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Review: Samsung Galaxy Camera (GC100)

Como vocês puderam acompanhar fiquei durante um tempo com a Samsung Galaxy Camera (GC-100) e pude testar uma grande quantidade de recursos que este equipamento tem. Agora, é a minha vez de contribuir com este review que, além de apresentar os pontos positivos e negativos desta câmera, está cheio de dicas de fotografia para quem quer saber como tirar fotos cada vez melhores…

Como vocês puderam acompanhar, fiquei durante um tempo com a Samsung Galaxy Camera (GC-100) e pude testar uma grande quantidade de recursos que este equipamento tem. Agora é a minha vez de contribuir com este review que, além de apresentar os pontos positivos e negativos desta câmera, está cheio de dicas de fotografia para quem quer saber como tirar fotos cada vez melhores.  😉

A Samsung anunciou esta câmera pouco depois da Nikon lançar a primeira câmera rodando Android, a Nikon Coolpix SB800c, que iniciou suas vendas em setembro de 2012. A concepção desse equipamento tem um objetivo principal: gerar uma maior interação social, aproveitando-se da experiência da empresa sul-coreana na produção de dispositivos com Android e evolução de sua linha de câmeras digitais.

O modelo de Galaxy Camera comercializado no Brasil conta com conectividade 3G (cartão Micro-SIM) e WiFi e é equipada com a versão 4.1 (Jelly Bean) do sistema Android. Ao final do post, você poderá acompanhar um resumo das informações que irei descrever aqui.

Imagem:

Em termos ópticos, conta com um sensor de 16.3 megapixels e uma lente com 21x de ZOOM equivalente à uma lente 23-483mm em uma câmera DSLR Full Frame, estabilizador de imagem, grava vídeos em 1080p à 30 quadros por segundo com uma tela de 4.8 polegadas.

Para a visualização das imagens, conta com uma tela touchscreen capacitiva com resolução de 720 x 1280 pixels (com ~306ppi pixels de densidade), que permite uma visualização razoável do que está sendo fotografado mesmo em situações externas com sol.

Apesar de saber que é um recurso que cada vez mais entra em desuso em câmeras compactas, senti MUITA falta de um viewfinder (recurso presente em praticamente todos os equipamentos da categoria Ultra Zoom).

Para quem não sabe, viewfinder é aquele visor pequeno que você usa para tirar fotos, semelhante ao que existia nas câmeras do passado (onde você tem que encostar o rosto na câmera para ver o que está sendo fotografado). Existem duas situações que este recurso tem GRANDE utilidade. Uma é em condições de muita luz como, por exemplo, fotos na praia ao meio-dia. Outro uso é em fotos com pouca luz pois com ele é possível encostar a câmera no rosto aumentando a estabilidade da mesma evitando ainda mais que a foto não saia tremida.

Estão presentes ainda os ajustes de ISO entre 100 e 3200. Obviamente, quanto maior o ISO, maior será o ruído na imagem. Se você precisa tirar uma foto em um ambiente escuro, recomenda-se SEMPRE, independente da câmera, evitar um ISO alto e aumentar o tempo de captura, neste caso é sempre bom ter um tripé ou uma base de apoio por perto.

Bateria:

Este ponto foi um dos pontos mais delicados que encontrei no equipamento. A Galaxy Camera possui um processador Cortex-A9 (quad core de 1.4GHz) com GPU MALI, idêntico ao que equipa o smartphone Galaxy S III. Enquanto o smartphone vem com uma bateria de 2100 mAh, a Galaxy Camera, por motivo inexplicável, veio acompanhada de uma pequena bateria de 1650mAh. No teste mais pesado, com envio de fotos na mesma hora em que eram tiradas, consegui fazer o envio de aproximadamente 50 fotos e a bateria durou apenas 4 horas. Considerando que não há uma restrição de peso tão grande neste tipo de equipamento (se comparado à um celular) acho que pesaria muito na decisão, produzir com uma bateria de, por exemplo, 3000mAh ou mais! Bola fora, Samsung.

Em câmeras com muito zoom, como a GC100, o aumentar e diminuir o zoom é um recurso que acaba por consumir uma grande quantidade de carga da bateria. E, todas as vezes que você vai compartilhar uma foto recém tirada com WhatsApp ou Facebook, por exemplo, ao definir o aplicativo a lente é fechada (como se você estivesse desligando a câmera), o aplicativo é aberto, você envia a foto e a lente é reaberta.  Uma personalização de software poderia reduzir o consumo de energia fazendo com que, se você tira uma foto, abra a galeria e a foto seja compartilhada com a lente se mantendo aberta. Assim, quando você terminasse o compartilhamento daquela imagem, poderia voltar a tirar fotos sem desperdiçar tanta bateria.

Personalização Samsung:

Este é um ponto que não considero nem positivo, nem negativo. Em termos de interface, a câmera vem com o TouchWiz da Samsung, que nem todos gostam. A interface é fluida e em nenhum momento do teste apresentou lags, mesmo com quase 100 programas instalados e diversos serviços rodando – sim instalei todos os programas (inclusive os jogos como o Asphalt 7) na câmera. Por sinal, como era de se esperar, não é algo confortável usar o acelerômetro em jogos de corrida.

