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Batman x Deathstroke (imagem da galeria oficial do jogo)

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TOPGAMES: Batman Arkham Origins

Batman x Deathstroke (imagem da galeria oficial do jogo)

Batman x Deathstroke (imagem da galeria oficial do jogo)

 

[alert style=”e.g. red”] ALERTA! ESSE TEXTO CONTÉM SPOILERS  [/alert]

 

A Warner Games lançou no ano passado, o terceiro game da franquia de estrondoso sucesso do Homem-morcego, denominado “Arkham Origins”.

Embora ele seja o mais recente, seu enredo se passa numa época anterior à dos dois primeiros.

Por conta do final trágico do segundo jogo da série (com a melancólica morte do Coringa), os produtores optaram por retroceder na história, dessa vez tentando contar o começo da vida do vigilante mais famoso de Gotham.

A chamada da capa do jogo em disco, enfatiza esse aspecto de mostrar “os primeiros encontros” do Morcegão com boa parte dos seus clássicos inimigos.

Isso porque no primeiro jogo da série (Arkham Asylum), o jogo começa com um Batman já consolidado e experiente, trazendo o Coringa detido, para entregá-lo à instituição, pressupondo que todos já estão familiarizados com sua história, por ser um herói tão conhecido em todo o planeta.

O segundo jogo (Arkham City) se passa num momento posterior, com um enredo muito ligado aos acontecimentos do anterior, Asylum, no qual o uso indiscriminado da droga Titan, nos apresenta no início do jogo a um Coringa moribundo, que chantageia o Batman, compartilhando sua enfermidade para que o maior detetive do Mundo encontre a improvável cura.

Do repertório de vilões já mostrados em Asylum e City, as novidades do Origins ficam por conta do Máscara Negra, Chapeleiro Louco (que aqui, em sua fase psicodélica, faz as vezes do Espantalho dos jogos anteriores), a ninja justiceira Shiva, o Anarquista, o coadjuvante Eletrocutor e Deathstroke (assassino profissional do universo DC, parodiado pela Marvel de forma jocosa por meio do tagarela Deadpool), dentre outros menos conhecidos.

Desta vez temos a oportunidade de enfrentar o Crocodilo no combate corpo-a-corpo, assim como Bane, que enfrentaremos várias vezes.

Sobre o enredo, embora o título faça referência à origem, não se trata de um “Batman – Ano Zero”, de modo que já temos um Bruce Wayne treinado e encarnando seu alter-ego.  Batman aqui, ainda está tentando firmar sua figura de vigilante de Gotham, não tendo ainda a confiança da polícia.

Gotham ainda nem conta com a Arkham Asylum (prisão de segurança máxima criada exatamente para conter os supervilões do universo de Batman), mas com uma penitenciária comum, chamada BlackGate.

A história começa com o oferecimento de uma recompensa milionária, por um desconhecido (ganha um doce quem adivinhar quem foi o inimigo palhaço que fez isso), para quem matar Batman, em meio ao desaparecimento do empresário do ramo químico Roman Sionis (Máscara Negra).

Os fãs mais “xiitas” das HQs do Batman se revoltarão estranharão os seguintes acontecimentos durante o jogo:

  • Batman conhece Bane, Máscara Negra, Crocodilo e muitos outros vilões ANTES DO CORINGA!
  • o foco no Coringa é tão grande, que o jogo traz algumas cenas em alusão à impactante saga “A Queda do Morcego” (para quem não sabe, ela se passa nos anos 90, onde Bane surge e consegue deixar Batman paralítico), no jogo sintetizada na descoberta, por Bane, da identidade do Morcegão, seguida de uma visita à Batcaverna que deixa Alfred semi-morto, durante a penúltima luta com Bane, com a famosa cena deste cravando o joelho na coluna do Cavaleiro das Trevas (isso, claro, se você permitir que ele te atinja na oportunidade certa), cena a qual eu tentei reproduzir abaixo com a S-Pen (espero que gostem!);

Minha tentativa de reprodução da famosa cena, via S-Pen

Minha tentativa de reprodução da famosa cena, via S-Pen

  • Bane, que nas HQs é um habilidoso estrategista, no jogo é por demais subserviente ao Coringa, praticamente reduzido a um mero capanga deste;
  • o Batmóvel ainda está sendo construído enquanto já existe o Batplane;

  •  na batalha final do jogo, a força dos milhares socos do Batman é inversamente proporcional à resistência do maxilar do Coringa, que mesmo esmurrado vigorosamente termina com todos os dentes intactos.

