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Review: Motorola Moto E

Os autores Mauricio Iwata e Marcus Pereira analisam o novo smartphone de entrada da Motorola, o Moto E.

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Anunciado e lançado há poucas semanas, o Moto E é a aposta da Motorola na categoria de smartphones de entrada. Com o slogan “adeus tijolão”, o aparelho promete detonar os feature phones (celulares “quase” inteligentes, mas que não são smartphones), oferecendo experiência de ponta com um baixo custo.

O preço sugerido pela Motorola é R$ 599,00 mas alguns sites dão descontos para pagamento com boleto bancário à vista. No Submarino é possível comprar por R$ 527,12, o valor com desconto também pode ser encontrado no Magazine Luiza e nas Lojas Americanas.

Os autores Mauricio Iwata e Marcus Pereira testaram o aparelho e você confere agora as impressões de ambos sobre o novo dispositivo da Motorola.


Conheça melhor os autores que analisaram o aparelho:

Marcus Pereira

Sou autor (e eventualmente revisor) do Showmetech. Estudante de Ciência da Computação com um pé em Administração, passo boa parte dos meus dias fora de casa, e é o smartphone que me mantém conectado com o mundo. Atualmente possuo um Moto G Dual Sim, do qual faço uso intenso: participo de videoconferências, edito documentos, ouço músicas, assisto vídeos, fico o dia inteiro com apps de mensagens rodando em segundo plano, leio emails, navego na web e por aí vai. Em suma, o telefone tem que ser muito bom pra acompanhar meu ritmo.

Utilizo Android desde 2010 e passei por absolutamente todas as versões a partir da 2.1 Eclair. Prefiro smartphones sem personalizações da fabricante. Pra mim, quanto mais enxuto o sistema, melhor.

Maurício Iwata

Sou editor e revisor do Showmetech e sempre gostei muito de tecnologia. Minha introdução no mundo mobile foi feita com o Palm Tungsten T em 2003, que se conectava à internet via bluetooth com o Sony Ericsson T68i, mais tarde, a dupla foi substituída pela Palm Tungsten T5, que fez dupla com o Motorola V3 e K1, trio que ainda tenho em casa, mas foram substituídos pelo meu primeiro Smartphone, um Nokia N95 8GB. Desde então, tive um Nokia N8, um Nokia 808 Pureview, um Lumia 920 Pureview e no momento tenho um Lumia 1320.

Comprei um Moto E para usar como segundo dispositivo junto com o chip Tim Beta, que acabei de receber, mas este não é o meu primeiro Android. Ainda tenho um Tablet Positivo Kids e sempre precisei ajudar minha esposa com o Samsung Galaxy S2 e agora o S3, além de ter feito vários reviews de smartphones Android.


Os autores analisaram separadamente o dispositivo. A seguir, você acompanha a experiência de cada um sobre os tópicos propostos para a análise do aparelho.


Hardware

MP: Apesar de ser um aparelho de entrada, o hardware do smartphone é potente o suficiente para competir com smartphones intermediários. Com tela de 4.3’’ e proteção anti-riscos Gorilla Glass, processador Snapdragon 200 Dual Core (1.2GHz), GPU Adreno 302 (400MHz), 1GB de memória RAM, o conjunto da obra permite que o aparelho tenha desempenho superior a outros dispositivos da mesma faixa de preço. Possui ainda conectividade Bluetooth 4.0, GPS, Glonass e slot para cartão MicroSD (de até 32GB).


Design

MP: O aparelho é bem projetado. Não há botões físicos na parte frontal, que é ocupada apenas pela tela, pelo alto falante para chamadas (earspeaker) e pelo alto falante para reprodução de áudio e toques. Os botões de volume e power são cromados e ficam do lado direito do aparelho. A capa traseira é removível e feita de plástico. O modelo que nos foi fornecido para testes é a versão Colors, com as capas preta, turquesa e amarelo limão. Por trás da capa, no lado direito, temos os slots: um para cartão MicroSD e dois slots para os cartões Micro SIM (chips). Eles são bem fáceis de serem inseridos e removidos.

Apresentando um visual semelhante ao dos demais aparelhos da família Moto, o tamanho levemente reduzido do Moto E permite que a grande maioria das pessoas opere sem dificuldades do telefone com uma só mão. Dado o tamanho, com 140g o dispositivo pode parecer um pouco pesado para alguns. Não tive problemas com o peso e achei justificável, já que o bichinho é potente.

