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Ciência e Tecnologia

Você sabe como a internet “viaja” de um continente para o outro?

Veja como a internet passa de um continente para o outro, são por gigantes redes backbones e também por satélites.

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TeleGeography – World Submarine Cable Map 2013

Engana-se que acha que a internet, nos dias atuais, é transmitida apenas via satélite aos confins mais distantes do nosso planeta. Digamos que o buraco seja mais embaixo, ou melhor, embaixo d’água.

No mapa acima, publicado pelo site TeleGeography, estão registradas gigantescas redes de cabos submarinos – também conhecidos como backbones – que cruzam oceanos para conectar continentes à rede mundial de computadores. Para ver o mapa com diversas opções de zoom e dados como latência, estações de conexão e cronologia de instalações, clique aqui.

As estradas da internet

Explicando melhor, podemos dizer que os backbones são a “espinha dorsal” da internet, carregando informações por quilômetros de cabos estacionados nas profundezas dos oceanos. Quando você envia um email para algum amigo, por exemplo, estes “dados” trafegam do seu computador e modem para um provedor de internet. Em seguida, este provedor envia os dados a uma rede de conexões que terminará em uma estação onde foi instalado um backbone.

Backbones conectados ao Brasil

Backbones conectados ao Brasil

Funcionando como uma estrada principal, uma grande avenida de fibra óptica, o backbone carrega estas informações até uma nova rede de dados, fazendo com que o seu email chegue ao destino, muitas vezes, em milésimos de segundo.

Conexão ultraveloz

Hoje em dia, os backbones não só cruzam vários países, como também interligam seis dos sete continentes do planeta – ainda não existem conexões com a Antártica. Compostos por milhares de quilômetros de fibra óptica, eles respondem por cerca de 99% das conexões do nosso planeta.

Estes cabos submarinos contam com uma capacidade total de troca de dados tão incrível que, se utilizada de uma vez só, já ultrapassaria os 7 terabytes por segundo. O restante – aproximadamente 1% dos dados – é transmitido pelo ar e espaço, com o auxílio de antenas e satélites, considerados meios de conexão mais lentos que a fibra óptica. Dessa forma, pode-se dizer também que os satélites espaciais atuam como uma espécie de “plano B”, uma garantia para o caso de algum acidente com os cabos acontecer.

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SeaMeWe 3 – Um cabo de 39 mil kilômetros de extensão

Graças à essa eficiência, os backbones marinhos estão cada vez maiores e mais distribuídos pelo planeta. Atualmente, o maior de todos é o SeaMeWe 3, representado pela figura acima. Conectando nada menos do que 32 países, ele tem início na Alemanha e se estende até a cidade de Keoje, na Coreia do Sul. No total, o SeaMeWe 3 tem aproximadamente 39 mil quilômetros de comprimento e cerca de 40 pontos de conexão.

Apesar de enorme, este é só mais um dentro do grande universo de backbones submarinos espalhados pelo planeta. Hoje existem cerca de 190 cabos deste tipo em operação (ou sendo construídos) no fundo dos nossos oceanos.

Como eles são feitos?

Backbone, composto por 8 camadas

Backbone, composto por 8 camadas

Eles são divididos em 8 partes, montadas da seguinte maneira: a primeira camada é composta de polietileno, um material resistente que serve como uma espécie de casca, uma grande proteção para o ‘recheio‘ que vem a seguir.

A camada número dois é feita de um material chamado Mylar, um filme de proteção isolante extremamente resistente e muito utilizado em conexões eletrônicas, como em áudio e vídeo. Já na terceira camada estão os fios de aço trançados, responsáveis por permitir mobilidade  aos demais componentes se que estes se rompam.

Partindo para a quarta camada, encontramos um tipo de alumínio que protege as fibras ópticas da água. Na camada seguinte há o policarbonato, material que também trabalha como um isolante para evitar que a água penetre no backbone.

Na sexta parte da construção destes cabos existe uma espécie de invólucro, um tubo de cobre (ou alumínio) que dá firmeza e solidez ao backbone. Já na penúltima camada há a pasta de petróleo, que conserva e dá certo “conforto” à oitava e principal parte do cabeamento: a fibra óptica. Tudo isso faz com que apenas 1 metro deste cabo chegue a pesar impressionantes 10 quilos.

Tanta proteção ainda não é garantia de que o backbone nunca se rompa. Por exemplo, em janeiro de 2008, boa parte do continente africano ficou sem internet após um navio descer a sua âncora bem em cima de um backbone submarino localizado na costa do Egito. Rompimentos também podem ocorrer após grandes terremotos, como o que aconteceu na costa de Taiwan em 2006 (magnitude 7.1), danificando o SeMeWe 3. Neste último, os trabalhos para reparar o cabo duraram 3 semanas.

Além de cortar a comunicação de países inteiros, o rompimento de um cabo destes pode fazer com que outras conexões fiquem sobrecarregadas e, por consequência, reduzam a velocidade de compartilhamento de dados para algumas regiões do globo.

E, como são instalados?

A instalação dos backbones submarinos é feita de maneira diferenciada. Obviamente, o contato humano é bastante limitado devido às dificuldades que o ambiente oferece. Por isso, a primeira etapa do trabalho é realizar uma cuidadosa avaliação dos locais que receberão os cabos. O caminho deve ser o mais plano possível, não contando com fendas, oscilações de terreno ou possibilidades de tremores que possam influenciar de maneira negativa na qualidade do sinal.

Realizado o estudo do trajeto, o próximo passo é instalar os cabos. Tudo acontece, basicamente, em duas frentes distintas: enquanto um navio especializado navega vagarosamente despejando os metros de cabos, um robô-submarino os posiciona no leito dos mares, realizando uma pequena escavação e os instalando em uma espécie de trilha. Ao chegar numa praia ou encosta pré-selecionada, mergulhadores se encarregam se trazer o cabo até uma estação de conexão. Feito o “link”, o backbone estará pronto para garantir o tráfego de dados entre as duas regiões.

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Fonte: Tecmundo, TeleGeography e Wikipedia.

Estudante, 17 anos.

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