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Nova mão mecânica pode ser programada pelo iPhone

Engenheiros criam Mão Mecânica que pode ser programada pelo iPhone e é capaz de pegar uma moeda.

Perder um membro é uma experiência traumática para qualquer ser humano, gerando incertezas, medos, além de uma longa série de exercícios de recuperação, adaptações do cotidiano e estudos das próteses possíveis.

Quando se trata de membros inferiores já há próteses que conseguem imitar bem os movimentos de impulso de pernas e pés, às vezes até melhor que os originais, como as próteses que permitem a amputados de membros inferiores correr junto com pessoas normais. Em 2008, a organização da Olimpíada de Pequim ficou preocupada ante a possibilidade de ter que decidir se deixaria ou não um corredor com próteses nas duas pernas participar das provas tradicionais e faltaram apenas 25 centésimos de segundos para isso.

Porém quando se trata de membros superiores é bem mais difícil que o paciente retome suas atividades com a mesma regularidade e naturalidade.

Uma pessoa normal dificilmente percebe a complexidade envolvida nos movimentos das mãos, digitar esse texto ou escrever com uma caneta são exercícios múltiplos de precisão, coordenação e habilidade manual que fazemos instintivamente, sem sequer nos apercebermos disso.

Em apenas uma mão há centenas de possibilidades, movimentos de pinça, de força, em gancho, movimentos de dedos independentes ou em conjuntos variados, além dos movimentos do dedo oposto, o famoso dedão.

Esse último é tido por alguns ramos da ciência como responsável pela evolução da espécie humana desde quando éramos animais até o estágio a que chegamos na atualidade. Foi a existência do dedo oposto que possibilitou aos nossos antepassados segurar com mais firmeza a pedra e usá-la para desferir golpes e depois para moldar pontas de lança. Lembram do Paleolítico (a Idade da Pedra Lascada) que estudamos no fundamental? Não teria sido possível sem o dedo oposto.

Essas combinações de movimento com o dedo oposto são a parte mais difícil de imitar numa prótese onde tudo que era programado, pensado e medido com antecedência pelos cientistas, engenheiros e projetistas pode não ser o que o dono da mão mecânica precise para, por exemplo, pegar uma bola de basebol no fundo da gaveta, abrir uma lata de refrigerante ou fazer o laço nos sapatos.

Amarrar os Sapatos

Para minimizar essas situações, as empresas têm trabalhado com afinco em novos equipamentos, as mais modernas, chamadas de próteses ativas trazem em sua última geração muito mais tecnologia embarcada que costumamos imaginar.

Recentemente foi lançada uma mão eletrônica de última geração, a I-limb Ultra Revolution que além de reproduzir muitos dos movimentos mais críticos das mãos, movimentar dedos independentemente e especialmente repetir vários movimentos do dedo oposto, pode ser programa pelo iPhone, facilitando muito as atividades diárias dos seus usuários.

Programando a I-limb

Experimentando a nova mão mecânica: 

Patrick Kane, foi o primeiro inglês a receber a nova prótese e sendo jovem, ficou empolgado com a possibilidade de programá-la pelo iPhone.

O aplicativo exclusivo permite rotação do pulso, pré-programar 24 tipos diferentes de pegadas em tempo real e conta ainda com programa de treinamento e monitoramento da prótese fazendo o eventual diagnóstico de problemas quando necessário. Um avanço e tanto se considerarmos que a versão anterior que Patrick usava era capaz de fazer apenas 7 movimentos e precisava ser reprogramada pelo computador com regularidade.

Trader, Empresário e Administrador. Recifense aficionado pelo mundo High Tech, sempre tentando unir as mais novas tecnologias à melhoria da dura realidade diária e, como nem tudo é bite ou concreto, aficionado por carros antigos.

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