  • Quanto à mecânica do jogo, para quem jogou a série, é praticamente idêntica à do City: mapa aberto, ação aliada a stealth e responsividade muito boa aos controles. Se no Asylum os ataques sorrateiros eram difíceis e demorados, no City isso foi corrigido e o Origins manteve exatamente essa mecânica.

    Um diferencial relevante da jogabilidade do Origins, se dá por conta da manopla que eletrecuta, adquirida pelo Batman lá pela metade do jogo. O item é adquirido junto ao cadáver do “subchefe” Eletrocutor (subchefe é uma menção honrosa de minha parte, já que você o derrota com um mero toque no botão de soco, enquanto ele fica contando vantagem sem se dignar a te atacar, ainda no começo do jogo, e depois morre assassinado pelo Coringa). Consiste em uma barrinha que vai enchendo durante cada golpe nos combates corpo-a-corpo, e quando enche, habilita temporariamente uma apelação absurda um modo de supercombos indefensáveis.

    Outro diferencial foi a inclusão do modo FastTravel, tão presente em franquias como Assassins Creed, que ajudam a economizar um bocado de tempo. Depende de desbloquear as torres bloqueadoras de sinal do Charada (nesse jogo ele é caracterizado como um hacker), e ter a possibilidade de a partir de qualquer ponto do mapa chamar o Batplane e ir até o ponto fixo da torre.

    Assim como a substância Veneno faz com Bane, foram anabolizados os desafios do Charada (que nesse jogo ainda é tratado como “Enigma”). São mais de quatrocentos objetivos secundários, dentre fitas gravadas para extorquir outros personagens e (alguns muuuuuuito chatos de vencer, em especial os que exigem o batrang de controle remoto), para ao final termos acesso à missão Enigma’s HQ, que para decepção de quem perdeu tempo jogando todas as side quests culmina com a obtenção do primeiro troféu do Charada (igual àqueles que se coleta aos montes no Asylum).

    Para quem se aventurar a terminar o jogo no modo história, vale a pena conferir (os comandos a que me refiro são do PS3, plataforma na qual jogo):

    • conversar com Alfred na Batcaverna e ouvir seus relatos do morcego gigante, e ainda ganhar uns XP;
  • na fase da Delegacia, usar o modo lupa (apertar R3) e procurar menções a Johnatan Crane, que depois se tornaria o Espantalho;

  • fazer ao menos uma vez o modo BigHead (segurar R2+L2 ou R1+L1 e girar os analógicos direito e esquerdo em sentidos opostos por certo tempo) para dar umas boas risadas (a “tosqueira” fica maior ainda se estiver jogando após terminar o modo História e assim na Batcaverna, trocar para o uniforme do seriado dos anos 60);

  • após os créditos finais do jogo, ouvir o diálogo do alto escalão da policia e política de Gotham, se preparando para a construção do Arkham Asylum e logo depois a cantoria do Coringa.

  •  

    Por fim, deixo uma arte do Batman feita por um ilustrador profissional, grande amigo meu e que autorizou o uso de seus desenhos nos posts daqui:

     

    Batman by Jorcerca

     

    Quem quiser conhecer mais sobre seu trabalho, pode visitar a página dele no Facebook, tem muita coisa bonita lá!

     

    PS. o jogo na versão para PS3 hoje (24/09/2014) entrou em promoção por R$ 39,90 aqui!

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    Advogado, gamer amador e entusiasta de tecnologia. Comecei a "vida móvel" ao ano de 2006, com Symbian S60 (Nokia E62) e o então pacote de dados ilimitado da Claro. A partir daí, passei pelo Nokia E61i, e depois migrei para o Android, passando pelo T-Mo/HTC G1, T-Mo/HTC G2 (irmão gêmeo do HTC Desire Z), em seguida um T-Mo/HTC Mytrouch 4G Slide. Desde ano passado desisti do teclado físico e estou em lua-de-mel com meu Galaxy Note 2, já mirando pegar um 4.

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