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Review: Motorola RAZR i – A aposta da Intel

O Motorola RAZR i é um smartphone mid-end (mediano), ou seja, não está aqui para competir com o Galaxy SIII, da Samsung, ou o iPhone 5 da Apple. Lançado em setembro deste ano, o aparelho traz uma sensação diferente e inusitada. Sua tela ocupa mais de 80% da parte frontal do aparelho, dando a impressão de que se está segundando apenas um pedaço de tela, sem bordas…

Smartphones com sistema Android e processador Intel não são novidade. Fabricantes como a ZTE, Lenovo e Lava possuem seus modelos. Porém, o RAZR i é a primeira aposta feita com esse tipo de aparelho por uma grande empresa de telefonia – a Motorola – e a Intel, com alcance mundial.

O Motorola RAZR i é um smartphone mid-end (mediano), ou seja, não está aqui para competir com o Galaxy SIII, da Samsung, ou o iPhone 5 da Apple. Lançado em setembro deste ano, o aparelho traz uma sensação diferente e inusitada. Sua tela ocupa mais de 80% da parte frontal do aparelho, dando a impressão de que se está segundando apenas um pedaço de tela, sem bordas.

O aparelho faz parte da linha 2012 da Motorola, que inclui também o RAZR M, lançado nos EUA no mesmo mês. A única diferença entre os aparelhos é o processador (o RAZR M usa processador dual-core de 1.4GHz e o RAZR i usa um Atom single-core de 2GHz, da Intel).

HARDWARE E ACABAMENTO

A primeira boa impressão quando se está com o RAZR i é quanto ao tamanho e peso. Ele consegue ser mais leve que o Lumia 800, e do mesmo tamanho. Seu design, característico da linha RAZR, traz a sensação de solidez, mesmo tendo plástico ao invés de alumínio em seu acabamento. Na parte traseira, o Kevlar, marca registrada da linha RAZR.

Com processador Intel Atom Z2460, single core de até 2GHz e GPU PowerVR SGX540, o aparelho é fluido e responde muito bem ao toque. Seu processador, mesmo sendo single-core, simula a existência de dois núcleos, para que não se sinta entraves, mesmo em games. Com 1GB de memória RAM e 8GB internos (sendo apenas 5.4GB disponível para o usuário) o aparelho dá a possibilidade de expandir a memória através de um cartão microSD de até 32GB. Dentre os aparelhos medianos, o RAZR i possui a maior e, em minha opinião, a melhor tela. São 4.3 polegadas, com resolução qHD (960×540) e tecnologia Super AMOLED. A tela possui um brilho muito bom e sem tons opacos, característico de celulares como o Motorola Atrix e Milestone 3. Mesmo assim, se olharmos de perto, é possível ver os pixels da tela:

Além da tela, na parte frontal há apenas o microfone, a câmera para videoconferências, o led e os sensores:

No lado direito, o controle de volume, power e – finalmente – um botão dedicado à câmera, que a ativa mesmo com a tela bloqueada:


Do lado esquerdo, apenas a entrada microUSB, a entrada para microSD e microSIM ficam aí também, cobertas por uma tampa:

 

Atrás, é possível ver a logo da Intel, câmera e auto-falante:

Ao lado de um Lumia 800, é possível perceber o quanto o RAZR i é pequeno e fino. A Motorola fez um bom trabalho ao colocar uma tela do tamanho da presente no primeiro RAZR num aparelho com apenas 122.5mm de altura e 8.3mm de espessura, com 126g. No bolso, é quase imperceptível: 

A QUESTÃO DO SOFTWARE E A INTEL

O RAZR i roda o Android Ice Cream Sandwich (4.0.4). Se me perguntar se ele é rápido, sim, ele é. A Motorola arrancou o Motoblur ou Motocast e optou por uma customização mais leve – e útil. Há apenas alguns widgets, um acesso às configurações básicas e um modelo de gerenciamento de telas muito útil.

