, como o novo Galaxy X (Galaxy Nexus) da Samsung e Google. Chamada Near Field Communication (NFC), em tradução livre, algo como comunicação em campo próximo, a tecnologia ainda não vingou por aqui, mas torcemos para que novidades apareçam ao longo do ano.

A diferença entre essas duas formas de pagamento é a comodidade. Com o pagamento remoto, o consumidor não precisa estar exatamente no local onde a transação está sendo realizada. Porém, o nível de segurança é relativamente maior do que o envio de mensagens de texto.

O mobile payment visa mudar o perfil tradicional dos clientes bancários no Brasil, e o cenário atual é de expectativa. Resta saber se o país estará preparado para aderir a esse novo modelo de pagamento, já que se trata de uma estratégia que envolve riscos e barreiras de segurança que devem ser aperfeiçoadas e também barreiras tributárias que não podemos esquecer de mencionar nesse artigo.

É um processo novo, que precisa ser bem estruturado para dar certo, com uma base de operações sólidas, onde bancos, operadoras e empresas de cartão de crédito devem se unir para construir um formato de negociação tão bem projetado como os pagamentos com cartões de crédito e débito. Ainda é um momento de indefinições e devemos aguardar as novidades, mas certamente em breve fará parte do nosso dia a dia.

Por João Moretti, diretor geral da MobilePeople.

Bruno A. Martinez é advogado, bancário e criador do Showmetech. E sim, todo mundo pergunta por que ele não estudou algum curso relacionado com tecnologia.

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