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Que venha a briga de processadores

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Quem acompanhou o cenário mobile nos últimos meses, percebeu nitidamente os movimentos da Intel para entrada nesse mercado com o lançamento do Motorola Razr i, que você pode ver nosso review aqui.

Até então o mercado era dominado por Apple com os Ax, Samsung com Exynos, NVidia, Qualcomm e Texas Instruments (essa anunciou a saída do mercado de mobile), são nomes de peso, estão no mercado de chips e processadores faz tempo, mas não são nomes conhecidos do grande público. A Intel, por outro lado, nem é preciso dizer, tem expertise de sobra em processamento para desktops, notebooks e afins, mas esse mercado de smartphones/tablets era terreno virgem para a maior fabricante de processadores do mundo.

Então o que significa exatamente a entrada da gigante nesse meio?

Mesmo que o namoro seja incipiente, recente e discreto, não dá pra considerar que o primeiro lançamento da Intel em conjunto com a Motorola seja algo pequeno. Por mais que o aparelho fique longe dos hi-ends de mercado como o Samsung Galaxy S3 ou o iPhone 5, o Razr i já mostrou que a Intel, pra variar não está de brincadeira. A divulgação de benchmarks recentemente mostrando o desempenho matador do Medfield da Intel certamente coloca ainda mais lenha na fogueira.

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O fato é que muita gente aplaudiu o surgimento de mais um player nesse mercado. Certamente, sob o ponto de vista da concorrência e dos efeitos que ela causa, a chegada da Intel é excelente, mas e em longo prazo?

A comparação é inevitável: anos atrás a AMD era uma fabricante grande e batia de frente com quem fosse, mas acabou perdendo força e peso. Nessa época, a Intel era líder de mercado e suava a camisa pra acompanhar ou se manter a frente da AMD. Esse tempo era bom sim, era um tempo de inovações iminentes, de surgimento de muita coisa nova impulsionada por essa disputa.

Se a AMD falhou por mérito da Intel ou demérito da própria AMD eu não sei. O que sei é que não gostaria que isso acontecesse com os smartphones.
Por mais que a realidade atual seja muito diferente do que foi no passado, e que a Apple, Samsung e Nvidia não sejam a AMD, meu temor é a polarização que um dia possa vir a acontecer.

Mais uma polarização, aliás, que o mercado não precisa. Em se tratando de sistemas operacionais, a divisão entre iOS e Android já não é o melhor cenário, resta torcer para que não aconteça algo parecido com os fabricantes.

Porém, é preciso considerar também que essa briga é de gente grande, e que apenas um nome não resolve a questão. Basta ver a dificuldade de marcas como a Sony em abocanhar uma fatia desse nicho.

Muito deve ser considerado e, em se tratando de tecnologia, nem sempre é possível fazer previsões futuras considerando o passado. Não dá para afirmar que a Intel vai ter dificuldades em se firmar como fabricante nesse segmento, assim como não dá pra dizer que ela se sairá bem com base no que já fez ou já faz com notebooks e desktops. O fato é que, quem viver verá.

O que esperamos é que a competição no mercado fique mais quente a cada ano, só isso faz o mercado inteiro evoluir.

Texto feito em parceria com o meu amigo Rafael Polegato

Fonte do benchmark: android-emotions.com

Android harduser, já passei por literalmente todas as versões do Android. Lista de aparelhos que ja tive: HTC G1 (1.0, 1.5, 1.6), Motorola Milestone (2.0, 2.1, 2.2), Nexus S (2.3, 4.0), Galaxy Nexus (4.0, 4.1), Galaxy SIII (CM10.1), Galaxy S4 i9505 (CM11) e os atuais, Moto X 4.4.2 e Asus Transformer (3.2, 4.0). E tem também o outro lado, que gosta de fugir da loucura que é São Paulo e se esconder no meio do mato!

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