Dentre as alterações úteis da Motorola, um menu dedicado a aplicativos mais usados, a tela de bloqueio, que conta também com acesso às mensagens e à lista de chamadas. Notificações nos SMS e e-mail corporativo, semelhantes ao iPhone. Por questão de gosto, não sou fã do excesso de cor que a Motorola pôs no RAZR i. Seus widgets são simples e úteis. O grande destaque entre os aplicativos ainda é o SmartActions, lançado pela empresa junto ao RAZR (prints das telas).

Não tive problemas com o processador. Nenhum aplicativo me deixou na mão, nenhum atraso no período que fiquei com o aparelho. Porém, o aparelho esquenta na parte traseira com o passar do tempo, com o uso um pouco mais puxado. A multitarefa neste modelo está realmente presente, semelhante à presente no Android puro, e passar de um app para outro é muito rápido.

CÂMERA E MULTIMÍDIA

Separo a câmera do RAZR i por três pontos específicos: captura normal, com HDR e múltiplas fotos. Sem o HDR, a câmera do RAZR i é como qualquer câmera de smartphone, ou melhor, como qualquer câmera de smartphone Motorola: com muito ruído e imagens apenas satisfatórias em condições ideais. Com o HDR ativado, a qualidade melhora significantemente. Em relação às múltiplas fotos, é possível tirar 10 fotos por segundo com o aparelho, mas não muita qualidade. Compare, abaixo, algumas fotos tiradas com HDR (esquerda) e sem HDR (direita):

As configurações da câmera não são completas. Nela, senti falta dos modos panorama e macro. Mesmo assim, o foco automático auxilia muito em fotos com proximidade:

Mas, como nem tudo são flores….

Quando se fala em gravação de vídeos, o RAZR i foi decepcionante. Os vídeos gravados do aparelho, mesmo em 1080p com 30fps, são opacos e sem foco. Em contrapartida, há a opção de dar zoom durante a gravação. Veja vídeo abaixo:

Já para reprodução, a experiência é excelente. A tela se preenche com o vídeo, o som é razoavelmente alto e a qualidade do auto-falante está na média dos demais smartphones desta classe. Vídeos em 720p não são problema para o aparelho:

BATERIA:

Por possuir uma bateria de 2000mAh, o RAZR i promete resistir a um dia inteiro de uso normal. Resolvi testá-la de maneira mais “intensa”. O utilizei como roteador WiFi com o meu tablet, um Eee Pad Transformer, 3G e GPS conectados o dia todo, redes sociais (Facebook, Twitter, Pinterest e Instagram) com upload de fotos, aproximadamente 30 minutos de vídeos e navegação GPS pelo Google Maps (não uso músicas por culpa do meu iPod). Nesse ritmo, o RAZR i aguentou praticamente 7 horas. Em uso moderado, é possível chegar ao fim do dia com mais de 25% da bateria ou mais. Nota importante: esse é o primeiro smartphone a aguentar todo este tempo comigo. 🙂

CONCLUSÃO

Há muitos motivos para se indicar o RAZR i. O desempenho da bateria, o conforto de uso e a qualidade da sua tela são os pontos mais marcantes. A câmera deixaria a dúvida, mesmo com o HDR melhorando – e muito – a qualidade das fotos. Ainda, para deixar o usuário mais experiente com receio, temos que citar o processador da Intel, o primeiro de sua geração. Só o tempo dirá se ele será um sucesso de vendas, e pode haver dificuldades para as atualizações. No mais, a Motorola prometeu o Jelly Bean para o início de 2013 (será que a gente acredita?), o que poderia melhorar ainda mais o desempenho deste mid-end.

Termino dizendo que o Razr i é fluido, rápido e muito bonito, tanto em design quanto em customização. Até o fechamento deste review, posso afirmar que ele é o melhor smartphone intermediário do mercado brasileiro.

"There was a young lady named Bright Whose speed was far faster than light; She set out one day In a relative way And returned on the previous night."

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