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Os 7 erros do iOS (iPhone/iPad/iPod Touch)

Listamos 7 erros do sistema iOS, que equipa iPhones, iPads e iPods Touch.

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Nas últimas semanas escrevemos posts sobre os “7 erros” de sistemas operacionais móveis como o Windows Phone e o Android. Agora, chegou a vez do iOS, sistema responsável pelo funcionamento de iPhones, iPads e iPods Touch da Apple.

Antes, apenas, um esclarecimento para evitar “guerras” entre apoiadores dos sistemas: eu uso iPad desde seu lançamento, tenho um iPod Touch desde quando saiu a quarta geração, ambos atualmente atualizados com a versão iOS 6.1.3 e, durante um ano, usei um iPhone 4 com o iOS 5. Ainda, trabalho com um Macbook Pro que amo e não troco por nada.

Pode-se dizer que apenas não uso o sistema iOS atualmente no smartphone, justamente por causa de alguns dos “erros” do sistema da Apple que citarei agora, e que me fizeram trocar o iPhone 4 pelo HTC One X (smartphone com a versão Jelly Bean do Android). Então vamos lá:

1. Ausência de sincronização de fundo (background syncing):

O primeiro e mais grave erro do iOS, a meu ver, e que foi o maior motivador da minha volta ao Android, é a impossibilidade dos aplicativos instalados sincronizarem suas bases de dados em segundo plano, sem que eles sejam abertos. Sei que existem as notificações por Push, mas isso não é a mesma coisa de permitir que o aplicativo, em um intervalo determinado, possa sincronizar com servidores na nuvem para saber se algo mudou. As implicações desse erro são grandes.

Por exemplo: eu sempre usei aplicativos “Listas de Tarefas” (to-do apps, em tradução livre) que funcionam em múltiplas plataformas. A ideia principal é que eu pudesse, enquanto no computador, acrescentar e concluir tarefas nele que fossem sincronizadas com os demais dispositivos, especialmente colocando lembretes. Depois, espero que meu telefone me lembre.

Mas, ao menos com o iOS, isso não acontece atualmente. Para que o iPhone sincronize as informações inseridas em um computador, antes é preciso que eu acesse o app e deixe que ele seja atualizado com os dados da nuvem. Sendo mais específico, digamos que esteja no escritório na parte da manhã, e lance uma tarefa para me lembrar, às 13:00, de pegar algo na rua antes de voltar ao trabalho. Se eu não abro o app no iOS para que ele atualize antes do citado horário, eu não vou receber esse lembrete no sistema.

O mesmo tipo de problema tem vários efeitos em apps de leitura, podcasts, etc. Diferente disso, no Android, é possível permitir que um app atualize, por exemplo, a cada 15 minutos (o que faço com os apps de tarefas e lembretes). Ou, também, é possível determinar que sempre que seu telefone esteja no WiFi e conectado ao carregador, que seus apps de RSS e leitura, como o Pocket, se atualizem. Assim, mesmo se você estiver em algum lugar sem internet, terá conteúdo atualizado pelo menos até o dia. No iOS, só há atualização quando você abre o app.

2. Multitarefa “falso”:

Segundo a Apple, a partir do iOS 4 o sistema passou a incorporar o conceito de multitarefa, ou seja, mais de uma aplicação poderia estar ativa ao mesmo tempo. Na prática, porém, a multitarefa do iOS é extremamente limitada e funciona de verdade só para alguns aplicativos, como música e de GPS, que podem continuar rodando no fundo enquanto você usa outro programa.

A verdade é que, se você está no Twitter, por exemplo, e clica em um link que abre o navegador, você tem duas opções: ou espera a página abrir antes de voltar, ou volta ao Twitter e “pausa” o carregamento da página até retornar ao navegador. A mesma coisa vale para vídeos no YouTube, atualizações e downloads na grande maioria dos aplicativos. Como visto acima, eles já não podem se atualizar sozinhos, mas se você abrir o app e não esperar até que a atividade do app esteja completa, o sistema também vai cancelar a ação assim que você sair para outro aplicativo.

Com a capacidade dos iGadgets de hoje, essa é uma limitação inaceitável. No Android, por exemplo, é possível abrir várias abas no navegador e continuar usando outros programas enquanto elas são carregadas. Quando você troca novamente para o navegador, as páginas estão lá, prontas para serem lidas.

Isso afeta muito também a produtividade. Tente escrever um post no WordPress (como faço às vezes aqui no SMT com o iPad) e você verá. O simples ato de trocar de um navegador para o app do WordPress vai fazer o navegador parar e, provavelmente, quando você voltar a ele, recarregar a página, o que pode ser extremamente irritante se estiver sem conexão com a internet ou em uma conexão lenta.

Os iGadgets mais novos possuem processadores, RAM e bateria capazes de executar ao menos uma multitarefa melhor sem maiores problemas e, por isso, esse ponto merece ser bastante melhorado.

3. Compartilhamento de informação via sistema com outros apps:

Outra grande falha do iOS, derivada de restrições impostas pela Apple, diz respeito ao compartilhamento de informações entre aplicativos. Está no YouTube e quer compartilhar um vídeo no Whatsapp? Terá que recorrer ao copiar e colar, porque o iOS não permitirá o compartilhamento de forma nativa e direta. Enquanto no Android qualquer app pode se “inscrever” como destino de compartilhamento, no iOS apenas e tão somente os apps escolhidos pela Apple podem fazer isso. Atualmente, só os apps das redes sociais Twitter e Facebook são suportados no compartilhamento geral via sistema.

