Indicado ao oscar 2021 na categoria de melhor efeitos especiais, amor e monstro tem dylan o'brian no papel principal

Amor e Monstros é comédia divertida sobre mundo pós-apocalíptico

Avatar of amanda almeida
Despretensioso, Amor e Monstros foi indicado ao Oscar 2021 na categoria de Melhor Efeitos Visuais

De vez em quando é muito gostoso assistir aquele filme que não tem pretensão nenhuma de ser mais do que um entretenimento. E ainda sim ser cheio de qualidades que surpreende, te deixa feliz e satisfeito com o final. Amor e Monstros da Netflix, se encaixa perfeitamente neste caso.

É velha história em Hollywood filmes que retratam um mundo pós-apocalíptico. Tem tanto filme de zumbi, que já dá pra fazer um catálogo só deles, mas Amor e Monstros, longa que está competindo no Oscar 2021 na categoria de Melhor Efeitos Visuais, veio mostrar um mundo destruído, cheio de monstros e ainda apresenta uma comédia despretensiosa, com um proposta coesa e se mantém na linha entre o exagero e o contido.

Michael Matthews comanda o longa metragem. O diretor ganhou os holofotes com o filme Cinco Dedos por Marselha, depois que este levou vários prêmios para casa. Então ele retorna com um filme com-ron (comédia-romântica) adolescente em uma jornada épica que mostra amadurecimento e o amor impossível. Ninguém imaginaria, porém, devo ressaltar que Amor e Monstros é um colírio, e contra expectativas chega como um dos melhores filmes de 2021 e ainda ganha notoriedade por sua indicação ao Oscar.

Amor e monstro é um filme de comédia em um universo pós-apocalíptico
Dylan O’Brian protagoniza Amor e Monstros, filme da Netflix indicado ao Oscar 2021

Matthews não se esquiva dos clichês aqui, muito pelo contrário, os aproveita, explorando-os e nos entrega uma com-ron que tem tudo que gostamos: protagonista meio nerd e nada valente, um romance em potencial, uma aventura cheia de autoconhecimento, aliados, antagonistas, vários casos de quase morte, e no fim, uma chama de esperança de que tudo pode ficar bem. Em outras palavras é possível premeditar cada passo do personagem de Dylan O’Brian, Joel Dawson.

Sinopse

O mundo entrou em colapso. Após sofrer uma alteração genética nos animais de sangue frio e invertebrados para salvar a humanidade da extinção global, esses animais se tornarem monstros gigantescos e perigosos para a humanidade, forçando-os a se abrigarem em bunkers e colônias. Isolando-se com um grupo de sobreviventes em um bunker por sete anos, Joel consegue entrar em contato com uma antiga paixão, Aimee (Jessica Henwick) que está morando a cerca de 100km de distância, e esse antigo sentimento volta a despertar.

Joel começa a perceber que a vida no subterrâneo não tem mais nada a oferecer e decide enfrentar todos os perigos para reencontrar sua amada. Apesar de todos seus companheiros não concordarem com sua saída, não apenas pelo perigo, mas porque Joel sempre trava quando se trata do perigo, ainda sim ele segue em sua missão, desbravando um mundo aberto cheio de dificuldades e monstros para encontrar seu amor.

Amor e Monstros se inspira em seus antecessores

Um dos maiores destaques deste filme, além, é claro, dos efeitos especiais, é a abertura do longa que nos apresenta o que aconteceu com o mundo. Cheio de ilustrações e com a narrativa de Dawson, essa apresentação me lembrou muito outra produção que se assemelha no tom e na proposta “Daybreak” também da Neftlix. Amor e Monstros não esconde outras de suas inspirações que é “Zumbilândia”, ainda mais quando Clyde (Michael Rooker) e Millow (Ariana Greenblatt) entram na narrativa.

A produção de longe não é aquela obra prima do gênero de apocalipse, uma história que servirá de referência ou será um marco, mas é divertido. Primeiro pela despretensão da narrativa que não quer ser algo mais do que uma história divertida com camadas de desenvolvimento de personagem bem colocadas, mas também pelo carisma dos personagens e dos atores que os interpretam.

O’Brian ganhou o coração do público ao interpretar Stiles Stilinski em Teen Wolf, e depois os arrebatou com seu papel em Maze Runner. Amor e Monstros abriga um pouco dos dois. Joel é um personagem que busca em si a força de um lutador e sobrevivente, mas também carrega consigo o sarcasmo e a coragem para enfrentar o perigo mesmo em desvantagem. O’Brian se sai bem nesse cenário desolador e distópico, encarnando bem o rapaz que corre para não ser devorado, mas que também pula em um lago enfestado pra salvar seu doguinho. Destaque também para Boy, o cachorro em cena, que vai muito além da muleta emocional que vemos em personagens caninos por aí.

Michael Rooker que está a própria essência de Tallahassee de Zumbilândia com os sobreviventes de The Walking Dead; e Ariana Greeblatt, que conhecemos ela de Vingadores: Guerra Infinita ao interpretar a Gamora criança, já demonstrou seu carisma nas produções anteriores, mas aqui ela consegue ser ainda mais carismática, e mesmo que a câmera não esteja focada nela, ela acaba gerando o momento Mantis, roubando a cena no fundo ao entregar algum conselho, ou brincando com o medo de Joel.

Amor e monstros é indicado ao oscar na categoria de melhor efeito especiais
Michael Rooker e Ariana Greeblatt se destacam em suas atuações em Amor e Monstros

Os efeitos técnicos de Amor e Monstros

O roteiro mostra-se como um dos melhores nos últimos anos dentro de seu gênero; seja por seu ritmo, seja pelo equilíbrio de seus diálogos, é notável a preocupação estética da equipe artística em acrescentar elementos sutis e práticos ao caminho percorrido pelo personagem principal. As cores vibrantes do filme representa a redescoberta do mundo pelos olhos de Joel. Tudo que ele conhecia ainda estava ali, porém mais perigoso e nada hospitaleiro. E isso resulta na reflexão de que seguir em frente é a única opção válida. Mesmo o previsível embate final entre ele e seus antagonistas – e sua reunião com Aimee – é acompanhado de uma organização técnica soberba.

No entanto, apesar do bom roteiro e da boa atuação de O’Brien, Amor e Monstros não seria nada sem os efeitos especiais, corretamente garantindo uma indicação ao Oscar de Melhores Efeitos Especiais. As técnicas no filme, na edição, nas criações dos monstros e do universo do filme mostram o porque da indicação. As criaturas são muito bonitas visualmente e entrega à história elementos reais de perigo, ao mesmo tempo que as escolhas visuais mostram a concepção delas serem muito coerentes com sua indicação.

Amor e Monstros é um clássico exemplo do porque das categorias técnicas no Oscar serem tão importantes. A oportunidade de filmes “pipocas” ganharem suas notoriedades são o que faz dessa premiação algo tão importante. Não, Amor e Monstros não é um grande filme do tipo que apreciamos por estar dentro de uma grande premiação cinematográfica, ou até mesmo é um filme marcante dentro de seu gênero de mundo pós-apocalíptico, mas exatamente por ser despretensioso e não tentar ser nada além de uma boa comédia divertida, com um senso de perigo e grandes efeitos especiais, ele se torna um filme que alcança o carisma do público.

Confira abaixo o trailer oficial e você também pode ver Amor e Monstros na Netflix.

Venha conferir também os Indicados ao Oscar 2021

Fonte: Netflix

Inscreva-se para receber nossas notícias:

Total
8
Shares
Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Posts Relacionados