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Os 7 erros do sistema Android

Fizemos um post sobre 7 erros do Windows Phone e gerou uma certa polêmica… então resolvemos fazer também para iOS e Android. Sem dúvida todas as plataformas tem muito mais do que apenas 7 problemas, principalmente falando da visão do usuário. Eu suei um pouco para conseguir achar algum problema no Android (just kidding), ai vai a minha lista. Vou falar com base na última versão do Android 4.2.2. Acho que um dos principais pontos para termos uma evolução do sistema é admitir que os erros existem e eu que eles precisam de correção.

Android Google

Recentemente, apresentamos uma publicação intitulada os 7 erros do Windows Phone. Como era de se esperar, ela gerou certa polêmica entre amantes do sistema… Então, para não dizerem que somos parciais, resolvemos também apresentar nossos comentários sobre os principais sistemas operacionais móveis concorrentes, o iOS e Android. Afinal, todas estas plataformas têm muito mais do que “7 erros” para serem resolvidos em suas futuras atualizações, não é mesmo?

Eu suei um pouco para conseguir achar algum problema no Android (brincadeira! hehe), mas aí vai a minha lista. Apontarei os erros tendo como base a última versão do sistema Android, conhecida como Jelly Bean ou 4.2.2. Acho que um dos principais pontos para termos uma evolução no sistema é admitir que errosexistem e que precisam de correção.

1 – Backup

Podem falar o que for, nesse ponto a fragmentação do sistema Android é um grande problema. Se hoje tenho um modelo da linha Nexus (Google), só conseguirei fazer o backup dos dados usando o ADB, recurso que não é nada user-friendly. E, se eu comprar um smartphone ou tablet da LG ou Samsung, provavelmente não vou conseguir restaurar um backup feito neles em novos aparelhos de outras marcas.

Sim Google, nós sabemos que o backup correto na nuvem tem API para isso, porém os desenvolvedores não querem implementar, preferem perder o tempo com outras coisas. Quem perde com isso? Nós, os usuários, que ao trocar de telefone ou fazermos um reset, perdemos parte dos dados.

Existem outras soluções como aplicativos de backup como o Titanium ou Carbon, mas mesmo assim o uso não é tão simples e, sem dúvida, esta é uma funcionalidade que deveria estar presente de maneira nativa no sistema Android. Se não precisar de um desktop, melhor ainda.

Android-Backup

2 – Fluidez

Google já fez parte da lição de casa ao implantar na atualização Jelly Bean o comentado Project Butter. Para quem nunca ouviu falar, este projeto consiste na implementação de alterações que visam deixar o sistema mais fluido e leve. Mas, pode-se dizer que ainda não chegamos ao ideal, principalmente se você passa a considerar os celulares mais básicos. Em casa tenho um Galaxy SIII e um Galaxy Nexus, ambos aparelhos com mínimos problemas de lag ou lentidão na interface. São ótimos, mas perdem um pouco neste quesito de comparados a iPhones (sim, admito). Porém, se pensarmos em modelos de smartphones com hardware mais simples, lentidões e travamentos são padrões no Android.

3 – Comprar na Play Store

Falando como um usuário do Brasil, ainda não temos uma maneira de comprar aplicativos sem cartão internacional. O Google Play – loja de aplicativos do Android – foi implementado para ser um centralizador de compras, fazendo com que toda compra seja considerada uma importação de software, ao invés de compra local. Existem os cartões pré-pagos, mas ainda não chegaram aqui e, sendo assim, muitos usuários brasileiros ficam limitados neste sentido. Outro recurso que sinto falta é a possibilidade de de presentear uma pessoa com um aplicativo/música/livro/filme. Esses recursos nem sempre existem nos sistemas concorrentes, mas fazem muita falta no Android.

4 – Botão voltar

Ponto especialmente lembrado pelo Hugo, um de nossos autores. O botão “voltar” (back, em inglês) do Android é sempre uma surpresa, pois nunca se sabe exatamente para onde ele direcionará o usuário, principalmente quando um aplicativo for aberto por outro. Muitas vezes, você acha que o botão voltar irá te levar para a home ou para o aplicativo que abriu em primeiro lugar,  mas começa a voltar ações do aplicativo atual. Por mais correta que possa estar a linha de pensamento e lógica usada pelo Google, é um comportamento bastante estranho para o usuário na prática. Vamos exemplificar:

Você abre o Aplicativo A, dentro desse aplicativo você clica um link que chama o navegador Google Chrome. Se apertar o voltar, o Chrome irá desfazer todas as suas ações e não necessariamente voltar para o Aplicativo A (esse é apenas um exemplo fictício). Realmente, é confuso para qualquer usuário, seja experiente ou novato.

