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Sony pode vender a divisão de baterias

Sony estaria pensando em vender sua divisão de baterias para se dedicar ao mercado de smartphones, tablets e consoles.

Sony pode vender a divisão de baterias

Sabe quando a IBM decidiu que computadores pessoais NUNCA seriam viáveis para impressão de qualidade e resolveu reforçar sua linha de máquinas de datilografia elétricas? Pois é…

A Sony, após amargar prejuízos, assim como as compatriotas Sharp e Panasonic, e ver as vendas dos consoles PSP e Vita alcançarem apenas o piso mínimo previsto no plano original, estaria considerando a venda de sua divisão de baterias e outras divisões menos importantes. Segundo a Fox Business, o CEO Kazuo Hirai indicou o interesse da gigante japonesa em focar em seu core business, ou seja, recuperar a fatia de mercado perdida nos celulares e ganhar terreno nos tablets e consoles para jogos.

Para quem estudou administração na graduação ou em MBA, é quase inevitável ter estudado o case da IBM, então toda poderosa na área de computadores corporativos. Na época, a empresa detinha o monopólio deste mercado e ainda dominava o de máquinas de datilografia elétricas, o must daquelas épocas em todos os escritórios (nas casas dos ricos também, os outros tinham máquinas mecânicas mesmo). Diante do surgimento do computador pessoal e impressoras matriciais, ainda de péssima qualidade, apostou que este conjunto não ofereceria qualidade suficiente para impressão de cartas e ofícios (notem que ainda estamos falando de uso corporativo-pessoal, ainda não havia a ideia de computador em casa). Então, reforçou suas ações para lançar mais um modelo de máquina elétrica com editor de texto (na verdade uma gambiarra tecno-mecânica aos olhos de hoje).

O resultado da decisão equivocada foi o fim da IBM como era conhecida, enfraquecida e atropelada pela tecnologia que avançou e a deixou num beco sem saída. Quando percebeu o erro, tentou reverter com o lançamento de PCs e posteriormente laptops, mas apesar de terem os melhores teclados do mercado (tenho um de PC até hoje e resisto a me livrar dele), a sensação era que estava sempre um passo atrás. No final, a divisão foi vendida e trocou de nome, mas até hoje não recuperou o espaço perdido.

A notícia veiculada sobre a Sony lembra muito a decisão acima. Em um mundo dependente de baterias, onde a cada dia os aparelhos portáteis demandam mais energia, vender a divisão que as fabrica é fechar as portas a um mercado que certamente será decisivo para o sucesso dos smartphones nos próximos 10 anos, pelo menos.

Se alguém me perguntar hoje por uma oportunidade para investimento que gerará muito dinheiro na próxima década eu recomendaria exatamente investir em P&D para desenvolvimento de baterias móveis cada vez menores e mais potentes. Está aí a oportunidade: Baterias Sony.

Trader, Empresário e Administrador. Recifense aficionado pelo mundo High Tech, sempre tentando unir as mais novas tecnologias à melhoria da dura realidade diária e, como nem tudo é bite ou concreto, aficionado por carros antigos.

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