MI: Visualmente, a qualidade do acabamento do Moto E é excelente e superou minhas expectativas. Por ser um dispositivo de baixo custo, o aparelho dá sensação de firmeza e segurança na “pegada”, devido ao acabamento fosco das tampas traseiras.

Mas elas, apesar de permitirem a personalização do aparelho conforme o gosto dos usuários, não trocam “de verdade” a cor do aparelho como acontece com as da linha Lumia. O aparelho fica sempre com 2 cores quando as tampas são trocadas.
O único detalhe negativo é o acionamento do botão Power, usado para funções básicas como bloqueio e desbloqueio e captura de telas: o acionamento dele é difícil e é necessário apertar bem fundo para funcionar. O mesmo não acontece nos botões de volume, que funcionam perfeitamente.

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Sistema Operacional

MP: O Moto E (como os demais aparelhos da família Moto), já vem com a mais recente versão do Android, a 4.4.2 (Kit Kat) instalado de fábrica. Isso significa que o aparelho é compatível com a grande maioria dos aplicativos disponíveis no Google Play e tira proveito das diversas melhorias implementadas nessa versão do sistema operacional. O Kit Kat possuiu melhorias no gerenciamento de memória RAM e processamento, tornando tudo muito mais fluído e ágil. A atualização para a versão 4.4.3 já começou a ser disponibilizada e os aparelhos adquiridos no Brasil devem receber o update em breve.

O Android do dispositivo está na sua forma mais pura. A experiência de uso é basicamente a mesma de um dispositivo Nexus, Moto ou que roda ROMs personalizadas como a CyanogenMod: nada de bloatwares (recursos e aplicativos desnecessários) e o visual do sistema não é personalizado pela fabricante. Isso implica num sistema com desempenho mais fluído em comparação com os demais dispositivos da categoria.

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MI: O Kit Kat funcionou de forma bem estável, sem travamentos e apenas uma vez apresentou lag durante o uso do Google Play. Atendeu perfeitamente às minhas necessidades e mesmo que não houvesse a promessa de atualizações para as futuras versões do Android, estaria excelente.


Aplicativos Pré-Instalados

MP: Além dos apps do Google e os padrões do Android, os aplicativos pré-instalados são poucos e todos são serviços extras que a Motorola disponibiliza.

Com o Alerta, é possível cadastrar contatos que podem receber alertas (com a sua localização, por exemplo) em casos de emergência.

O Ajuda (antigo Moto Care) funciona como um manual de instruções do aparelho, além de fornecer suporte direto com Motorola via chat ou chamada de voz. Interessante para esclarecer dúvidas recorrentes ou solicitar instruções sobre garantia, por exemplo.

O Assist é um dos recursos que mais gosto na família Moto. O recurso reunião lê seus compromissos direto do Google Agenda e silencia o aparelho durante o tempo definido no evento. O recurso Dormindo permite também silenciar automaticamente o aparelho durante um intervalo de tempo. O padrão é entre 23:00 e 06:00, mas é possível personalizar.

Já o BR Apps, nada mais é que um link para aplicativos de desenvolvedores nacionais no Google Play. Foi a alternativa que a Motorola encontrou para se enquadrar na “lei do bem” que isenta a produção dos smartphones de alguns impostos – mas que obriga a fabricante a inserir aplicativos de desenvolvedores nacionais dos seus dispositivos.

Já o Migração Motorola permite importar suas configurações, contatos, vídeos, fotos e músicas do seu smartphone antigo, sendo ele um iPhone ou Android.

MI: A Motorola possui 2 aplicativos que merecem destaque, o Alerta, que serve como um sinalizador de emergências para que um contato seja informado que algo de errado está acontecendo com você e permite transmitir para este contato a sua localização e o Assist, que serve para automatizar algumas ações no telefone e pode ser usado como uma alternativa ao Google Now. Senti muita falta de um aplicativo nativo de DLNA, pois praticamente todos os aparelhos que testei com Android possuíam o recurso pré instalado (aparelhos Samsung e Sony).


