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Review: Vivaldi, o novo browser do criador do Opera

Surge outro desafiante para a Guerra dos Browsers, do mesmo criador do Opera, Jon Von Tetzchner: conheça o Vivaldi!

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A Guerra dos Browsers é liderada por quatro gigantes: Chrome, Internet Explorer, Firefox e Safari. No meio desses, o Opera é um dos poucos que consegue, desde a década de 90, resistir aos grandes, um Davi contra quatro Golias. Agora, outro desafiante, criado pela mesma pessoa que fez o Opera, Jon Von Tetzchner, aparece no campo de batalha: conheça o Vivaldi.

Apesar do mercado já ser apertado, Tetzchner acredita que o Vivaldi pode conquistar seu espaço. Para ele, o Opera perdeu o caminho. Em 2013, a versão 15.0 do navegador abandonou a engine Presto, criada pela própria empresa, e adotou a Blink, da Google. No mesmo ano, a Opera anunciou também que encerraria sua comunidade virtual para usuários. Foi aí que Tetzchner começou seu novo projeto, criando o Vivaldi.net, um site para os órfãos do My Opera, com fórum, blogs e e-mail, usado principalmente por programadores que não querem propagandas e vigilância constante. Agora, no final de janeiro, o projeto deu mais um passo, com o lançamento do browser Vivaldi.

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O fundador do Opera e do Vivaldi, Jon Von Tetzchner

É curioso, porém, notar que o Vivaldi não tem uma engine própria, um dos motivos que levaram à criação do navegador. Porém, com uma equipe técnica de apenas 18 pessoas – metade delas vindas da Opera – a escolha foi de não investir tempo e dinheiro na criação de uma nova engine de rendering, mas sim em fazer a melhor interface de usuário para uma já existente, no caso, usando a mesma Blink que o Opera adotou.

Segundo o site de ranking W3Counter, o Chrome domina o mercado de browsers, com 43% do uso de navegadores em desktops em janeiro de 2015. Na sequência, IE, com uma fatia de 17,2%, e quase empatados, Safari e Firefox, com 15,2% e 15,1%, respectivamente. O Opera aparece em quinto, com apenas 3,1% do mercado. Tetzchner sabe que não terá uma grande base de usuários, mas diz que há um nicho para um novo navegador. Ele afirma que existem mais de 20 milhões de usuários que ainda hoje estão usando o Opera 12, anterior ao abandono do Presto em 2013 (o número 13 foi pulado na sequência de versões, e o 14 referia-se à uma versão para Android). O Vivaldi, segundo ele, é voltado para este tipo de usuário, que quer mais do seu navegador. Ele acredita que os concorrentes estão se tornando muito semelhantes e, principalmente, mais simples, sem ferramentas úteis.

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De fato, ao usar o Vivaldi é possível ver algumas ferramentas novas interessantes. Uma das principais é a de “empilhar” abas. Quando se está com muitas abas abertas de uma única vez, é ótimo para organizar o uso. Você pode empilhar manualmente, arrastando uma aba para cima da outra, ou de forma automática, por páginas semelhantes. Além da organização, o Vivaldi também tem outra ferramenta inovadora que permite fazer anotações diretamente no navegador, inclusive tirando screenshots da tela e lembrando para você em qual site foi feita a nota. É possível ver também ferramentas antigas do Opera, como o Speed Dial, que apresenta uma série thumbnails de páginas escolhidas pelo usuário e que podem ser organizadas em pastas diferentes. Fazendo bom uso da comunidade estabelecida no Vivaldi.net para receber feedbacks, a maioria dos pedidos envolve a volta de outras funções do Opera 12, principalmente no que diz respeito à personalização. Os comandos de navegação pelo teclado do Vivaldi, por exemplo, já possuem esta vantagem em relação à concorrência. Além das ferramentas, o navegador também tem grande atenção aos detalhes visuais. As abas mudam de cor para uma experiência mais “harmônica” com o tema do site visitado, e você pode coloca-las em outras posições que melhorem a visualização.

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Mesmo para uma versão “beta”, o Vivaldi é um navegador redondo. Faltam algumas funcionalidades, mas a velocidade do navegador é ótima, ficando bastante próxima da medida no Google Chrome sob as mesmas condições. O teste foi feito três vezes, usando a ferramenta Peacekeeper, apenas com o navegador aberto na página do medidor. Na média, o Vivaldi ficou atrás do Chrome por menos de 2 fps (frames per second, ou quadros por segundo), com 161,90 fps contra 163,38 fps, algo que dificilmente seria notado pelo usuário.

Em versões futuras, a equipe quer acrescentar ao browser funções de e-mail, extensões, navegação espacial usando apenas o teclado e sincronização. Infelizmente a versão mobile ainda está em desenvolvimento, e Tetzchner garantiu que ela só irá sair quando estiver de fato pronta. Por enquanto, apenas os usuários de Windows, Mac e Linux, e como um preview técnico, que já está na sua segunda versão, com apenas duas semanas de lançamento. A comunidade já se adiantou, e um usuário lançou uma tradução não-oficial para o português, que você pode conferir aqui.

Teste o Vivaldi você também e conte para nós o que achou do novo navegador. Ele pode encontrar seu lugar ao sol ou está fadado ao esquecimento como outros?

Fontes: Reuters / CNET

Jornalista por profissão, geek por natureza, autodidata por curiosidade mesmo. Aprendendo e escrevendo sobre tecnologia desde que mexeu no primeiro 486 da família, está no SMT desde 2015.

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