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Tecnologia e cultura popular marcam museu sergipano

Imagine um lugar onde você possa entrar em contato com um estado brasileiro inteiro. Pense num contato não apenas visual, mas que explore os outros sentidos, onde você pode pular amarelinha, se vestir de palhaço, cantar, conversar com personagens, andar de carrossel e conhecer tudo o que o estado de Sergipe tem a oferecer. Esse lugar existe e usa de tecnologia – e muita – para atingir seu objetivo…

Imagine um lugar onde você possa entrar em contato com um Estado brasileiro inteiro. Pense num contato não apenas visual, mas que explore os outros sentidos. Onde você pode pular amarelinha, se vestir de palhaço, cantar, conversar com personagens, andar de carrossel e conhecer mais sobre o estado de Sergipe. Este lugar existe e usa de tecnologia – e muita – para atingir o objetivo.

O lugar em questão é o Museu da Gente Sergipana, localizado no centro da capital do estado, Aracaju, inaugurado no último dia 03 de dezembro e aberto para o público na semana passada. No museu, é possível viajar pela cultura local, seja sua linguagem, biodiversidade, culinária e literatura. Para tanto, foram utilizados projetores, monitores touchscreen, kinects, iPads, softwares, sensores de proximidade e movimento, dentre outros recursos.

 

Arquitetura

O Museu da Gente Sergipana foi montado num prédio de aproximadamente 90 anos, que já serviu de escola, alfândega e órgãos estatais. Sua restauração, reforma e montagem custou aproximadamente R$ 22 milhões ao Banco Estatal de Sergipe, o Banese. Toda a arquitetura do prédio e os afrescos encontrados foram mantidos, contrastando com a tecnologia e modernidade do local.

A feira

O interior de Sergipe tem como marca registrada as feiras. No Museu, esta marca dos sergipanos é representada pelo personagem “José Vende”. O personagem, baseado em um software que reconhece a voz do visitante através de um microfone, tenta, a todo custo, vender bugigangas aos presentes, de uma forma bem-humorada e com um sotaque tipicamente sergipano.

Detalhe: o “José Vende” é projetado numa coluna convexa, que dá a impressão tridimensional ao personagem.

Biodiversidade

 

Neste segmento são usados quatorze projetores num túnel onde se cria um ambiente 3D com sons do ecossistema local. As imagens, mesmo animadas digitalmente, são muito realistas e os sons foram gravados em ambientes reais. É possível conhecer as Restingas, Caatinga, Manguezais, Alto Sertão Sergipano (representado pelo Cânion de Xingó), Mata Atlântica e Mata do Agreste.

Culinária, Agricultura e Pecuária

Que tal aprender a cozinhar? Aqui, são utilizados dois kinects e dois projetores, que, através de um software desenvolvido para o museu, permitem que os movimentos das mãos sejam identificados. Neste setor, um prato típico aparece aleatoriamente numa mesa, e o visitante pode “escolher” os ingredientes. Se não fizer parte da receita, o ingrediente retornará ao seu lugar.

Para as culturas agrícolas do estado, um aplicativo semelhante ao FarmVille foi criado e aplicado num monitor sensível ao toque que permite que, em 5 minutos, o visitante cultive, trate a terra, cuide dos animais, colha e venda o que produziu.

Biblioteca Virtual

Aqui está uma surpresa. A Biblioteca Virtual foi montada com um acervo de livros impressos e também e-books, além de todos os vídeos, aplicativos e personagens presentes no Museu. Tudo isso disponibilizado em quatorze iPads, presentes nas mesas e em cubos de madeira, no chão.

Assim como o Museu, a Biblioteca é aberta ao público, mas o aplicativo não está disponível para todos os aparelhos iOS. Eles foram criados especialmente para o museu.

O contato com as tradições também está presente. Na parede, uma linha do tempo feita de renda irlandesa e bordado, fabricada em Divina Pastora, município do interior de Sergipe. Além disso, os afrescos do inicio do sec. XX ainda estão lá, na pintura restaurada de todo o museu.

Carrossel de Tobias

As praças do interior sempre foram pontos de encontro. No Museu, elas também possuem sua marca registrada. O Carrossel de Tobias era um evento anual que marcou a vida social de Aracaju no passado, ao girar o carrossel do museu, você conhece as principais praças do Estado.

Um sensor percebe quando o carrossel pára e, alguns segundos depois, outra praça é apresentada ao público.

Labirinto

Para expor culturas econômicas e artesanato, o Museu traz a proposta de um labirinto escuro com sensores de movimento. Ao aproximar-se de uma parede onde haja alguma informação, esta acenderá diante dos olhos do espectador, com uma surpresa: obras de “Véio” (artista – escultor em madeira – do sertão sergipano), rendas, pesca e outros painéis contam com a voz de quem pratica, as culturas, inclusive do próprio Véio.

“Nossos Cabras”

Que tal bater um papo com personalidades sergipanas como Silvio Romero e Arthur Bispo do Rosário ou até com quem não é sergipano, mas morreu por aqui: o temível Lampião. Os personagens aparecem em animações através de monitores ativados por sensores de proximidade. São seis personalidades, entre políticos, artistas e outras personalidades.

“Nossas brincadeiras”

Jogar pião, pular amarelinha e conhecer as festas de Sergipe através de projetores e sensores, além de kinects. É possível conhecer festas como a festa do caminhoneiro, de Itabaiana ou as Taieiras, de Laranjeiras, pulando amarelinha ou ainda visitar algumas igrejas jogando pião em uma mesa.

Neste espaço também é possível conhecer elementos que fazem a festa com as crianças do Estado. Bola de gude, pirulito de mel e tantas outras figuras que marcaram a infância de muitos estão presentes num painel distribuído ao final da sala. Outros produtos e artesanatos regionais também estão representados neste painel, como a cachaça e a castanha de caju.

“Nossas festas, nosso Cordel e nosso repente”

Samba de coco, reisado e muitas outras danças e festas sergipanas com suas vestes num espelho mágico. Por trás dele, um monitor, um kinect e você. A veste que aparece no espelho imita os movimentos do visitante e ele se sente realmente “vestido para a festa”.

Em “Nosso Cordel”, é possível conhecer um pouco da literatura de cordel. Lá também é possível gravar seu próprio cordel e postar no Youtube imediatamente. Algo bem semelhante acontece com o repente. Lá, você é “desafiado” por um dos repentistas presentes e seu vídeo também pode ser postado no Youtube, na página do Museu.

O Museu ainda conta com um mapa interativo do Estado, um painel que ocupa uma face externa de suas paredes com termos próprios de Sergipe, sala de projeção com alta definição de som e imagem e uma galeria de exposição permanente. Ele segue aberto ao público de terça a domingo, das 10h às 19h e a entrada é gratuita.

Mais informações: www.museudagentesergipana.com.br

Agradecimentos: Marcello Dantas e Agencia Base Propaganda.

"There was a young lady named Bright Whose speed was far faster than light; She set out one day In a relative way And returned on the previous night."

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