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Quantum-Go (14)

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Review Quantum Go: desenhado e produzido no Brasil

Veja os pontos positivos e negativos do Quantum Go, o smartphone desenhado e produzido no Brasil nessa análise.

Quantum-Go (14)

Inspirados no modelo de negócios de chinesas como a Xiaomi, a Quantum surge como uma promessa de fabricante de smartphones do Brasil. Assim que anunciaram a chegada do primeiro smartphone, houve uma pequena confusão sobre a origem da marca, que foi atrelada a Positivo.

Na verdade, eles só utilizam a infraestrutura de fabricação e assistência da Positivo, mas se trata de uma companhia independente. O Quantum Go chegou com especificações acima da média para o preço e design elegante. Passei as últimas semanas com ele e abaixo deixo as minhas impressões:

Layout e Acabamento

Costumo dizer que não dá para exigir muito do acabamento de um smartphone de entrada e até mesmo dos intermediários. O Quantum Go vai na contramão, oferecendo elegância e boa construção, com algumas exceções. De cara, dá para notar que ele se parece bastante com os smartphones da Sony, principalmente com o Xperia Z3. Bordas ligeiramente arredondadas, que são de plástico mas passam a sensação de ser de metal. A sensação que fica é de um celular mais caro do que realmente é, justamente pelo seu acabamento.

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A traseira de vidro com proteção Gorilla Glass é um dos pontos altos; ela reflete a luz e cria um efeito elegante junto da marca “Q”. O aparelho possui apenas 6,5 mm de espessura e pesa apenas 115 gramas. A câmera fica posicionada na extrema esquerda e não é difícil sobrepô-la com os dedos na hora de tirar uma foto.

No lado esquerdo ficam os botões power e de controle de volume, que passam a sensação de estarem soltos – apesar disso, o “clique” é bem claro – e a entrada para o cartão microSD. No lado direito, a entrada para os cartões SIM marca presença. Acima há a entrada microUSB e o plug para fones de ouvido. Na parte de baixo, duas grades que são a sensação de que ele é estéreo. Decepção, já que uma abriga o alto-falante e a outra o microfone.

A parte frontal é minimalista, mas a tela de 5 polegadas poderia ocupar melhor o espaço, principalmente na parte inferior, onde sobra um grande vazio. A última ressalva quanto à construção do Quantum Go é o cuidado que o usuário precisa ter ao deixá-lo em superfícies com o mínimo desnível: esse celular escorrega facilmente – na mão, ele encaixa bem, o problema é sobre as mesas.

Tela

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Um smartphone com tela de 5 polegadas e resolução de 1280×720 pixels (294 pixels por polegada) tem tudo pra receber elogios nesse quesito. Não é bem o que acontece com o Quantum Go. O problema não são os números em si, mas a tecnologia utilizada no display: AMOLED.

Não que a tela seja horrível, mas faltou acertar a mão na saturação das cores. Além disso, em em textos muito pequenos e em alguns ícones os pixels são evidentes. Há lados positivos, como o preto profundo e o brilho decente, principalmente de baixo do sol.

Entre as configurações de tela do dispositivo há um app chamado chamado MiraVision, da Mediatek, que permite colocar um modo “Vívido” com cores gritantes ou num modo personalizado, onde podemos puxar o contraste, saturação e temperatura de cor para baixo, melhorando o desconforto das cores extremamente chamativas.

Velocidade e desempenho

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A tela decepciona, mas o desempenho do Quantum Go não. O aparelho conta com o processador Mediatek MT6753 octa-core rodando a 1,3 GHz combinado com uma GPU Mali-T720 e 2 GB de RAM. Isso é o suficiente para ele lidar com todas as situações de exigência e uso intenso. O multitarefa não deixa na mão, mesmo em tarefas pesadas; até mesmo em jogos ele lidou bem com a transição de aplicativos, sem a necessidade de recarregá-los. As animações também correm muito bem.

Sistema

A Quantum parece ter olhado com carinho o trabalho feito pela Motorola e decidiu deixar o Android puro. As alterações no sistema são mínimas, apesar de desnecessárias. Ícones de aplicativos como os “Contatos”, “Telefone” e “Mensagens” foram modificados, há também o desnecessário “DashCam” que tem a proposta de uma câmera veicular. Completam os aplicativos pré-instalados uma solução de Backup e Restauração, Gerenciador de arquivos, Gravador de som, Música e Selfie.
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O smartphone conta com TV Digital, que funciona de forma ligeiramente diferente do que estamos acostumados. Normalmente, coloca-se a antena no plug do fone de ouvido, mas o Quantum Go vem com um acessório que é encaixado na porta microUSB. Os canais são sintonizados em 1-Seg (320×240 pixels), então não espere por muita qualidade.

