7 vantagens que tornam o Ubuntu uma ótima opção!

7 vantagens que tornam o Ubuntu uma ótima opção! 4
Saiba por que o Ubuntu é uma opção completamente viável caso você esteja pensando em trocar de Sistema Operacional, relato aqui 7 principais vantagens do SO.

Ubuntu

Já ouviu falar do projeto Linux/GNU? E de um termo chamado Open Source¹, já? Caso não, venho te apresentar os principais conceitos sobre o assunto. Existem vários programas disponíveis para os usuário do Windows na internet. Mas você consegue “mexer” completamente neles? A resposta é não! É possível até alterar algumas configurações, talvez a cor do programa, mas tudo isso depende (e muito) da boa vontade do desenvolvedor.

Os programas baseados em Open Source (ou Open-Source) são aqueles programas em que o usuário pode alterar o que quiser, e que são distribuídos gratuitamente. Quase sempre são disponibilizados por empresas que não visam lucro em seus trabalhos. Normalmente, elas se financiam com ajuda de outras empresas e principalmente de  doações dos próprios usuários, como é o caso do Ubuntu, sistema operacional do qual falarei neste post. Confira as 7 principais vantagens e os últimos avanços do Ubuntu:

1 – Baseado em Software Livre (Open Source)

open-sourceSem dúvida, um dos pontos mais fortes da plataforma Linux e do Ubuntu, um dos SOs com Kernel² Linux. Quando um Sistema é baseado em Software Livre, os usuários mais experientes (até os mais leigos, se o quiserem) podem personalizar o que quiserem no sistema, até criar um programa com base em outro que já existe e distribuí-lo. As possibilidades são infinitas. Porém, se alguém criar um programa com base em outro que seja Open Souce, o mesmo deverá ser distribuído gratuitamente.

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2 – Respostas mais Rápidas

O Ubuntu possui respostas mais rápidas aos comandos normais dos usuários, como simplesmente abrir um programa ou entrar em um site. Estes comandos possuem respostas ligeiramente (ou até nitidamente) mais rápidas que em SOs mais pesados, como o Windows, por exemplo. Caso o computador ou notebook que esteja rodando o Ubuntu tenha uma boa placa gráfica, as mudanças são nítidas.

3 – Perda da Capacidade de Processamento

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Não entendeu nada? Eu explico. Já reparou que seu Windows – ou outro S.O. – fica nitidamente mais lento após alguns meses de uso? Pois é, isto é chamado de Perda da capacidade de processamento e ocorre por defeitos nos códigos do próprio SO ou por parte de Hardware. Muitos ficam com o último motivo, porém ele é o mais raro causador. Mas e aí, como sair dessa? Ubuntu! O Ubuntu foi muito bem estruturado pelos seus desenvolvedores e conta com um Kernel que controla muito bem a quantidade de dados que será usada para não causar esse erro futuramente.

 4 – Vários Drivers já estão disponíveis para Ubuntu

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Esse sempre foi o maior problema dos usuários do Ubuntu, os Drivers. O que é completamente normal para os usuários do Windows, é uma dor de cabeça para os usuários do Linux, ou melhor, era. Isto mesmo, recentemente foi fundado um projeto Open Source chamado de X Org. O grupo fornece vários Drivers para o Linux e outras plataformas. Além da X Org, várias empresas de Software Proprietário³ vem investindo e lançando seus Drivers para projetos Open Source, como a NVidia e a AMD (Neste momento uso um Driver fornecido pela AMD para Ubuntu).

 5 – Jogos? Não são mais um problema

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Este sempre foi um dos principais problemas da plataforma ou o principal deles. 99% dos jogos de hoje são baseados em Software Proprietário. Isto quer dizer que o mercado de games baseados em Open Source está deficiente? Antigamente sim, hoje já é diferente, mas ainda não está perfeito. Várias empresas estão investindo em jogos Open Source e até migrando os jogos baseados em Software Proprietário para SOs Open Source, como é o caso da Steam. A Steam já disponibilizou parte de sua loja virtual para o Ubuntu, sendo possível jogar Counter Strike 1.6Counter Strike SourceDOTA 2, entre outros, na plataforma. Mais jogos estão sendo portados para a plataforma, e logo estarão disponíveis.

 

6 – Integração Total com a Desktop do Usuário Mozilla-thunderbird

Uma coisa que eu adoro é praticidade. Justamente isto que me levou a criar este tópico e este artigo, pois me encantei com isto no Ubuntu. O Ubuntu conta com vários aplicativos que levam notificações ao usuário direto para o ambiente de trabalho, como o Mozilla Thunderbird. O Thunderbird é um dos mais consagrados clientes de e-mail que se possui hoje no mercado. Com ele, é possível ler e responder e-mails diretamente de sua desktop. E ele ainda leva notificações ao usuário, é só deixá-lo minimizado e pronto, nada de trabalho árduo. Quer outro exemplo? O Notificador do Gmail, que também traz seus e-mails diretamente em sua desktop.

