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Michael Jackson foi um dos maiores artistas da história da música. Ele conquistou fãs no mundo todo tanto com o Jackson 5 quanto em sua carreira solo, marcada por músicas que fazem sucesso até hoje. Contudo, ao longo dos anos, sua vida também foi cercada por polêmicas e mudanças que chamaram a atenção do público. Neste texto, você confere a trajetória completa do Rei do Pop, desde a infância até o legado deixado após sua morte, além de detalhes sobre a cinebiografia Michael, que chega aos cinemas brasileiros em 23 de abril. Confira:
Infância e família

Michael Jackson nasceu em 29 de agosto de 1958, na cidade de Gary, no estado de Indiana, nos Estados Unidos, e cresceu em uma família numerosa, sendo o oitavo de dez filhos. Filho de Joseph Jackson e Katherine Jackson, ele teve contato com a música desde muito cedo, já que ambos os pais tinham ligação com o meio artístico e também incentivavam os filhos a seguir esse caminho.

Não demorou muito e o cantor começou a se apresentar ainda criança, por volta dos 5 anos. Ao lado dos irmãos, ele passou a treinar e se apresentar com frequência, dando os primeiros passos em sua carreira. A infância de Michael foi marcada por uma rotina rígida. Sob a supervisão do pai, os ensaios eram intensos e frequentes, o que acabou tornando esse período desafiador.
O início com o Jackson 5

Ainda na infância, Michael Jackson passou a integrar o grupo musical formado por seus irmãos, que mais tarde ficaria conhecido como The Jackson 5. Inicialmente criado pelo pai, Joseph Jackson, o grupo contava com os irmãos mais velhos e logo ganhou a presença de Michael, que rapidamente se destacou como o vocalista principal, chamando atenção pela voz e presença de palco mesmo ainda muito jovem.
Nos primeiros anos, o grupo se apresentava em shows locais e eventos e aos poucos conquistou espaço e desenvolveu um público fiel. O talento dos irmãos acabou chamando a atenção de nomes importantes da indústria musical, o que levou o grupo a assinar contrato com a Motown no fim da década de 1960.
A partir daí, o The Jackson 5 rapidamente se tornou um fenômeno, emplacando sucessos como “I Want You Back”, “ABC” e “I’ll Be There”. O grupo conquistou o público e levou Michael Jackson ao estrelato ainda na infância, marcando o começo de uma carreira que logo iria muito além do grupo da família.
Primeiros passos na carreira solo

Mesmo com o enorme sucesso ao lado do The Jackson 5, Michael Jackson começou a dar seus primeiros passos como artista solo ainda jovem. Aos 13 anos, ele lançou seu álbum de estreia, Got to Be There (1971), que já conseguiu destaque nas paradas musicais com a faixa-título.
No ano seguinte, o cantor conquistou seu primeiro grande sucesso solo com “Ben”, música que dá nome ao seu segundo álbum, lançado em 1972. A canção, que fez parte da trilha sonora de um filme homônimo, alcançou o topo das paradas e marcou um momento importante no início de sua trajetória fora do grupo.
Ao longo desses anos, Michael passou a explorar novas possibilidades dentro da música, mostrando versatilidade e começando a construir uma identidade própria como artista. Um dos momentos importantes dessa fase foi sua participação no filme O Mágico Inesquecível (The Wiz, 1978), onde atuou ao lado de Diana Ross. Foi durante esse projeto que ele conheceu o produtor Quincy Jones, com quem iniciou uma parceria que faria toda a diferença dali pra frente.
Essa nova fase ganhou ainda mais força com o lançamento de Off the Wall, álbum que marcou uma mudança no som de Michael Jackson e o ajudou a consolidar sua transição de ídolo juvenil para um artista pop completo. Com sucessos como “Don’t Stop ’Til You Get Enough”, “Rock with You”, “She’s Out of My Life” e a faixa-título, o álbum mostrou a versatilidade do artista.
O fenômeno Thriller

