Os 10 melhores filmes de 2019

Coringa é um filme impetuoso
Filme tem toda semana nos cinemas, mas quais valeram a pena? Conheça os 10 melhores filmes de 2019 até o momento

É difícil estipular quais são os melhores filmes de 2019. Afinal, faltam pouco menos de dois meses para 2019 acabar e a “temporada do Oscar” está prestes a começar. Entretanto, nos últimos 11 meses aconteceram tantos eventos, e nos referimos, sim, de Vingadores: Ultimato e Coringa, que decidimos listar os dez melhores filmes do ano até o momento.

Alguns grandes lançamentos ainda estão por vir, como The Irishman, filme original Netflix de Martin Scorsese estrelado por Robert DeNiro, Al Pacino e Joe Pesci, o polêmico e promissor Uncut Gems, longa que pode dar à Adam Sandler a sua primeira indicação ao Oscar, e claro, não podíamos esquecer de Star Wars – A Ascensão Skywalker, último longa desta nova trilogia Star Wars.

Star Wars já é considerado por muitos um dos melhores filmes de 2019
Star Wars- A Ascensão Skywalker é aguardado com grande expectativa e pode ainda entrar em listas de melhores filmes de 2019

Verdade seja dita: Os melhores filmes deste ano ofereceram uma safra de ótimas opções que conciliam sucesso de bilheteria com sucesso de crítica – outras vezes os dois. Desde o término de um trabalho de mais de 10 anos a filmes solo que vão cravar o tom para franquias futuras, a lista abaixo certamente agradará a maioria das pessoas que curtem uma boa história. Confira abaixo a nossa lista:

Coringa (Joker)

Coringa é um fenômeno curioso que vem atraindo cada vez mais pessoas para as salas de cinema. Até o presente momento em que esta matéria é escrita, o longa já arrecadou US$ 1 bilhão em bilheteria mundial, tornando-se o filme mais rentável da Warner em 2019 e o mais assistido em um mês de outubro da história.

Os números se justificam, porém, uma vez que tem a difícil missão de reintroduzir um novo imaginário do maior arqui-inimigo do Batman após a gloriosa aparição do agente do caos vivido por Heath Ledger em Cavaleiro das Trevas, que lhe garantiu um Oscar póstumo para Melhor Ator Coadjuvante.

Recheado de polêmicas, uma série de notícias diárias que impulsionam o interesse ou que segrega as opiniões e aclamado por público e boa parte da crítica, o filme dá à Warner e à DC o fôlego que precisa para competir diretamente com a Marvel em seus próprios termos, cravando para si um nicho que até então sua concorrente tem tido certa dificuldade: o tipo de filme a ser levado à sério.

Vingadores: Ultimato (Avengers: Endgame)

Vingadores: Ultimato chegou aos cinemas com a certeza de que seria um dos melhores filmes de 2019 logo de cara. Toda a comoção em seu lançamento tem motivo: é o grande clímax de um trabalho desenvolvido pela Marvel e Disney nos cinemas ao longo de dez anos.

Tanto foi o sucesso do longa que ele conseguiu o feito de ultrapassar Avatar, de James Cameron, e se tornar a maior bilheteria de todos os tempos, com US$ 2,78 bilhões.

A apresentação de novos favoritos não deixa a despedida menos dolorosa para alguns dos personagens mais icônicos da franquia até então. E é nesse misto de alegria, tristeza e uma nostalgia difícil de explicar que Vingadores: Ultimato torna-se um dos melhores filmes do ano. Possui seus erros sim, mas não vamos esquecer os seus méritos, inclusive o maior de todos eles é: personagens cativantes que vão deixar saudade.

Capitã Marvel (Captain Marvel)

Capitã Marvel foi um dos filmes que abriu os trabalhos da Marvel para o ano de 2019 e gerou demasiada expectativa para Vingadores: Ultimato, já que este seria a estreia oficial da personagem mais poderosa do Universo até então. E não pense que só de superpoderes que vive a Capitã Marvel. Pelo contrário.