7 –  Ubuntu One e Ubuntu One Musicubuntu-one

O Ubuntu finaliza esta lista com dois belos sistemas de armazenamento In-Cloud, são eles o Ubuntu One e o Ubuntu One Music. Com o Ubuntu One, o usuário pode manter seus arquivos sempre seguros e baixá-los mais tarde. O melhor é que você pode escolher as pastas das quais o sistema fará upload dos arquivos automaticamente, poupando precioso tempo do usuário. Já o Ubuntu One Music, o próprio nome já diz. Você pode comprar discos pelo sistema e ouví-los em qualquer um dos seus dispositivos, incluindo seu smartphone ou tablet. E os dois possuem versões para Android, Iphone, Windows e Mac OS.

Confira abaixo alguns dos termos mais usados para se referir a SOs Open Source:

Open Source (Software Livre)¹: São Softwares distribuídos gratuitamente, e que permitem ao usuário ter acesso e alterar totalmente seu código-fonte a seu gosto e até distribuí-los, gratuitamente. Quer um exemplo de um navegador que provavelmente já usou e que é totalmente Software Livre? O Mozilla Firefox.

Kernel²: O kernel é a “alma” de um Sistema Operacional, ele faz a interação entre Hardware Software e gerencia tudo que o sistema faz desde que o computador é ligado, para se ter uma idéia, o Kernel inicia antes mesmo do próprio Sistema Operacional.

Software Proprietário³: São o contrário de Software Livre, ou seja, as empresas tem altas despesas para os fazer e repassam isto aos usuários, que têm de pagar para obter estes programas e softwares.

In-Cloud4 (“Em nuvem”): Acontece quando o usuário armazena seus arquivos num servidor externo e não no seu HD, assim os mesmos não estão no seu computador, daí o nome “nuvem”. Recurso muito usado atualmente para evitar a perda de arquivos importantes e para acessá-los remotamente, alguns dos principais servidores “in-cloud” de hoje são o Dropbox, o Google Drive e o Skydrive.

Espero ter mostrado à vocês alguns dos principais motivos dos quais me levaram a utilizar o Ubuntu 13.04 para trabalhar. Tenho ainda o Windows 7 para games instalado no mesmo PC.

Você que é um Gamer, assim como eu, pode usar o Ubuntu sem problemas. Deixei ainda de abordar a questão dos vários fóruns e sites especializados em Linux que você encontra para suporte na internet, além do fórum brasileiro do Ubuntu. Não tinha mencionado ainda a questão da mobilidade do SO, que pesa menos de 795MB e é instalável a partir de um Pen Drive, Enfim, boa sorte! Estou aqui para esclarecer quaisquer dúvidas sobre o sistema ou outro assunto abordado neste artigo.

 

Agradecimentos: Felipe Ito.

10 Comentários

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    • Internamente há a Central de Programas no Ubuntu. Nela, você tem uma espécie de AppStore, com inúmeros aplicativos/jogos gratuitos ou pagos (minoria) disponíveis.

      Como o Ubuntu foi baseado no Debian, há também a opção de instalar aplicativos distribuídos fora da loja. Caso o mesmo possua uma versão compatível com o Debian (*.deb), basta você abrir como se fosse um arquivo executável para que ele possa ser instalado via Central de Programas, com a mesma facilidade que é instalado os programas presentes nele.

      Apesar de haver essa “facilidade”, também é possível instalar aplicativos em outros padrões (de outras distribuições do Linux).

  • Sobre os itens 2 e 3, o que colabora bastante para o Windows perder neste aspecto é a necessidade de se utilizar um Anti-vírus (que querendo ou não, terá que ficar checando tudo o que é lido e gravado pelo SO).

    Fora que o sistema vêm pré-configurado para executar inúmeros serviços em segundo plano, além de vários aplicativos iniciarem junto com o PC (após serem instalados), que são desnecessários (se o usuário desativá-los, poderá ter um ganho razoável na performance).

    Agora, uma coisa que o Linux faz bem melhor é trabalhar com arquivos. O simples processo de copiar/colar é incrivelmente mais rápido. Copiar 10.000 arquivos no Linux e 10.000 arquivos no Windows demonstra bem as diferenças entre ambos. Se eu estou usando um PC apenas com Windows, e preciso efetuar um backup (para algum HD externo), geralmente uso alguma versão do Linux (que funcione via Pen Drive) para fazer esse tipo de tarefa (o que daria para levar mais de 6 horas, no Linux é possível fazer em 1/3 do tempo, ou até menos).

    Sobre os jogos, acho que vale ressaltar que a loja “inteira” do Steam não está disponível para o Ubuntu (Linux). Vários jogos estão para serem convertido (boa parte que utiliza o Open GL). Os baseados no DirectX poderão não ser convertidos (que são a maioria, infelizmente). Mas a longo prazo, com o maior uso do Open GL, e se o Mantle der certo, o número de jogos só tende a crescer bastante nesta plataforma.