Em 1982, Michael Jackson alcançou o auge de sua carreira com o lançamento de Thriller, álbum que se tornaria o mais vendido da história, com 67 milhões de cópias no mundo e 34 milhões apenas nos Estados Unidos. O disco passou 80 semanas nas paradas musicais, sendo 37 delas no primeiro lugar, e gerou sete grandes sucessos, como “Thriller”, “Billie Jean”, “Beat It”, “Human Nature”, “Wanna Be Startin’ Somethin’” e “P.Y.T. (Pretty Young Thing)”.
E não tem como falar do álbum Thriller sem mencionar seus videoclipes. O clipe da faixa-título, dirigido por John Landis, tinha 14 minutos e funcionava como um curta de terror, com Michael dançando ao lado de zumbis. Esse clipe se tornaria um marco histórico, sendo o primeiro a ser incluído no National Film Registry em 2009.
Na mesma época, Michael deu uma apresentação no especial da Motown, em 1983, ao interpretar “Billie Jean” e estrear o icônico moonwalk, movimento que se tornou sua marca registrada.
Auge da fama

Após o sucesso de Thriller, Michael Jackson alcançou o auge de sua fama e se consolidou como um ícone global. Em 1983, ele assinou um contrato com a Pepsi, lançando a campanha New Generation, mas durante as filmagens ele sofreu um acidente com pirotecnia que queimou seu cabelo.

Em 1985, o astro coescreveu “We Are the World” com Lionel Richie. O single reuniu os maiores nomes da música da época e arrecadou cerca de US$ 75 milhões para combater a pobreza na África.
Cinco anos depois, ele lançou Bad (1987), mantendo seu domínio nas paradas e tornando-se o primeiro álbum a ter cinco singles número 1, incluindo “I Just Can’t Stop Loving You”, “Bad”, “The Way You Make Me Feel”, “Man in the Mirror” e “Dirty Diana”. O clipe de “Bad”, dirigido por Martin Scorsese, trouxe uma narrativa sobre adolescentes e violência de gangues e contou com a participação de Wesley Snipes.
Em 1988, Michael comprou o Neverland Ranch, uma propriedade que misturava residência e parque de diversões particular, com zoológico, trenzinho, roda-gigante e cinema.

Polêmicas e mudanças na imagem

No final dos anos 1980 e início dos 1990, Michael Jackson começou a chamar atenção não apenas por sua música, mas também por mudanças em sua aparência e hábitos pouco comuns. Rumores sobre o clareamento de sua pele e o uso de uma câmara de oxigênio para prolongar a vida circulavam, e ele se tornou conhecido por usar constantemente máscaras cirúrgicas em público. Mais tarde, Michael explicou em uma rara entrevista à Oprah Winfrey que a mudança no tom da pele se devia à condição de vitiligo e aproveitou para falar sobre o abuso que sofrera na infância.
Além disso, o cantor passou por transformações visíveis no rosto, especialmente no nariz, consequência de cirurgias plásticas. Paralelamente, surgiram as primeiras acusações públicas de abuso sexual infantil, que afetaram profundamente sua imagem e colocaram sua vida pessoal sob os holofotes da mídia.
Sucesso contínuo

Mesmo com tudo isso, Michael Jackson continuava a consolidar seu sucesso como artista global. Em 1991, ele lançou o álbum Dangerous, seu primeiro projeto sem a produção de Quincy Jones em 16 anos. Com uma mistura ousada de gêneros, incluindo R&B, funk, gospel, hip-hop, rock e até elementos de música clássica, o disco mostrou mais uma vez a capacidade de Michael de inovar e se reinventar. Entre os destaques, o single “Black or White” se tornou um fenômeno, tanto pela melodia quanto pelo videoclipe inovador, dirigido por John Landis e com a participação do jovem ator Macaulay Culkin.
Além do sucesso nas paradas, Michael Jackson manteve sua presença marcante em grandes eventos, como o Super Bowl XXVII, realizado no Rose Bowl, em Pasadena, Califórnia, no dia 31 de janeiro de 1993. Na ocasião, sua apresentação no intervalo chamou tanta atenção que chegou a reunir mais público do que o próprio jogo e marcou uma virada na história do evento, transformando o show do intervalo em um grande espetáculo midiático e abrindo caminho para que, nos anos seguintes, ele se tornasse um dos momentos mais valorizados e aguardados da transmissão.

