Segunda temporada de For All Mankind traz formidável realidade alternativa

Uma das produções de maior sucesso da Apple TV+, For All Mankind conta o que aconteceria se o "grande passo para a humanidade" fosse dado por outro homem

Assim como The Man in the High Castle (do Amazon Prime Video), séries de streaming fazem sucesso ao reinventar a história do mundo modificando marcos da sociedade como conhecemos hoje. For All Mankind, que teve sua estreia no final de 2019 na Apple TV+, chega à sua segunda temporada com a seguinte premissa: o que aconteceria se os soviéticos fossem os primeiros a pousarem na Lua? E mais: o que aconteceria aos EUA e ao panorama sociopolítico a partir dos anos 1960?

De mentes criativas como a de Ronald D. Moore (de Star Trek e a nova Battlestar Galactica), a série é eficaz em atrair não somente quem é fã de séries/filmes sobre o espaço, mas também quem gosta de dramas em geral. Conheça os maiores destaques de For All Mankind e tudo o que esperamos pela segunda temporada, que começou a ir ao ar semanalmente desde a última sexta-feira (19).

O que aconteceu na primeira temporada de For All Mankind?

Em junho de 1969, o primeiro homem pisou na Lua e ele era soviético. Astronautas americanos logo compreendem que não basta ser “o primeiro”, pois a luta pela conquista do espaço (e da Terra, em si) ainda continua. Ao descobrirem que os cosmonautas pretendem armar uma base e se estabelecerem no satélite, o astronauta Edward Baldwin (Joel Kinnaman) se vê como responsável por guiar sua equipe em novas empreitadas fora do planeta. Para surpresa de todos, o inimigo alcança mais uma conquista: a primeira mulher na Lua.

Desastres e conflitos dramáticos tomam conta do território dos EUA. O Apollo 11, o mesmo que chegou de verdade à Lua no “nosso mundo real”, aterrissa com muita dificuldade e, pela primeira vez, vemos certa evolução no árduo processo dos americanos. Em meio a um ambiente sexista (e preconceituoso, em geral), a próxima tarefa é a busca por água. Por isso, a melhor chance é uma das astronautas explorar por conta própria o solo lunar, o que depois de meses vem a ser o início para a firmação da NASA na Lua – especificamente em outubro de 1973.

For all mankind
Joel Kinnaman é o protagonista de For All Mankind (Divulgação)

Há escândalos políticos, revelações polêmicas sobre os envolvidos, fatalidades e um constante sinal de alerta. E esta é só metade da temporada. Com isso, For All Mankind consegue estabelecer uma boa temporada-base para uma das apostas de estreia da Apple TV+. Em relação ao elenco, temos alguns rostos conhecidos: o mais popular deles sem dúvidas é Joel Kinnaman, protagonista do RoboCop de 2014, Rick Flag em Esquadrão Suicida e o Will de House of Cards. Junto ao destaque na série, Joel divide a atenção com Shantel VanSanten, que interpreta sua esposa Karen Baldwin e é mais famosa por seu papel de Becca Butcher em The Boys.

Em uma cena pós-créditos ao final do último episódio, temos uma boa pista do que esperar da temporada seguinte, com um enorme foguete (conceito que realmente existiu) levando recursos para o espaço, em prol da expansão da base lunar. Por mais que eles entreguem muito do que acontece nesta realidade alternativa, ainda há “espaço” o suficiente para o espectador imaginar o que seria da nossa realidade caso evoluções tecnológicas de hoje fossem adiantadas. Quem sabe uma ida de astronautas a Marte ao invés de somente um veículo remotamente controlado?

O que esperar da nova temporada?

Se na primeira temporada tivemos muito drama e ação, na continuação de For All Mankind a dose parece ser dobrada. Com um salto temporal de uma década, a segunda temporada faz um excelente trabalho em cativar o espectador e em nos fazer procurar por pistas para preencher este intervalo temporal. Eles também conseguem amarrar imagens reais (da época) com a narrativa ficcional divergente de forma primorosa.

Segunda temporada de for all mankind traz formidável realidade alternativa. Uma das produções de maior sucesso da apple tv+, for all mankind conta o que aconteceria se o "grande passo para a humanidade" fosse dado por outro homem
Vitórias e derrotas são recorrentes em uma corrida espacial sem fim! (Divulgação)

Entre problemas pessoais e profissionais, precisamos reaprender muito sobre os protagonistas – que, por sorte, continuam sendo bem escritos. Todas as famílias envolvidas na trama continuam a ter atenção dividida, ainda que o foco rodeie os Baldwin. O equilíbrio de For All Mankind neste aspecto, de nos fazer ter empatia por cada um deles, é o que demonstra a força de produções originais da Apple TV+.

Sem entregar detalhes sobre personagens em específico, um ponto forte da sequência é mostrar a evolução rumo a uma certa formalidade, pois americanos e russos agora precisaram de uma “etiqueta lunar” para viver em harmonia. Como é de se imaginar (conhecendo o histórico dos EUA), agora há até armas de fogo fora da Terra. Confira o breve trailer a seguir:

Para ver a jornada rumo à Marte, acompanhe For All Mankind na Apple TV+ com a assinatura de R$9,90/mês pelo serviço. Por já haver a confirmação da terceira temporada, você pode maratonar a atual, todas as sextas-feiras, até o décimo episódio que vai ao ar em 26 de abril.

E aí, está assistindo For All Mankind na Apple TV+? Conte para a gente o que você está achando da nova temporada!

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