O gerenciamento dos dois chips é bem parecido com aquele que encontramos nos aparelhos da Motorola. A diferença é que os dispositivos da concorrente conseguem identificar a operadora do número discado e apontar a opção que deverá sair mais em conta.

Câmera

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A câmera surpreende nas especificações: o sensor da câmera traseira possui 13 megapixels e abertura f/2.0. Na teoria, isso é o suficiente para capturar boas fotos na maioria das condições de iluminação. O Go repete o que a maioria dos aparelhos intermediários fazem: fotos boas ou medianas em ambientes bem iluminados e fotos com muita granulação a noite. O problema aqui quando falta luz não é apenas a qualidade das imagens, mas também a dificuldade que o smartphone tem para se ajeitar com o foco, além da velocidade do obturador, que acaba causando fotos tremidas.

A câmera frontal de 5 megapixels não surpreende. O sensor não entrega tantos detalhes e fica a sensação de que são menos megapixels do que o prometido.

Duração da Bateria

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A autonomia de bateria do Go é razoável. Os 2300 mAh não fazem feio, mas não superam concorrentes como o Moto G. Utilizando o aparelho na maior parte do tempo em conexão com dados móveis, navegando e consultados emails frequentemente, trocando mensagens e escutando música no Spotify por várias horas, alcancei 9 horas de uso, com 15% da bateria restante. Em dias menos intensos, conectado ao Wi-Fi a maior parte do tempo, chegou a ficar longe da tomada por 15 horas.

Preço e disponibilidade

O Quantum Go só é vendido na própria loja da Quantum, online. O modelo de negócios é o mesmo adotado pela Xiaomi. Mas ciente de que o consumidor brasileiro gosta de pegar no produto antes de comprar, eles montaram nas maiores cidades do Brasil alguns quiosques onde é possível dar uma mexida no smartphone. Há alguns modelos do aparelho disponíveis:

  • O modelo mais básico conta com 16GB espaço interno e suporte ao 3G, custando R$ 699,00 à vista;
  • A opção com 32 GB espaço interno e suporte ao 3G, custa R$ 799,00 à vista;
  • O modelo top possui 32 GB espaço interno e suporte ao 4G, por R$ 899,00 à vista;

Conclusão

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O smartphone desenhado e produzido no Brasil faz bonito. Por um preço baixo, entrega ótimas especificações. Há um escorregão aqui e outro ali, mas no geral, é um aparelho que atende as expectativas de quem está procurando um mid-end. A concorrência, que inclui o Zenfone Go e o Moto G de 3ª geração, oferecem menos potência por mais dinheiro – ao mesmo tempo que possuem outras qualidades.

Para aqueles que estão procurando um aparelho com bastante espaço de armazenamento, suporte à conexão 4G e bom desempenho, o Quantum Go precisa estar na lista de opções. E para aqueles que são exigentes com a câmera e com a tela, vale a pena ter cautela.

E como a Quantum é uma empresa nova, ficam algumas questões no ar: será que as atualizações vão chegar rapidamente? E o pós-venda e assistência técnica, vão atender as demandas do mercado? Com o tempo teremos essas respostas.

Galeria de Imagens

Especificações Técnicas

  • Processador: MediaTek MT6753 octa-core de 1,3 GHz;
  • Memória RAM: 2 GB;
  • Tela: AMOLED de 5 polegadas com resolução de 1280×720 pixels (294 ppp) e proteção Gorilla Glass 3;
  • Câmera: 13 megapixels, autofoco, flash LED;
  • Câmera frontal: 5 megapixels;
  • Bateria: 2300 mAh;
  • Conectividade: 3G, 4G (opcional), Wi-Fi 802.11n, GPS, Bluetooth 4.0, USB 2.0, rádio FM, TV digital 1-Seg;
  • GPU: Mali-T720;
  • Memória externa: suporte para cartão microSD de até 32 GB;
  • Memória interna: 16 GB ou 32 GB;
  • Dimensões: 145 x 71,5 x 6,5 mm;
  • Peso: 115 g;
  • Sensores: acelerômetro, proximidade, bússola;
  • Plataforma: Android 5.1 Lollipop.

19, estudante de Comunicação e Multimeios na PUC-SP. Curioso e apaixonado por tecnologia, escreve sobre o tema há cinco anos.

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