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Não vi e não gostei: Nova versão de “Os Caça-Fantasmas” atrai multidão de “haters” antes da estreia

Prestes a estrear nos cinemas, a nova versão de Os Caça-Fantasmas tem atraído uma multidão de haters, evidenciando que a intolerância na internet é um assunto sério

Poster do novo filme dos Caça-Fantasmas

Prestes a estrear nos cinemas, a nova versão de Os Caça-Fantasmas tem atraído uma multidão de haters, evidenciando que a intolerância na internet é um assunto sério.

Nos últimos anos os grandes estúdios de Hollywood têm concentrado suas forças em produções de sequências (ou franquias) e refilmagens (reboots) de filmes que, por motivos diversos, tornaram-se cultuados pelas pessoas. Os novos longas — baseados no Universo Marvel e DC Comics — encontram boa receptividade no público, batendo recordes de bilheteria. Neste caso, é provável que esse gênero cinematográfico tenha captado o espírito do tempo de uma realidade “gameficada” como a que vivemos.

Entretanto, quando o assunto são os reboots, a aceitação tem se mostrado um problema. A primeira dificuldade deste tipo de produção é conseguir fazer uma boa transposição temporal entre a realidade original da obra e seu contexto de relançamento, evitando de incorrer no anacronismo. Ainda assim, há outros problemas, mesmo quando a recontextualização é bem feita, como temos acompanhado no caso do remake de Os Caça-Fantasmas.

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O novo filme conta com uma mudança essencial: a história é protagonizada por mulheres. O fato que poderia ter sido visto como uma boa oportunidade de integrar às mulheres aos filmes de ação, gerou uma onda de comentários negativos por parte dos “fãs” (os famoso haters da internet) de Os Caça-Fantasmas original. A sanha dos “saudosistas” se tornou ainda mais evidente após o lançamento de primeiro trailer do longa — que se tornou no vídeo mais odiado da história do Youtube, com mais de 900 mil rejeições.

Agindo supostamente em defesa de uma “opinião“, o exército de haters desfilou um abjeto repertório de mensagens machistas, misóginas e até mesmo ameaças de morte ao diretor Paul Feig. Prestes a estrear nos cinemas, Os Caça-Fantasmas vem agradando o público mais dedicado ao cinema, como os usuários do Rotten Tomatoes, que avaliaram o filme com 78% de aprovação. A boa aceitação motivou uma nova onda de comentários, acusando os críticos que gostaram do filme de terem sido comprados pela Sony Pictures, além de pregarem o boicote ao longa.

Os haters tornam o ódio cada vez mais banal na Internet

Apesar de absurdo e violento, esse comportamento é cada vez mais banal na internet. É muito comum observarmos pessoas odiarem coisas que não viram ou leram (vide Paulo Freire). Na língua portuguesa, há uma palavra que nomeia este tipo de atitude: preconceito. Definido como um “sentimento hostil, assumido em consequência da generalização apressada de uma experiência pessoal ou imposta pelo meio; intolerância“, os haters constantemente confundem preconceito com opinião.

Ciente da ilusão que é desejar o fim do ódio no mundo, a intenção aqui é fazer uma apelo à reflexão. Se todos gostamos de liberdade e reconhecimento, não seria justo que todos os grupos pudessem ser livres e representados. A busca por uma sociedade mais harmônica e igualitária, começa em encontrar paz e harmonia dentro de nós mesmos. A nova versão de Os Caça-Fantasmas estreia nos cinemas brasileiros na próxima quinta-feira (14). Se você quiser pensar mais sobre o assunto, indicamos o excelente texto de Arthur Melo para o Pipoca Combo.

Jornalista, fã de cinema e curioso de todas as coisas. Sempre atento às informações, escreve sobre ciência, comportamento e as novidades do mundo tecnológico.

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