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Review: Nintendo Switch é puro potencial

Ciência e Tecnologia

Review: Nintendo Switch é puro potencial

Nintendo Switch acaba de ser lançado internacionalmente; embora promissor, o console ainda tem muito o que provar

Review: Nintendo Switch é puro potencial

O Nintendo Switch é o que você quiser

O Nintendo Switch é puro potencial. Ao ser lançado junto de Legend Of Zelda: Breath of The Wild, esse pode ser um dos melhores lançamentos que a Big N já teve em relação ao que acompanha o videogame. A imprensa ao redor do mundo já vem jogando o console há algumas semanas e agora eles estão trazendo informações sobre o Switch.

Como bem sabemos, o videogame não está disponível no Brasil oficialmente ainda (embora exista maneiras de conseguir um), por isso o Showmetech não colocou as mãos nele ainda. Mesmo assim, gostaríamos de compartilhar com você, leitor, diversas impressões sobre o Nintendo Switch. Vamos lá?

Do começo

O Nintendo Switch é inovador. Ele acaba com a linha entre um device para casa e um videogame portátil. É possível levar Zelda para qualquer lugar e ter a experiência completa de um console. É possível jogá-lo na TV ou no “tablet” em apenas um clique, sem comprometer a experiência de maneira alguma.

O Switch é a grande aposta da Nintendo, que procura sucesso olhando os acertos do passado e buscando novos públicos no presente-futuro. Apesar da maré de azar, a Big N sempre foi genial, ainda mais se olharmos nos últimos dez anos. Um videogame portátil com duas telas (DS) e um console com sensores precisos (Wii) foram enormes sucessos e venderam juntos 100 milhões de unidades, tornando-os dois dos maiores hardwares de videogames vendidos de todos os tempos.

Junto disso, personagens exclusivos da empresa como Mario, Zelda e Metroid tornam toda a experiência de jogar um console da Nintendo especial.

Claro, apenas boas intenções não tornam as vendas de um aparelho em algo grande. Com o Wii U, de 2012, a Nintendo foi tão mal, que nem Super Smash Bros e Mario Kart 8 conseguiram salvar o console. Não só a Big N se deixou na mão, como os desenvolvedores de terceiros abandonaram o projeto Wii U – e por isso que o Switch tem tanto a provar.

Design

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Precisa dizer alguma coisa?

O Switch é lindo. Diferente do seu antecessor, tudo nele parece sólido e bem estruturado. Não me leve a mal, mas se pensarmos no Gamepad do Wii U e compararmos com o do Nintendo Switch, além de percebermos uma evolução absurda, é possível sentir que o novo console é um produto que você vai querer deixar em frente da TV.

Até o momento, os Joy-Con têm duas possibilidades de cor: preto e azul e vermelho neon. Em ambas as opções, o Switch ganha um visual único que é agradável de ver e ver os outros jogarem. A tela dele é de 6,2 polegadas, para um míope como eu, se ela fosse um pouco maior, é provável que ajudaria, mas para a maioria das pessoas é um tamanho bom.

Hardware e Software

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Eu consigo ouvir a música do Link daqui

O Nintendo Switch tem um processador customizado Nvidia Tegra SoC. Embora bem atrás dos seus competidores Xbox One e Playstation 4, processamento nunca foi um problema para Nintendo. Eu, particularmente, sempre fiz o paralelo da Nintendo com a Apple.

As especificações técnicas sozinhas não importam tanto, mas sim como o console/smartphone vai funcionar. Se o software trabalha bem com o hardware, qual o problema de ter “menos força” que o concorrente? Quando pensamos em Legend Of Zelda, o jogo roda perfeitamente no Switch. Os gráficos são bonitos, o jogo não trava e traz a melhor experiência de um videogame da Nintendo que você espera.

Vale a pena lembrar: o Nintendo Switch é um console para jogar jogos e só – por enquanto. A Nintendo não colocou Netflix nele, nem browser nem nada. O que nós consideramos falta de capricho, a Big N entende como “foco no que há de principal no produto”. De fato, a experiência de usar o Switch é única, mas não poder assistir nem House Of Cards nele. É sério isso?

Memória interna

O Switch vem com 32GB de memória interna, mas na verdade, apenas 25GB estão disponíveis, o que é absurdo para quem pretende comprar jogos pela Nintendo eShop. Só o Zelda ocupa 13GB, o que já leva embora metade do armazenamento interno. Ou seja, a Big N vai fazer questão que você compre um cartão SD para seus outros jogos. Gastando um dinheiro a mais, um memory card de 128GB deve ser o suficiente para a maioria dos jogadores.

