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Análise de ROM: 30 dias de CyanogenMOD

Veja a experiência completa de um usuário que trocou o sistema operacional original do smartphone por uma ROM customizada. Quem sabe você muda a sua também, não é?

cyanogenmod

Nunca fui fã de ROMs customizadas. Puro preconceito, eu admito. Uma ideia de certa forma infundada de que esse tipo de coisa cheira à gambiarra. Carrego esse pensamento arcaico desde meu velho Xperia X10 Mini Pro da Sony. E o coitadinho sofria com uma ROM Stock (original).

Permaneci fiel a esse pensamento por um ano de Xperia e mais um ano de Samsung Galaxy SII (um ano é o ciclo de vida mínimo que me obrigo a permanecer com meus smartphones). O problema é que, ao entrar na família Galaxy, a Samsung trouxe um agravante: o famigerado TouchWiz, interface do usuário instalada nos smartphones da marca, que eu vim a odiar!

Não é para mais: não conheço nenhum usuário intermediário ou avançado que goste da interface nativa da Samsung. Só quem gosta parece quem não sabe o que é o TouchWiz, ou não conhece outras alternativas. Dando de ombros para as críticas, a fabricante sul-coreana parece disposta a apostar na sua criação e já a incluiu no seu mais recente lançamento high-end, o Galaxy S4.

Só que o TouchWiz é ruim (opinião absolutamente pessoal). Ele tira do aparelho algumas das coisas mais legais do sistema operacional do robozinho verde. A interface não flui com a elegância esperada, os contatos são feios, as mensagens também. Além disso, a ROM stock da Samsung vem carregada de bloatwares dos mais variados tipos, e a grande tela não é aproveitada pela resolução utilizada.

Galaxy s3

Completados 8 meses com meu Galaxy S3, o tédio bateu. Por mais que eu mexesse (Titanium Backup) em absolutamente TUDO na ROM original, ela ainda era stock e carregava todos os problemas citados. Nesse tempo, eu cheguei a instalar algumas vezes a famosa ROM CyanogenMod no meu S3. Mas qualquer coisa de diferente que acontecia no SO eu já culpava a ROM e ela era sumariamente banida. Ou seja, nunca fiz um teste de verdade.

Foi então que vi a empolgação de um amigo, antigo proprietário de iPhone, com seu Galaxy S3 rodando CyanogemMod 10.1.

No dia 10 de Abril de 2013 resolvi dar mais uma chance pra CyanogenMod e fazer um teste de verdade com a ROM. Me propus a usá-la por um mês inteiro, independente do que acontecesse. Também propus resolver qualquer questão ou problema que surgisse e instalar nela todos os apps que utilizava na stock. Ou seja, era uma experiência de uso real, desconsiderando as primeiras impressões (equivocadas ou não) que eu poderia vir a ter. Achei que 30 dias seria um tempo bom pra não fazer nenhum julgamento injusto.

Pois bem, a primeira coisa que chamou atenção na instalação da CyanogenMod foi seu tamanho. Enquanto a ROM stock mais recente disponibilizada para o S3 tinha 808,7 MB, a CyanogenMod 10.1, baseada no Android 4.2.2  do dia 15 de maio tem 166,30 MB. Considerando maisLevando em conta mais 90 MB dos aplicativos do Google (alguém com o Android vive sem?), dá pra dizer que a ROM Stock tem pelo menos 552 MB de apps que você poderia escolher NÃO ter em seu aparelho.

Se você quiser testar por conta própria a ROM CyanogenMOD 10.1 no seu Galaxy S3, recomendamos este tutorial.

Então, com a ROM instalada no aparelho, conta do Google configurada, aplicativos instalados, passei a alterar algumas coisas nativas da CM: mudei o launcher, player de música, exclui editor de vídeo. Sendo assim, fui então para o uso propriamente dito. O que se percebe logo de cara é a VELOCIDADE. O Galaxy S3 ficou muito, muito rápido!

Passados 30 dias, o que posso dizer? A ROM é absolutamente estável. Não tive nenhum “force close”. Outro ponto que merece atenção é o consumo de bateria. Na ROM Stock, tirava o aparelho do carregador a partir das 6:30 da manhã. Quando o relógio batia 12:30, tinha consumido aproximadamente 60% da carga. Com a CM esse consumo caiu para mais ou menos 40%, mantendo absolutamente o mesmo ritmo de uso do aparelho.

A experiência de uso é absolutamente nova. O visual nativo do Android é infinitamente superior ao TouchWiz (ok, este é um comentário totalmente pessoal, então há quem discorde). Mas a maior fluidez na transição de telas e na abertura de aplicativos é notável.

Claro que nem tudo são flores. Percebi uma diferença negativa na qualidade das fotos. Nada que vá comprometer o J.R. Duran que existe em você, mas é algo a ser comentado. O rádio AM/FM também não existe mais. Para ele, o TuneIn Radio é o substituto perfeito.

Outra consideração a ser feita são as atualizações. Elas são disponibilizadas pelo desenvolvedor da ROM quase que diariamente. Em geral são pequenas correções para aspectos imperceptíveis ao usuário final. Para que o usuário não enjoe com atualizações diárias do aparelho, recomendo manter uma periodicidade semanal ou mensal de atualizações.

De resto, apenas quem faz questão das feature “Samsung” da ROM stock não vai gostar da CM. Recursos como manter a tela acesa com a ajuda da câmera frontal, dois aplicativos dividindo a mesma tela e os novos modos de fotografia da câmera não estão presentes.

O veredito final:

A possibilidade de utilizar uma custom ROM é uma das grandes sacadas do Android sobre a concorrência, que merece ser explorada. Com a CyanogenMod o ganho que tive em performance, bateria e fluidez supera em muito os aspectos negativos como a pequena degradação da qualidade das fotos.

E para encerrar, pesquisando pela internet é possível encontrar uma infinidade de outras custom ROMs, cada uma com suas características e disponíveis para uma infinidade de aparelhos. A CyangenMod é apenas uma das opções do catálogo.

Se você tem um aparelho com Android, não espere o tempo que eu esperei para experimentar. Vale a pena!

Arquiteto, visual merchandiser e viciado em tecnologia. Fora outras coisas que me definem, acho que essas são as mais adequadas para se colocar aqui.

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