A personalização do app da câmera é bem interessante e torna o processo de colocar efeito como sépia, HDR, entre outros, extremamente fácil. O modo de seleção de cenas possui muitas opções (14 modos), algumas já presentes no Galaxy S III, como: macro, a escolha da melhor foto e o burst, onde até 20 fotos são tiradas em um intervalo de tempo pequeno, aproximadamente 4 segundos. Outro recurso é o detecção de face e de sorrisos, que identifica se as pessoas estão sorrindo e, caso estejam, tira a foto.

Armazenamento:

A câmera vem com armazenamento interno com aproximadamente 4GB livres para uso imediato, fornecendo mais uma vantagem comparativa à modelos semelhantes de outros fabricantes, que exigem a compra de um cartão de memória. Além do armazenamento interno, é possível expandir sua memória via cartão de memória do tipo MicroSD de até 64GB.

Tempo para ligar:

Como todo sistema operacional, leva-se um tempo para ligar a câmera. Neste ponto, é recomendável que a câmera sempre permaneça em stand-by, como nossos aparelhos celulares, se você não quiser perder um precioso momento. Nesta situação, para tirá-la do stand-by basta pressionar o botão de tirar fotos, que ela já abre o aplicativo da câmera, “expulsando” a lente para tirar a foto em um tempo curto (menor inclusive que o tempo de ligar a maioria das câmeras Ultra Zoom de outros fabricantes).

O tempo para ligar também está diretamente relacionado à quantidade de aplicativos e serviços que rodam na câmera. Para obter um tempo menor deve-se manter somente os aplicativos necessários e relacionados à fotografia e redes sociais instalados.

Uso profissional da câmera:

Uma grande possibilidade que ressalto é o possível uso da câmera para fotojornalistas. Em situações em que o fotojornalista precisa publicar rapidamente uma imagem, se o ambiente a ser fotografado permitir, utilizar a GC100 se mostra uma opção bem interessante.

O Photoshop Touch é um programa com uma boa quantidade de recursos permitindo ao fotógrafo fazer a edição da imagem dentro da câmera e enviar para a redação em um intervalo muito curto de tempo, podendo com isso permitir ao veículo em que trabalha ser o primeiro a ter a notícia publicada.  Para quem trabalha com reportagem sabe o valor que isto tem!

Outros aspectos:

Chamadas e Mensagens: apesar de conectar um chip do tipo Micro-SIM, a Galaxy Camera não possui módulo para fazer ligações. No entanto, foi possível receber as mensagens de chamadas perdidas enviadas pela operadora. Não testei se seria possível enviar mensagens, mas a princípio não vejo nada que impeça.

Hangouts do Google: um uso que pode perfeitamente ser feito é a transmissão de pequenos eventos via Hangout, o serviço de vídeo-conferência e gravação ao vivo do Google. Como a GC100 tem uma qualidade fantástica, seria possível ter algumas câmeras fazendo uma transmissão pelo YouTube ao vivo, com custo relativamente baixo se comparado a outras soluções do gênero. Um ponto negativo é que, durante o Hangout, não é possível controlar o zoom da câmera.

Tempo de Disparo e Flash: o tempo para carregar o flash após tirar uma foto é de aproximadamente 5 segundos. Sem utilizar o flash ou o modo burst, a GC100 leva em torno de 1.5 segundos para estar disponível para você novamente.

Transferência de Arquivos: a velocidade de transferência de arquivos via USB foi boa, com taxas próximas (segundo o Windows) de 7 MB/s (~3 fotos por segundo).

Conexão 3G: particularmente, sempre que viajo ao exterior corro atrás de um chip com internet 3G para manter a comunicação com a família seja via Viber, Skype, WhatsApp. Nestes momentos, a Galaxy Gamera também se mostra uma boa companheira para a viagem, permitindo vídeo chamadas. Assim poderia deixar meu aparelho celular no Brasil e levar apenas a câmera para a minha comunicação. Ainda, seria interessante se pudesse ter uma pequena lente traseira (junto com a tela) que pudesse ser usada nas vídeos chamadas. Fica a sugestão para a Samsung.

Prós:

  • possibilidade de compartilhar as imagens logo após tirar as fotos,
  • programação de backup das imagens com programas, por exemplo, Dropbox (quando compra a câmera você ganha 50gb em espaço na nuvem),
  • recebimento de SMS na câmera,
  • tamanho e resolução da tela,
  • possibilidade de usar em vídeo-chamadas,
  • expansão da memória interna via microSD.

Contras:

  • durabilidade da bateria menos de 4 horas de uso pesado, compartilhando ~50 fotos,
  • preço.

Atualização em 13 de maio: O preço da Samsung Galaxy Camera nas lojas de varejo é de R$ 2.199,00.

Para finalizar, seguem as galerias de fotos do aparelho e testes realizados:

Fotos tiradas com a Galaxy Camera:

 Fotos do aparelho:

Dúvidas? Sugestões? Informações adicionais? Deixe seus comentários nos campos abaixo.

Aficionado por todo tipo de tecnologia, Leandro Marino é estatístico e fotógrafo. Apaixonado por Android desde 2010, é também usuário Windows e Linux (Ubuntu) e ex-usuário de iOs. Co-responsável pelo hangout "Fala, Android!", periodicamente publicado no YouTube.

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