    Mas tem um ponto que pode soar como um contra, caso o PC não seja novo. O Ubuntu possui atualizações semestrais, que eu me lembre. Sendo que as versões possuem tempo de suporte de mais ou menos 2 anos (talvez menos, não lembro o tempo exato).

    Isso acaba obrigando o usuário a sempre atualizar, caso contrário, ele poderá ficar exposto a alguma brecha de segurança (além de alguns recursos poderem parar de funcionar). O problema é que o SO em si tende sempre a ficar mais pesado, e isso, para PCs mais antigos (ou com processador limitado) signifique também maior lentidão a cada nova versão. Felizmente há outras distribuições mais leves, ou a possibilidade de se trocar a interface e desativar alguns recursos que tendem a deixar PCs com hardware de entrada não tão rápidos como poderiam ser.

    • Não achei o ponto das atualização periódicas ruins, pois o tempo é razoável e quem não tenha um PC com requisitos mínimos para rodar a próxima versão continuará encontrando suporte para a sua versão mesmo após algum tempo do lançamento da mesma, mas cada um tem a sua opinião própria, e é ótimo ter esse debate!

      Sobre a plataforma da Steam, corrigi o erro e adicionei ao artigo, muito obrigado pela informação. Gostei muito da plataforma e de como o sistema flui com o Linux, uso o Ubuntu 13.10 e aqui não enfrentei problemas dos quais não consegui resolver. O Windows já não me satisfazia mais como antes, só quero ele pelo ponto (ainda) fraco dos jogos do Ubuntu. Mas espero que logo logo, mais jogos estejam disponíveis para a plataforma. Estamos na torcida para que isso aconteça.

      • O maior problema, para mim, é que independente de você conseguir cumprir com os requisitos mínimos, quase sempre teremos uma melhor performance nas versões mais antigas.

        Não tem como comparar o Ubuntu 13.10 com o Ubuntu 10.10 em relação a fluidez e leveza.

        O problema desse excesso de atualizações é que essa versão 10.10, por exemplo, já foi descontinuada. Não é uma questão dele apenas parar de receber atualizações. Até as últimas feitas sumiram (os arquivos foram retirados da fonte) e alguns aplicativos passaram a dar problema (já que também necessitavam de informações vindas dos servidores da Canonical).

        Se o seu PC funcionava perfeitamente com o Ubuntu 10.10, mas não manteve a mesma fluidez com o Ubuntu 11.10, 12.10 ou 13.10, a única solução acaba sendo tentar outra distribuição.

        Por isso que esse excesso de atualizações, para mim, acaba sendo um contra. Seria ótimo poder continuar com uma mesma versão por um longo período. Nesse aspecto, o elementary OS (que foi feito com base no Ubuntu) aparenta entregar uma experiência melhor (pensando em longo prazo).

        • Pois é. Isso afeta mais os usuários de PCs mais inferiores, o que não era o propósito inicial (criar um sistema mais fluido era um objetivo). Nesse ponto sou obrigado a concordar, quem tem PCs de melhores configurações sentem menos essas mudanças ‘drásticas’ de desempenho a partir de uma atualização. Creio que com o tempo a Canonical não deve manter essas atualizações, mas isso só vai depender deles e não da gente. É um dos pontos a se considerar ‘negativos’, mas isto é pessoal, não fui muito afetado por isso, pelo contrário, o Unity 7 da versão 13.10 do Ubuntu rodou nitidamente melhor aqui do que a versão 13.04 e 12.10, das quais testei e comprovei. Porém, isto é o meu computador, não quer dizer que no seu será o mesmo resultado, e assim por diante.

        • Achei interessante essa discussão a respeito da frequência das atualizações do Ubuntu. Uso o Ubuntu há um ano mais ou menos, mas ainda me considero um usuário básico. Agora voltando ao assunto atualização: achei interessante o ponto de vista a respeito da atualização do Ubuntu ser muito frequente, porém, gostaria apenas de expor que essa questão da atualização é um “mal” de qualquer SO, porque o Windows também tem prazo de validade, o que dizer por exemplo dos apaixonados pelo XP em que o suporte acabará esse ano (se não me engano). Ainda assim, isso é menos impactante no ambiente Linux, porque pelo menos você pode trocar de distro, se manter atualizado e de graça, o que não ocorreria com o Windows, por exemplo, você acaba sendo forçado a comprar outro mais atual.

  • Sem contar que tem versões bem elegantes por padrão, para aqueles que não querem ficar mudando. E para aqueles que gostam de mudar, mexer, as opções são ilimitadas.
    Você pode deixar seu computador realmente com a sua cara. Ou então simplesmente deixar ele como é logo depois de instalar: um sistema bonito, rápido e que vai atender sua necessidades.

    #ubuntu