No mesmo esquema que o primeiro Capitão América, Capitã Marvel dá conta de trazer uma história de origem em um outro período histórico, neste caso, os anos 90. E, por isso, nos oferece uma trilha sonora tão deliciosa quanto a de Guardiões da Galáxia. É um convite para abraçar a nostalgia.

Mas seus méritos não acabam por aí: tem uma história trincada, personagens cativantes e um vilão de pompa e vilania que o torna um candidato merecedor do Hall da Fama de grandes vilões da Marvel. Sem exageros. É um pontapé inicial promissor para uma das personagens que podem se tornar líderes desta nova fase na Marvel.

Nós (Us)

Para aqueles que amaram Corra!, vai encontrar em Nós todos os elementos que tornaram o primeiro tão singular. É daqueles filmes de terror pretensioso, mas é exatamente tudo que precisávamos e não sabíamos. Com direção e roteiro original de Jordan Peele, o mesmo que idealizou Corra!, e a atuação digna de Oscar de Lupita N’yongo, o longa merece uma chance de ser contemplado. Sua simbologia, sua capacidade de gerar debate e conversa sobre assuntos extremamente atuais fazem deste filme uma sessão imperdível.

É um convite para refletir, do melhor jeito que o cinema pode oferecer, com a melhor experiência. Todos os elementos de filme de terror estão presentes: tensão, mistério, jump scares e as cenas mais gráficas. Há alívio cômico também, e, mesmo que eles existam, só haverá um único momento possível que se possa relaxar, que é quando a sessão acaba.

Vidro (Glass)

Vidro é um dos melhores filmes de 2019 exatamente por sua capacidade de renovação. É um misto de novidade com ambição e surpresa. Coube a ele abrir um ano cheio de filmes de super-heróis e encerra a trilogia improvável de M. Night Shyamalan. Isso porque ele dá conta de unir o útil ao agradável e conectar dois filmes que estão, à primeira vista, muito distantes um do outro: Corpo Fechado e Fragmentado. E não pense que se limita ao intervalo de exatos 16 anos entre um lançamento do outro.

Se Corpo Fechado, um drama despretensioso, tinha foco em Dunn (Bruce Willis), Fragmentado assume os gênero terror e a história da Besta (James McAvoy). Agora, como o próprio título sugere, Vidro supostamente traz o protagonismo à mente brilhante e engenhosa de Ellijah Price (Samuel L. Jackson), misturando todos os gêneros anteriores.

Era Uma Vez… em Hollywood (Once Upon a Time In Hollywood)

O nono filme de Quentin Tarantino não poderia ser menos audacioso ou menos pretensioso. Este é Era uma Vez… Em Hollywood, uma verdadeira carta de amor do diretor para a era de ouro do cinema e para o declínio da chamada era flower power. Com elenco estrelado e uma dupla de protagonistas que, somente pela força de seus nomes, são capazes de chamar público cativo, Brad Pitt e Leonardo DiCaprio entregam mais uma vez um trabalho coerente.

Enquanto DiCaprio é Rick Dalton, ator pouco experiente de faroestes televisivos, Pitt dá vida à Cliff Booth, dublê decadente e assistente pessoal de seu melhor amigo. E é sua busca em um lugar ao sol que une estes três personagens, não em cena muitas vezes, mas em tela, onde se aventuram em Hollywood em busca da tão desejada grande oportunidade.

El Camino: A Breaking Bad Movie

É sempre um risco brincar com perfeição, e Breaking Bad é uma das realizações mais perfeitas que o audiovisual americano atingiu nos últimos anos. Sucesso de crítica e público, basta uma rápida pesquisa e certamente encontraremos a jornada de Walter White sendo um consenso de que é uma das raras produções televisivas que manteve seu alto padrão do primeiro frame até seu excelente final. Precisaria ser louco para se arriscar a mexer em uma obra-prima, mas Vince Gilligan é um homem que gosta de arriscar.