Declínio da carreira e problemas legais

Com o passar dos anos, o astro enfrentou diversos desafios em sua carreira. Em 1995, ele lançou o álbum HIStory: Past, Present and Future, Book I, que trouxe duas propostas distintas: um disco com seus maiores sucessos e outro com músicas inéditas. As novas faixas eram mais pessoais e refletiam sua relação conturbada com a mídia, além de abordar as acusações de abuso que começavam a rondar sua vida.
Entre os destaques estavam “You Are Not Alone” e o dueto com Janet Jackson, “Scream”, que teve um videoclipe que se tornou um marco por seu alto custo e efeitos inovadores para a época. O vídeo de “They Don’t Care About Us” também ganhou destaque ao ser gravado no Brasil, em fevereiro de 1996, no Morro Dona Marta, no Rio de Janeiro, e no Pelourinho, em Salvador, com participação do grupo Olodum e moradores locais, mostrando a cultura brasileira para o mundo. Ao mesmo tempo, a música gerou controvérsia por conter um termo considerado anti-semita.
Em 2001, Michael lançou seu último álbum de estúdio, Invincible, que custou 30 milhões de dólares para ser produzido. E embora tenha estreado no topo das paradas, o álbum recebeu críticas mistas e abordava temas como isolamento, questões sociais e sua constante luta contra a imprensa. Problemas legais com a Sony sobre os direitos de suas músicas também marcaram essa fase, aumentando ainda mais a pressão sobre o artista.

Quanto sua vida pessoal, algumas atitudes do Rei do Pop geraram atenção negativa do público, como o uso frequente de máscara cirúrgica em público, episódios de confusão em premiações e o famoso momento em que pendurou o filho “Blanket” na sacada em Berlim em 2002.

Contudo, o ápice das dificuldades legais veio em 2003, quando Michael foi acusado formalmente de abuso sexual infantil envolvendo um garoto de 13 anos. Ele enfrentou dez acusações, incluindo conduta lasciva, conspiração para sequestro, prisão falsa e extorsão. O julgamento de 2005 atraiu atenção mundial, mas após mais de 130 testemunhos e intensos debates jurídicos, Michael Jackson foi absolvido de todas as acusações.
Últimos anos e morte

Em seus últimos anos, o Rei do Pop enfrentou sérios problemas de saúde, principalmente dificuldades para dormir, e passou a fazer uso de sedativos, incluindo o propofol, administrado pelo seu médico pessoal, Dr. Conrad Murray.
Em 25 de junho de 2009, ele faleceu em sua casa em Los Angeles, aos 50 anos, após sofrer uma parada cardíaca. Tentativas de reanimação não tiveram sucesso, e o laudo oficial apontou intoxicação aguda por propofol, considerada homicídio devido à negligência de seu médico. Dr. Murray foi posteriormente condenado por homicídio culposo, recebendo a pena máxima de quatro anos de prisão.
Após a morte do cantor, a família Jackson processou a empresa AEG Live, responsável pela turnê de retorno planejada para 2009, alegando que não protegeram Michael adequadamente. Em 2013, o tribunal decidiu que a empresa não era responsável.
A despedida do artista contou com um memorial público realizado em 7 de julho de 2009, no Staples Center, acompanhado por cerca de 1 bilhão de telespectadores, e o funeral privado aconteceu em 3 de setembro, no Forest Lawn Memorial Park, com familiares e cerca de 200 convidados.

