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Veja a magia de 500 milhões de dólares do Magic Leap em ação

A startup de realidade aumentada Magic Leap deu um presente para os fãs e curiosos, e lançou um vídeo (incrível) demonstrando o que está desenvolvendo.

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A Magic Leap, startup de realidade aumentada que recebe financiamento do Google desde outubro de 2014, é especialista em manter seus segredos, principalmente sobre a técnica que está criando. Mas resolveu dar um presente para os fãs e curiosos, e lançou um vídeo (incrível) demonstrando o que está desenvolvendo.

Rony Abovitz, CEO da Magic Leap iria se apresentar no TEDTalks 2015, mas teve que cancelar de última hora, sem dizer uma razão. Como prêmio de consolação, a empresa lançou o vídeo acima. Ver as demos de realidade virtual e aumentada é sempre algo interessante, mas a Magic Leap se sai bem acima da média. Algumas funções são apresentadas, como acessar websites e ler e-mails, tudo controlado por gestos. Através de um menu flutuante, o usuário misterioso abre um jogo de tiro em primeira pessoa e começa a enfrentar robôs e tanques de guerra, tudo dentro do escritório da empresa. Simples, mas muito divertido.

O filme foi feito em parceria com a Weta Workshops, estúdio de design e produção de material responsável por filmes como Senhor dos Anéis e Hobbit, Elysium, Godzilla e muitos outros. Em 2013, as duas empresas se uniram para fazer um jogo em realidade aumentada da série Dr. Grordbort’s, que começou como uma coleção de armas de raios steampunk. No vídeo, o jogador usa as armas físicas para poder interagir com o mundo virtual, algo como os Amiibos ou Disney Infinty turbinados.

A técnica do Magic Leap, um dos grandes segredos da empresa, é chamada de “cinematic reality”, algo como “realidade cinematográfica” em português, em uma tentativa de se diferenciar dos termos “realidade aumentada” e “realidade virtual”. Apesar de ser, sim, um tipo de AR e VR, a ideia que a Magic Leap apresenta – já que nenhum modelo foi revelado até o momento – realmente difere bastante do que existe hoje em dia.

A maioria dos equipamentos atuais usa uma tecnologia de 3D estereoscópico, que projeta duas imagens para serem interpretadas pelo nosso cérebro. Mas essa experiência pode ser desagradável para alguns usuários, que podem ficar enjoados ou desconfortáveis.

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A Magic Leap diz não ter esse problema. Ela criou uma técnica que chamou de “Dynamic Digitized Lightfield Signal”, ou “Digital Lightfield”, para encurtar. Esse campo de luz digital, segundo a empresa, será mais realista e próximo do natural. O sistema mapeia o ambiente ao redor do usuário e se adapta aos limites e movimentos do usuário, permitindo que qualquer ambiente seja interativo.

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Entre as patentes pedidas pela empresa estão imagens de um par de óculos especial, como um Google Glass avançado, junto com um aparelho na cintura, e exemplos das aplicações da tecnologia, como uma propaganda interativa ou auxiliando em uma cirurgia.

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Outras imagens mostram como seria o controle por gestos e a interação com outras mídias em 3D.

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“Na Magic Leap criamos uma tecnologia de sinal de campo de luz digital que respeita a biologia do sistema olho-cérebro humano de uma maneira profunda e segura”, disse Rony em um AMA do Reddit recente. “Você pode pensar em nós como tecno-biologia, a correta aplicação da tecnologia para a nossa biologia que leva à experiência de magia”.  E como disse Arthur C. Clarke, “qualquer tecnologia suficientemente avançada é indistinguível de magia”.

Entre os investidores na magia da Magic Leap, além do Google, estão empresas como a Qualcomm, Legendary Entertainment, KKR, Vulcan Capital, Kleiner Perkins Caufield & Byers, Andreessen Horowitz, Obvious Ventures e outros. No total, US$ 542 milhões foram investidos na Magic Leap. E se o valor não for o suficiente para mostrar o quão sério o Google está falando, Sundar Pichai, vice-presidente sênior para Android, Chrome e Apps, e Don Harrison, vice-presidente de Desenvolvimento Corporativo do Google, entraram no conselho administrativo da empresa, o segundo apenas como observador.

Fontes: The Next WebBusiness Insider, Reddit.

Jornalista por profissão, geek por natureza, autodidata por curiosidade mesmo. Aprendendo e escrevendo sobre tecnologia desde que mexeu no primeiro 486 da família, está no SMT desde 2015.

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