Como será o Computador do Futuro

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Unificar verdadeiramente o computador com o smartphone pode ser o grande caminho para o futuro do computador. Entenda como alguns projetos estão desenhando esse futuro.

Integração. Esse é o ponto central para o futuro do computador. Gigantes como Microsoft, Apple e Google estão há anos desenvolvendo formas de manter sua base de usuários. Estes cada vez mais fiéis às suas respectivas plataformas.

Com uma plataforma integrada, unificando o computador com o smartphone, um amontoado de novas informações sobre o perfil de uso são geradas. Assim, mais conhecimento essas líderes de mercado adquirem. Com isso, contribuindo para que outras novas “experiências” lançadas posteriormente também virem tendência.

Essa integração garante a simbiose entre os dispositivos. Uma experiência única de uso. Para esse modo de uso se tornar uma realidade como as empresas planejam o sistema operacional é o ponto central. Ou seja, eliminar essa fragmentação entre os sistemas desktop e mobile. Essas definições não devem mais existir, o que prevalecerá é a experiência!

Unificando o sistema operacional

O Sistema Operacional, responsável por gerenciar as possibilidades que o hardware dos dispositivos que tantos adoramos e utilizamos podem oferecer, recebe um papel extra. Este papel é justamente a adaptação aos múltiplos dispositivos que temos hoje, com suas várias formas de interação.

Quando os usuários começaram a ter contato com sistemas operacionais, principalmente com a computação pessoal, o modo de uso era outro. Nessa época, a forma de interação era outra e os objetivos eram completamente diferentes.

Trond Wuellner, gerente de projetos do Google Pixelbook, em declaração ao Digital Trends, disse que o nosso relacionamento com a computação mudou fundamentalmente. Isso, principalmente quando os telefones se tornaram o primeiro dispositivo de acesso que todos se agarram pela manhã. 

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“Como resultado, o que está acontecendo é o relacionamento com o software e as experiências e os aplicativos para os quais as pessoas primeiro evoluíram. Não é mais aquele aplicativo instalado na área de trabalho ou “programa” a primeira maneira que você pensa sobre computadores. Agora são os aplicativos móveis ”, completa Wuellner.

O ato de portar aplicativos móveis para notebooks convencionais não é o suficiente. Nem ao menos inserir teclados em dispositivos que foram construídos para o toque, transformando-os em híbridos. Assim, a forma real de unificação passa pelo redesenho do sistema. Para que ele atenda múltiplos fatores de forma, e que rode independente do hardware e característica do dispositivo.

Tentativa e erro

Lançado em 2012 o Windows 8 entrou e saiu do mercado da mesma maneira: amplamente criticado. Porém em um ponto a Microsoft merece ser elogiada com o lançamento dessa versão. Ele foi projetado olhando para uma perspectiva de mercado que se tornou o que basicamente é encontrado em qualquer dispositivo hoje: a interação por toque.

O ponto que mais causou atenção e revolta no usuários tradicionais do Windows foi a remodelagem completa da interface, deixando de lado inclusive o mítico menu iniciar.

A tela principal de interação do Windows 8 era um painel com um muro de blocos. Claramente uma interface voltada para dispositivos de toque.

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Evidente que era possível utilizar com a dobradinha clássica do computador: teclado e mouse. Mas não era nada interessante, o que incomodou muitos usuários, já que era uma mudança realmente substancial quando comparado com o Windows 7.

Steve Ballmer, na época era CEO da Microsoft, declarou durante o lançamento que o Windows 8 quebra as percepções do que um PC realmente é. No final das contas o sistema não emplacou, ficou rotulado como confuso.

A referência nesse processo de oferecer a mesma experiência independente do dispositivo, pode ser adotada seguindo a grande transformação que os desenvolvedores aplicaram à web.

Há menos de uma década os sites eram praticamente estáticos. A navegação em dispositivos móveis era totalmente contrária ao que podemos chamar de boa experiência. Era super cansativo. Quando a página era aberta em um monitor mais avantajado, de 28 polegadas, por exemplo, não ficava ajustado.

Hoje em dia é completamente diferente. A experiência foi unificada, os sites carregam e são apresentados em qualquer tamanho de tela. Páginas assim são chamadas de responsivas.

Os truques na manga de Apple e Microsoft

Apple e Microsoft são gigantes em dois setores de braços dados: hardware e software. Ambas produzem dispositivos e softwares de excelente qualidade. Além disso, sempre surgem rumores sobre novos dispositivos dessas gigantes. Estes sempre visando ser ainda mais integrados e com experiências de uso diferentes.

No lado da Microsoft esse dispositivo seria o já tão comentado e falado Surface Phone (nome não oficial). Algumas patentes sugerem que esse aparelho seria parecido com um notebook e que utiliza uma caneta stylus. Esse novo produto traria como sistema operacional o Windows Core OS, baseado no shell do Windows 10.

A Microsoft confirmou que o Windows 10 será o ultimo sistema operacional, lançado da forma tradicional como conhecemos – ele será transformado em um serviço. Garantindo a continuidade da expansão de suas funções e refinamentos.

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Conceito desenvolvido por Daniel Brunsteiner (Behance)

A Touch Bar apareceu a primeira vez no modelos de 2016 dos MacBook Pro. De acordo com alguns rumores ela será aplicada de uma forma completamente nova, tomando o lugar do teclado tradicional.

Essa área touch poderia ser aplicada pra praticamente substituir toda a área de teclado físico. Fundindo a experiência de uso entre o sistema operacional móvel e de computadores.

Fuchsia a plataforma do Google que pode liderar o jogo

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Em desenvolvimento há cerca de dois anos o Fuchsia, sistema operacional que será o sucessor do Android, vem sendo falado. Ele é bastante aguardado porque reinventa estruturas básicas da computação tradicional, como janelas, aspectos de multitarefa e inicialização de aplicativos.

Assim como o Android, ele é código-aberto, mas não será baseado em Linux, o Google optou pelo kernel  Zircon (baseado no LK). O Fuchsia é baseado numa estrutura em que o usuário tem uma visão clara dos apps que estão abertos. Semelhante a função de visualização de múltiplas áreas de trabalho do Mac OS.

A barra de pesquisa fica ao centro da tela. Ela pode ser utilizada tanto para a inicialização de aplicativos quanto para a pesquisa em conteúdo da web.Estamos em plena ascensão da Internet das Coisas. Esse conceito sempre citado como disruptivo, irá mudar para sempre nossa relação com o computador. Mas não só ele como também smartphones e todos os demais dispositivos de nossa casa. Provavelmente até a nossa interação com nossas cidades.

Unificar o computador com o smartphone é o caminho ideal para alcançarmos aquele tão citado conceito da “tecnologia invisível”. Que se faz presente da forma mais natural e orgânica possível.

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