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Psicólogo afirma que jogos e pornografia ameaçam a “masculinidade”

Psicólogo americano diz que os cérebros “reprogramados digitalmente” pela atividade online está causando uma espécie de disfunção erétil entre os jovens.

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A masculinidade está em risco! Pelo menos é o que acredita Philip Zimbardoprofessor de psicologia na Universidade de Stanford, ao dizer que a atividade online está causando uma “crise de masculinidade” entre os jovens. Zimbardo acredita que os cérebros dos jovens estão se tornando “condicionados digitalmente” (o termo usado é:digitally rewired“) devido ao excesso de jogos de videogame e pornografia.

Falando à BBC, o professor disse que chegou a essas conclusões ao observar o comportamento de jovens que ficam online por até 15 horas diárias. A alteração no funcionamento cerebral seria perceptível em situações normais: “Quando estão na sala de aula, desejam estar jogando World of Warcraft, quando estão com uma garota, desejam estar assistindo pornografia, porque dessa forma sentem que nunca serão rejeitados“, declarou (ouça a íntegra da entrevista abaixo).

Zimbardo entende essa mentalidade como um fenômeno da cibercultura, que proliferou fontes de entretenimento particulares pela web. O isolamento social causado por este processo também é apontado como um fator de especial preocupação. O professor define que jovens que gastam mais de 5 horas diárias com pornografia ou videogame se enquadram no que chama de “uso excessivo” (hard users). 

Além do número de horas, ele também analisou as mudanças na mentalidade do jovens, em que a excitação psicológica pela web é a única forma de sexualidade que alguns conhecem. “Os meninos podem pensar que o pornografia online seja excitante, mas fisiologicamente eles estão se tornando menos animados. Eles sofrem de DEIP – Disfunção Eréctil Induzida por Pornografia (PIED)“, enquadrou.

Mesmo quando se trata de indicadores positivos como o fato dos jovens estarem tomando menos drogas, ingerindo menos bebidas alcoólicas e sendo menos violentos, Zimbardo reafirma seu ponto de vista: “Eles não são violentos porque estão sozinhos em seus quartos” afirmou. Ele ainda acrescentou que beber Coca-Cola ao invés de álcool está tornando a juventude uma geração de “fat-asses” (sic), que aumenta a probabilidade doenças como o diabetes tipo 2 que, segundo ele, tende a diminuir a libido.

Naturalmente, as polêmicas teses do professor Zimbardo estão à venda no livro “Man (Dis)Connected (Homem Desconectado)“, cujo subtítulo é: “Como a tecnologia tem sabotado o que significa ser homem“. O livro traz recomendações básicas para os pais, como tentar supervisionar com o que os filhos gastam seu tempo online e a necessidade de lhes fornecer uma boa educação, além de preocupações com questões como “as imagens de machos na mídia serem quase universalmente negativas“.

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Com 82 anos recém completados em março, é bastante perceptível que Philip Zimbardo não é um grande fã da era digital e suas posições não deixam de expressar uma visão anacrônica e defasada da masculinidade, que para ele se aproxima de uma afirmação da virilidade através da brutalidade e da secura. Sem contar que o próprio binarismo na discussão de gêneros não é o enfoque mais adequado para a questão.

Após tantos séculos de dominação masculina e o mundo sendo o que é, o ocaso da “velha masculinidade” – que tanto preocupa o professor – talvez seja uma questão que deva ser mais comemorada do que evitada.

Fonte: CNet.

Jornalista, fã de cinema e curioso de todas as coisas. Sempre atento às informações, escreve sobre ciência, comportamento e as novidades do mundo tecnológico.

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