Tela

MP: A Motorola acertou mais uma vez: a tela é um show a parte. Com 4,3’’, resolução de 540×960 e 256ppi, a tela é excelente. Não é possível enxergar pixels a olho nú, as cores são vivas e o brilho máximo agrada. Ao contrário dos RAZRs D1 e D3, que davam a impressão de “tela de plástico”, a tela do Moto E é firme e rígida. As respostas do touchscreen são instantâneas, 1:1.

MI: Apesar de não ter botões físicos na frente, o tamanho útil da tela não é prejudicado. Na verdade, a impressão que se tem é a de que a tela fica ainda maior, pois em várias situações, a área onde ficam as teclas virtuais é aproveitada, como por exemplo, para ver filmes ou tirar fotos.


TV Digital

MI: Funciona muito bem, desde que seja utilizado a pequena antena que acompanha o produto, que fica encaixada na saída do fone de ouvido. A utilização da TV sem o acessório somente foi possível no meu apartamento, que possui excelente cobertura de TV digital e está no 19° andar. Um detalhe que poderia ser melhorado, seria permitir que qualquer fone de ouvido funcionasse como antena de TV, mesmo usando o fone de ouvido, ainda é necessário usar a extensão que age como antena.

Tanto a tela, quanto os alto falantes cumprem bem a sua função para ver vídeos e/ou ouvir músicas.

Música & Vídeos

MP: O player padrão do aparelho é o Google Play Music (felizmente, o meu favorito). Ao importar minhas músicas, as tags e capas dos álbuns foram exibidas corretamente. A entrada de fone de 3.5mm funcionou muito bem com meus fones de ouvido. Os fones que acompanham o aparelho são exatamente os mesmos fones simples que acompanham o Moto G. Se você preza por qualidade do áudio, vai ter que utilizar o seu próprio fone ou adquirir um separadamente.

Se você é consumidor voraz de vídeo no smartphone, o Moto E sem dúvidas é uma boa escolha. A tela, com todas as especificações citadas anteriormente e o auto falante na parte frontal do aparelho são uma excelente combinação para assitir vídeos. YouTube e Netflix, por exemplo, funcionam perfeitamente e só reforçam o quão boa é a experiência de vídeo.


Câmera

MP: Se todos os outros aspectos do aparelho surpreendem, a câmera não é das melhores. Se a câmera do Moto G foi duramente criticada por não acompanhar o nível de qualidade dos demais componentes do smartphone, a do Moto E consegue acentuar ainda mais esse cenário. Sem câmera frontal, o Moto E possui apenas uma câmera traseira simples, sem flash e foco.

Fotos diurnas em ambientes externos com boa iluminação, podem até ter qualidade decente, mas não vão surpreender. Recursos como o HDR, mais atrapalham do que ajudam. Fotos noturnas, mesmo com iluminação adequada, costumam sair com ruídos e cores distorcidas. A ausência do flash também é um ponto negativo.

Mas o grande problema é a falta de foco. A câmera do aparelho não possui nenhum tipo de recurso para regular o foco das imagens, seja ele manual ou automático. Você não consegue tirar, por exemplo, fotos de objetos pequenos. Para se ter uma ideia, inseri uma imagem na galeria seguinte com um comparativo do foco das câmeras do Moto E e G.

Com resolução HD, os vídeos gravados no Moto E possuem as mesmas limitações de qualidade das fotos, mas o resultado pode ser bem decente dependendo da iluminação do local.

Confira algumas fotos feitas com o aparelho na galeira abaixo:

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MI: Pela câmera não possuir flash, as fotos ficam escuras quando há pouca iluminação no ambiente ou quando há sombras no objeto a ser fotogrado. Mas a câmera irá atender bem nas outras situações de uso, da mesma forma que o vídeo. Para uso casual, o desempenho é satisfatório, mesmo com as especificações modestas da câmera.


Dual Chip

MP: O sistema de gerência dos cartões SIM (popularmente chamados de chips) é o mesmo introduzido no Moto G. Antes de executar uma ação que exige o uso da rede (ao enviar SMS ou fazer uma ligação, por exemplo), uma janela pop up é exibida perguntando em qual SIM a solicitação deve ser concluída.