5 – Open Source pero no mucho

Todo mundo fala e escuta que o Android é um sistema operacional open source, mas infelizmente não é exatamente assim que as coisas funcionam. No mundo ideal do open source, toda programação  seria feita de maneira aberta e colaborativa. O Google, no entanto, tranca a sete chaves o desenvolvimento do Android. Mesmo depois de uma versão ser finalizada e disponibilizada, a comunidade em nada pode contribuir ou ditar os caminhos, tendo, no máximo, acesso ao código-fonte e a alguns arquivos proprietários e fechados.

O problema maior está com os fabricantes, que acredito não estarem preparados para o modelo aberto e tentam dificultar ao máximo a vida de quem quer fazer algo melhor para os aparelhos, ou até mesmo para quem quer dar uma sobrevida aos mesmos (quando a empresa falha em atualizá-los por conta própria). Muitos códigos não são liberados e binários não são atualizados. Quer alguns exemplos? Veja a fúria dos desenvolvedores da CyanogenMOD com o processador Exynos da Samsung. Não custa lembrar que, por ser open source, todos os trabalhos que usem o Android também deveriam ser abertos e ter seus códigos divulgados.

6 – Google Cloud Messaging depender do GTalk

Uma das coisas que mais me incomoda no Android é o fato do serviço de push do Android, o Google Cloud Messaging, ser dependente do serviço de mensagens e bate-papo GTalk. Com isso, qualquer atualização do aplicativo de mensagens do Google depende de um update da plataforma como um todo. Com as intenções do Google de integrar todos os serviços de mensagens, é bom ficar de olho nesse ponto, pois pode ser foco de problemas no futuro.

7 – Fragmentação e Incertezas

Aqui vou chamar de fragmentação, mas na verdade não vejo isso como um problema para os desenvolvedores. Eles já estão mais que acostumados  a desenvolver aplicativos que funcionem nos mais variados tamanhos de telas. Na fragmentação, o que realmente me incomoda  não é culpa do Google, mas sim dos fabricantes. Eles fazem tantas modificações no sistema Android que as atualizações demoram muito tempo para chegar aos usuários.

Você pode dizer que os updates não são tão necessários, entretanto, existem aqueles que não são só em prol da evolução do sistema, mas sim correções de erros críticos, falhas de segurança, entre outras. Lembram do smartphone Motorola Milestone, que sofria com um bug que tocava músicas quando o fone de ouvido era removido do aparelho? Pois é, foi corrigido em alguns lugares do mundo, mas em outros (como o Brasil), passou batido. E assim seguem problemas com todos os fabricantes.

Como cada fabricante pode fazer modificações no Android (e eles fazem MUITAS modificações),  essa inconsistência de interface traz para o usuário comum uma complicação extra. Ações básicas como fazer/atender ligações, menus, tela de bloqueio, etc., costumam ser diferentes entre aparelhos, sem uma razão definida. Aqui, comparo o sistema Android com as motos Harley Davidson, que saem de fábrica iguais, mas cada uma ganha suas especificidades, fazendo com que nenhuma seja igual à outra. Veja abaixo os exemplos de diferentes interfaces que coexistem no aparelhos com o SO do robozinho:

Android-Interfaces

Conclusão

Fecho o post com o mesmo comentário do colega Vanderlei Ventura sobre atualizações. Hoje, ao comprar um aparelho com Android, não há como saber se ele será realmente atualizado ou não. Ao que parece, tudo depende do humor dos fabricantes. Vou citar alguns casos:

  • Motorola Atrix: Ficou parado na atualização Gingerbread, totalmente abandonado pela Motorola, um aparelho dual-core com 1GB de RAM;
  • Samsung Galaxy S II: Primeiro a Samsung disse que não teria update para a versão Jelly Bean, pois o hardware não suportava; depois, informaram que seria possível;
  • Samsung Galaxy X: Ele é o mesmo hardware do Galaxy Nexus (modelo americano), inclusive é só pegar os arquivos do Nexus e aplicar no X para atualizá-lo. Mas, mesmo assim, a Samsung não dá a mínima e o modelo do Brasil está bem defasado em relação ao Nexus original.

Esses são apenas alguns os exemplos, mas problemas não faltam na plataforma Android. Claro, todas as plataformas tem suas problemas, seus erros, nada é perfeito. Não existe o melhor sistema operacional, existe o sistema que melhor atende às suas necessidades. Termino dizendo que, no meu caso, ainda que possa listar muitos problemas do Android, considero-o o único sistema que chega mais próximo de atender todos os meus requisitos de uso diário.

Android harduser, já passei por literalmente todas as versões do Android. Lista de aparelhos que ja tive: HTC G1 (1.0, 1.5, 1.6), Motorola Milestone (2.0, 2.1, 2.2), Nexus S (2.3, 4.0), Galaxy Nexus (4.0, 4.1), Galaxy SIII (CM10.1), Galaxy S4 i9505 (CM11) e os atuais, Moto X 4.4.2 e Asus Transformer (3.2, 4.0). E tem também o outro lado, que gosta de fugir da loucura que é São Paulo e se esconder no meio do mato!

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