Alguns desenvolvedores acabam incluindo soluções próprias, como o Pocket e o Evernote,  mas não é sempre que isso ocorre. Entendemos que há algo de segurança relacionado com essa decisão, mas se o Android já mostrou que é possível fazer isso sem maiores problemas, por que o iOS ainda restringe tanto essa situação? Talvez seja melhor flexibilizar e fiscalizar do que simplesmente proibir.

IOS

4. Acesso a informações de outros aplicativos:

Esse ponto difere do anterior porque diz respeito à possibilidade de um app acessar alguma informação de outro app. Atualmente, se você usa um app como o Gmail e baixa uma foto que veio como anexo, NENHUM outro app terá acesso a esta foto, nem apps específicos para edição que você queira usar.

Para que isso seja possível, é necessário um complicado processo de exportação/importação que nem sempre funciona (para fotos acaba funcionando, pois elas vão para a galeria, de onde outros apps podem importá-las). Não há necessidade de se implementar um sistema de arquivos completo como temos em um desktop, apenas alguma maneira de permitir que um app que manipule fotos possa “dizer” ao sistema que aceita mexer com arquivos .jpg ou .png. Assim, as informações de um app não ficariam em uma “caixa preta” inviolável e inacessível, mesmo que você queira usar diferentes aplicativos para manipular determinados arquivos originados de outros apps.

5. Notificações:

A situação das notificações no iOS já melhorou da água pro vinho, mas ainda está muito, mas muito atrás do que é oferecido no Android e no Blackberry 10, especialmente. Embora tenha se “inspirado” no Android ao adotar a cortina de notificações, a Apple optou por não deixar qualquer indicativo na barra de status de que há notificação pendente.

Com isso, o usuário precisa adquirir o hábito (que tem grandes chances de virar compulsivo) de abaixar constantemente a cortina de notificações para ver se há algo ali. No meu caso, eu acabo ficando semanas sem abrir a do iPad e do iPod, motivo pelo qual reconfigurei todas as notificações importantes de volta para o irritante pop-up, pois assim, não deixo de lê-las.

Nesse ponto, uma simples indicação visual de que há algo pendente nas notificações resolveria o problema. E, se a Apple resolver mexer mesmo nisso, bem que poderia aumentar o botão de limpar notificações de um app e permitir limpar notificações individuais, com um gesto de arrastar para o lado, por exemplo.

 

6. Informações fora dos aplicativos (ou widgets e Live Tiles):

Outro grande ponto no qual o iOS está defasado são as informações oferecidas ao usuário sem que este tenha que entrar em determinado app. Chame de widget (no Android) ou live tiles (no Windows Phone), com o tamanho e resolução das telas atuais, não há motivo para que a tela do iOS mostre apenas ícones estáticos e nada mais.

Atrelado aos problemas citados acima, esse quesito faz com que o iOS só seja útil quando o usuário efetivamente lembre de acessar os programas que forneçam determinada informação, e só quando tiver uma conexão ativa (olha o erro 1 aí…).

A Apple já até “brincou” disso com os widgets de tempo e ações na barra de notificações. Porém, terceiros não podem fazer widgets próprios e os que existem não são lá tão úteis para nós, brasileiros.

7. Atraso na inicialização dos apps:

Além do já citado acima, o iOS tem uma característica que já deveria, há muito, ter sido eliminada: a demora na abertura de certos aplicativos. Enquanto alguns enrolam o usuário com splash screens (aquelas imagens com a marca da empresa ou serviço), outros apenas mostram uma captura de tela do último estado da interface do app. E essa segunda situação trás problemas reais.

Pensando…

Peguemos o exemplo do Whatsapp. Vamos supor que a última vez que você usou o aplicativo foi para mandar mensagem para a pessoa “A”, e a segunda conversa da lista é a pessoa “B”. Quando você sai do Whatsapp, uma captura da tela é feita e ela será mostrada a você quando voltar ao app, até que a interface nova tenha sido carregada.

Se a pessoa “B” te enviar uma mensagem, o Whatsapp irá te enviar uma notificação push. Porém, ao abrir o app, você verá a imagem congelada com a conversa da pessoa “A” em cima e a da pessoa “B” embaixo, como estava na última vez que você usou o aplicativo. Apenas quando o Whatsapp terminar de carregar a interface e sincronizar (veja o problema 1 novamente….) é que a conversa com a pessoa “B” passará a ser a primeira.

O perigo está no fato de que, se você clicar na conversa com a pessoa “B” baseado na imagem (ela está em segundo lugar na lista), o app pode interpretar que você clicou na primeira conversa, com a pessoa “A” (a que deveria estar em segundo plano depois da atualização), e isto gerar envio de mensagens erradas. Já aconteceu comigo e com outros autores aqui do Showmetech.

E este é só um exemplo. Vários outros apps usam esse recurso e podem interpretar toques erradamente. A sugestão seria agilizar essa inicialização ou, ao menos, eliminar essa prática de mostrar imagem congelada da interface para “enganar” o usuário a crer que o aplicativo foi carregado rapidamente. Importante dizer que isto afeta não só apps de terceiros, mas até apps da própria Apple, por isso está sendo considerado como uma falha do sistema.

E você, usuário de iOS, concorda ou discorda de algum (ou todos) os meus comentários? Tem algum outro erro ou acerto que acha que deveria ter sido mencionado?

Comente pra gente!

Atualmente advogado, mas apaixonado por tecnologia e tentando uma nova carreira na área, não passo um dia sequer sem usar algo feito por Apple, Google, Microsoft e Amazon.

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