Dentro de configurações, há um menu dedicado exclusivamente para as opções multi SIM. Lá é possível configurar opções específicas para cada um dos SIMs, definir um preferido para conexão à rede de dados, outro para envio de SMS ou ligações e por aí vai. Nenhuma fabricante conseguiu criar um sistema de gerência multi sim tão eficiente e simples como o da Motorola.


Desempenho

MP: O grande trunfo do Moto E é o desempenho do dispositivo. A combinação hardware e sistema operacional limpo resulta numa das melhores experiências de uso dos dispositivos da categoria. Durante a semana de testes, não presenciei force closes ou travadas do sistema. Utilizo muitos aplicativos ao mesmo tempo, vários deles com conexão constante com a rede 3G e, sinceramente, não senti grandes diferenças de desempenho comparando ao meu smartphone atual, o Moto G. As diferenças só são sentidas em aplicativos que exigem muito mais do processamento multi núcleo, como editores de vídeo ou jogos pesados.

No quesito games, o Moto E também não decepciona. Rodei vários jogos, 2D e 3D e obtive resultados satisfatórios. Angry Birds (a série clássica), Angry Birds GO!, Malévola Free Fall, Dead Trigger 2, Meu Malvado Favorito: Minion Rush rodaram de forma fluída e sem problemas. Apesar do bom desempenho geral, games extremamente exigentes (em questão de processamento gráfico, principalmente) podem fazer o aparelho sofrer.

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MI: O desempenho foi satisfatório, mesmo com apenas 4 Gb de armazenamento, que são o suficiente para o uso que descrevi, comunicação com amigos, redes sociais, leitura de notícias e jogos eventuais com gráficos simples e online, pois dos 4Gb, apenas 2,1 Gb estão disponíveis para o usuário. Após a instalação dos aplicativos, sobrou apenas 800 Mb. Felizmente há a opção de expandir a capacidade de armazenamento com o uso de um cartão micro SD, que armazenará as fotos, vídeos, músicas e documentos.

Mas, quem gosta de jogos mais aprimorados vai encontrar barreiras: nem todos irão rodar adequadamente, já que a GPU é fraca e o espaço para armazenamento, limitado.


Bateria

MP: A capacidade e duração da bateria é outro fator que faz o Moto E se destacar na multidão. Com 1980 mAh, a bateria realmente aguenta um dia inteiro de uso moderado, com os dois chips ativos simultaneamente e conexão 3G. O Android 4.4.2 é um dos grandes responsáveis por essa economia, já que a mais recente versão do sistema operacional trouxe melhorias significativas no consumo geral de recursos de hardware.

MI: A bateria foi uma grata surpresa. Com o uso de 3G e sem qualquer tipo de aplicativo de economia de bateria, com todos os recursos do aparelho ativados, sincronizando 2 contas de e-mail, Twitter, Facebook, Instagram, Flipboard, QONQR, Ingress, Netflix, Crunchyroll, Swarm, Whatsapp, Telegram, etc, a duração média da bateria foi de 10h. No meu caso, isso significa que dá pra sair do carro de manhã com a bateria em 100% e voltar para ele com cerca de 8% de bateria restantes.


Veredito / Custo x Benefício

MP: O Moto E é, sem dúvidas, um dos aparelhos com melhor relação custo x benefício da categoria “smartphone de entrada”. Com preço justíssimo e desempenho satisfatório, o dispositivo é uma boa pedida para aqueles que querem ter o seu primeiro smartphone ou que estão insatisfeitos com seu Android básico atual. Se você precisa de câmera frontal e/ou uma câmera traseira razoável, é melhor investir um pouco mais e ir direto no Moto G.

MI: O custo x benefício é excelente, já que poucos aparelhos na mesma faixa de preço fariam o mesmo que o Moto E. Na minha opinião, é a escolha ideal para a maioria das pessoas que buscam um aparelho para se manter conectados e disponíveis para conversar com amigos, família e colegas de trabalho.

Então, só lembrando: o preço sugerido pela Motorola é R$ 599,00. Mas é possível comprar por R$ 527,12 em alguns sites como SubmarinoMagazine Luiza e Lojas Americanas que oferecem desconto para pagamento à vista com boleto bancário.


E você, o que achou do Moto E? Está interessado em um? Tem alguma dúvida? Participe da discussão utilizando a caixa de comentários aqui em baixo! 😉

 

código + música + coisas LGBTQ + gaming

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