El Camino não é muito relevante para a mitologia geral de Breaking Bad, uma série perfeita por si só. Temos um fan service caprichado em termos de direção, diálogos e principalmente as diversas participações que vão aquecer os corações dos fãs, além de oferecer um desfecho mais concreto para o Jesse Pinkman de Aaron Paul. Uma obra que não se arrisca, mas que não estraga a obra-prima da televisão. Um epílogo satisfatório.

Parasite

Parasite é para muitos o melhor filme do ano. Vencedor da Palma de Ouro de Cannes, a obra idealizada por Bong Joon Ho é um misto de gêneros: é terror, suspense, drama familiar e comédia. O diretor coreano é mais conhecido por obras mais mainstream como O Expresso do Amanhã, estrelado por Chris Evans, ou Okja, que tem Paul Dano, Jake Gyllenhaal, Steven Yeun e Tilda Swinton no elenco.

Parasite, por sua vez, conta com elenco majoritariamente coreano e é aqui que ele encontra a máxima de sua expressão artística. Elementos que vemos nos títulos anteriores estão polidos e bem costurados neste filme.

É um filme de inveja, de desigualdade social e de raiva. Talvez raiva seja o que melhor dita o ritmo deste longa que tem um plot aparentemente inofensivo de primeiro momento: um jovem tem a oportunidade de ser professor de inglês para a filha de uma família rica. O que ele faz depois? Garante emprego para todos os seus parentes na casa. É um verdadeiro fenômeno parasita, que se agarra com força à primeira oportunidade.

O que o diretor faz com isso é uma verdadeira aula de dramaturgia e cinema e tudo o que podemos adiantar é que é impossível não sair embasbacado com o que vemos em ação em tela.

Midsommar

Midsommar é um filme de terror primoroso e pouco convencional. Isso porque o horror é às claras, sem a interferência da escuridão, escancarando o verdadeiro horror de um ambiente inóspito para forasteiros. Tem elementos insutados como paganismo e uma comunidade aparentemente pacífica como plano de fundo. Mas Midsommar sabe que é muito mais do que isso.

Partindo da visibilidade que ganhou com o excelente Hereditário e o curta The Strange Thing About the Johnsons, o diretor Ari Aster parece ter se calcado, à princípio, pela força visceral de seus pontos de virada, deixando explícita a transição entre o drama mundano e o terror absoluto. Com Midsommar, no entanto, Aster passa a destacar o que, na realidade, confere tanto impacto às suas twists: são essencialmente existenciais.

Aqui, mais do que em Hereditário, o âmago da protagonista é o que mais se transforma durante uma obra longa e um tanto perdida, que nem sempre evoca seus significados com sucesso. Devastada após uma tragédia familiar, Dani não vê outra saída a não ser acompanhar seu namorado Christian e seu grupo de amigos em uma viagem para uma aldeia pagã. O que eles não sabem é que seus moradores tinham outros planos para eles.

Bacurau

Bacurau pode não ser o representante brasileiro para o Oscar – a honra ficou para o emocionante A Vida Invisível – mas não significa que não seja uma das produções mais interessantes que saíram este ano. O que ele entrega é uma iniciativa muito próxima do que Parasite realiza: é um misto de gêneros.

O longa está o tempo todo se transformando, apontando novos caminhos, rompendo com expectativas e ressignificando as imagens mostradas anteriormente. Ao espectador, cabe acompanhar a narrativa como quem tateia um caminho às escuras: aos poucos, sem certezas, aberto às inevitáveis surpresas que virão.

O pontapé inicial da trama é que os moradores, lamentando a morte de sua matriarca, Carmelita, que viveu até os 94 anos, descobrem que a cidade de Bacurau sumiu do mapa. Os moradores então se unem em uma verdadeira batalha para o direito de existir. É justificável tamanho comoção que o filme causa por onde passa, inclusive conquistando o Prêmio do Juri em Cannes, honraria esta que somente O Pagador de Promessas, de Anselmo Duarte, havia conquistado, lá em 1962.

Quais dos filmes listados nessa lista você já assistiu? Concorda com a escolha? Deixe nos comentários!

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