Legado e impacto cultural

Mesmo após a morte de Michael Jackson, sua influência na música e na cultura pop continuou crescendo. Considerado o “Rei do Pop”, ele colecionou 38 indicações ao Grammy e 13 vitórias, incluindo Álbum do Ano por Thriller, Record of the Year por “Beat It” e Song of the Year por “We Are the World”. Recebeu também o Grammy Legend Award, foi incluído no Rock & Roll Hall of Fame e homenageado com o Lifetime Achievement Award da Recording Academy, consolidando-se como um dos artistas mais premiados da história.
Além dos prêmios, Michael transformou a forma como a música pop era produzida e consumida. Ele revolucionou os videoclipes com obras icônicas como Thriller, que entrou para o National Film Registry, e apresentou o mundo ao moonwalk, que se tornou um dos passos de dança mais marcantes da história.
Após sua morte, ele recebeu dois álbuns póstumos, Michael (2010) e Xscape (2014), e o espetáculo Cirque du Soleil, que celebra sua música e sua trajetória artística. Seus direitos musicais e investimentos, como no catálogo Sony/ATV, também garantiram que sua influência permanecesse relevante financeiramente e culturalmente.

Neste ano, Michael ganha uma cinebiografia que estreia nos cinemas brasileiros em 23 de abril, trazendo sua história para novas gerações de fãs. Confira a seguir tudo o que sabemos sobre o filme:
O filme “Michael”
Enredo

A cinebiografia acompanha a trajetória de Michael Jackson desde os tempos em que ainda se destacava como líder do Jackson 5 até os primeiros passos de sua carreira solo. O filme busca retratar não apenas o artista nos palcos, mas também o homem por trás do fenômeno, explorando sua vida pessoal e os desafios ao longo do caminho. Ao mesmo tempo, revisita algumas das performances mais marcantes do início de sua jornada individual, mostrando como seu talento e sua ambição criativa o levaram a se tornar um dos maiores nomes do entretenimento mundial.
Elenco

O elenco é liderado por Jaafar Jackson, sobrinho de Michael Jackson, que faz sua estreia no cinema interpretando o próprio artista.
A seguir, você confere um vídeo de Jaafar Jackson e todo o processo de transformação para interpretar o Rei do Pop. Veja:
O filme também conta com nomes conhecidos de Hollywood, como Colman Domingo e Nia Long, que interpretam os pais do cantor, além de Miles Teller no papel do agente do protagonista. Outros nomes, como Laura Harrier, Kat Graham e Derek Luke completam o elenco.
Direção e produção

Na direção, está Antoine Fuqua, conhecido por filmes como Dia de Treinamento e a franquia O Protetor. O roteiro fica por conta de John Logan, três vezes indicado ao Oscar e responsável por filmes como Gladiador e O Aviador. Na produção, o longa conta com nomes importantes da indústria, como Graham King, conhecido por Os Infiltrados e Bohemian Rhapsody, além de John Branca e John McClain, que já estiveram envolvidos em outros projetos ligados à carreira de Michael.
Quais músicas estarão no filme?

A cinebiografia Michael traz músicas de diferentes fases da carreira de Michael Jackson. Do período no Jackson 5, estão confirmadas I’ll Be There, Never Can Say Goodbye e Who’s Loving You. Já na fase do The Jacksons, aparecem Medley: I Want You Back, ABC, The Love You Save (Live) e Ben (Live).
Na carreira solo, o filme inclui sucessos como Don’t Stop ’Til You Get Enough, Beat It, Thriller, Billie Jean, Wanna Be Startin’ Somethin’, Human Nature, Workin’ Day and Night e Bad.
Trailers
Data de lançamento

O filme Michael estreia nos cinemas brasileiros em 23 de abril de 2026. Por enquanto, os ingressos ainda não estão disponíveis para pré-venda, mas é possível acompanhar todas as novidades e informações sobre as sessões pelo site Ingresso.com.
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Texto revisado por Alexandre Marques em 25/03/2026.
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