Jogos

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Alguns dos jogos que estarão disponíveis ao longo do ano

O console não vem com nenhum jogo junto com ele, o que é uma pena, pois além de desembolsar U$300 com o videogame, ainda é preciso desembolsar mais com o cartão de memória e com jogos. Até mesmo o básico 1-2 Switch custa u$50. Muito mais do que realmente vale.

Se pensarmos que o jogo chamariz é Zelda, ok, temos um dos maiores lançamentos da história de consoles e jogos da Nintendo, mas se pegarmos outros lançamentos, são muito mais fracos. Além do jogo principal, estou animado para jogar I am Setsuna1-2 Switch (mas só se viesse em um bundle) e um pouquinho de Bomberman.

De resto, fico esperando pelos grandes lançamentos como Mario Kart 8 Deluxe, Super Mario Odyssey, Splatoon 2, FIFA 18 e Disgaea (que não é um lançamento grande, porém ansioso). Ao longo do ano, a Nintendo pretende lançar mais 60 jogos indies, além de outros games de terceiros.

Joy-Con

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Conheça os Joy-Cons

Os controles do Switch são um upgrade dos controles do Wii. Da mesma maneira que eles revolucionaram pelo sensor de movimentos (e toda aquela coisa legal do Wii Sports), o Joy-Con é tudo o que você quiser e um pouco mais. O primeiro ponto positivo para ele vem pelo fato de valer por dois.

Dentro da caixa vem dois Joy-Con que ou grudam na lateral do Switch, ou você usar em uma base ou você dá um lado para um amigo e o outro você usa. Essas são as três maneiras de jogar com o controle da Nintendo.

Eles também possuem leitor de NFC para Amiibo, sensor de movimento e uma tecnologia de som e vibração que você sente como se estivesse contando cubos de gelo caindo em um copo. É genial. A melhor maneira para testá-los é com o 1-2 Switch.

Considerações finais

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Não coloque esse cartucho na boca

O Switch promete ser um grande console e reviver o melhor da Nintendo. O futuro da empresa, praticamente, depende de quão bem recebido o console for. Se tudo der certo, é provável que daqui alguns anos ele se torne tanto o console como o videogame de mão da empresa.

Será nele que jogaremos os jogos principais da franquia de Pokémon e ao mesmo tempo o melhor dos Zeldas. Mas enquanto precisamos esperar, você precisa saber que: o Switch não tem retrocompatibilidade. O que você jogou no Wii e no Wii U não é possível passar para o novo console. Inclusive, os jogos estão em cartuchos, mas cartuchos que não são compatíveis com o 3DS e vice-versa.

Ah, também nunca tente colocar um deles na boca, segundo a imprensa, eles têm gosto de inseticida para que crianças não engulam a peça por acidente.

Especificações técnicas

  • 6.2-polegadas, 720p LCD touchscreen
  • Processador: Nvidia Tegra SoC
  • 32GB de armazenamento interno, expansível por cartão microSD
  • 802.11ac Wi-Fi
  • Bluetooth 4.1
  • Porta USB-C no tablet
  • Duas portas USB 2.0 e uma porta USB 3.0 no dock
  • HDMI
  • 4,310 mAh bateria de ion-lítio que dura até seis horas
  • 9.41 x 4.02 x 0.55 polegadas (tablet)
  • Preço: $299.99

O que você achou do Nintendo Switch? Pretende comprar um? Deixe o seu comentário aqui embaixo!

Fontes: The Verge e Wired

 

 

Nintendo Switch

Nintendo Switch
8.4

DESIGN

10/10

    HARDWARE & SOFTWARE

    8/10

      MEMÓRIA INTERNA

      6/10

        JOGOS

        9/10

          JOY-CON

          10/10

            Pros

            • Jogo de estreia: Legend Of Zelda
            • Videogame de mesa e de mão
            • Joy-Con permite que você jogue com um amigo
            • Tablet dura até seis horas

            Cons

            • Poucas opções de jogos
            • Não vem nenhum jogo com o console
            • Não tem aplicativos como Netflix (ainda)
            • Pouca memória interna
            • Não tem resolução 4K

            21 anos, paulistano e jornalista formado pela Cásper Líbero. É editor do Showmetech desde 2015, escrevendo sobre o que há de mais importante no mundo da tecnologia | @joseadorno

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