Criaram “acidentalmente” uma bateria com ciclos infinitos, só tem um porém…

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Um grupo de cientistas descobriu, acidentalmente, como fazer uma bateria ter 400 vezes mais ciclos de recarga, a tornando praticamente infinita.

bateria infinita feita de nanotubos de ouro

As baterias de smartphones e os mais variados equipamentos eletrônicos passaram por muitas evoluções ao longo dos anos, mas ainda estão longe de um ideal.

“Antigamente”, as baterias dos primeiros celulares aguentavam dias e dias de jogatinas intensas do “jogo da cobrinha” e ainda assim continuavam firmes e fortes. Seu calcanhar de Aquiles era que o Níquel, substância presente nelas que fazia com que as baterias tivessem uma “memória” de nível de carga, a famigerada “bateria viciada”.

Hoje as baterias não são mais feitas de níquel, e sim de íons de lítio, conhecidas por Li-Íon, e bateria viciada é apenas um mito que ainda se acha ser verdade. O problema das baterias modernas é outro, seu ciclo de cargas. Quem nunca notou que seu smartphone ou notebook “não segurava” mais a carga depois de alguns meses de uso?

Isso acontece porque as baterias de Li-Íon têm um número limitado de ciclos, e cada recarga que você faz é um desses ciclo. Um MacBook 12 polegadas, retina, do início de 2015, tem contagem máxima de 1.000 ciclos, de acordo com a Apple, para se ter uma ideia. Depois disso, a bateria vai começar a se deteriorar.

(Foto: Steve Zylius/UCI)
(Foto: Steve Zylius/UCI)

Como baterias são essenciais para todos, existem milhares de pesquisadores empenhados em melhora-las, e uma equipe da Universidade da Califórnia Irvine conseguiu achar uma solução para o problema dos ciclos, criando uma bateria que pode ser recarregada pelo menos 400 vezes mais.

Isso dá pelo menos 200 mil ciclos, com perda de somente 5% de sua capacidade total. Se você carregar seu smartphone duas vezes ao dia com essa bateria, levaria 273 anos para que ela começasse a dar sinais de desgaste.

Se a bateria é melhor, qual é o porém?

Silvio-Santos

Para chegar nesse resultado, os pesquisadores usaram nanotubos de ouro, que apesar de ser o “material dos sonhos”, se corrói com facilidade após alguns milhares de ciclos, e obviamente, não é tão barato porque é feito de… ouro. Para solucionar o problema da corrosão (ai que vem a parte “acidental”, que é clichê em descobertas científicas, já sabemos) eles revestiram o ouro com dióxido de manganês e trocaram o lítio por um gel eletrolítico.

O gel e o manganês se fundiram formando uma camada protetora para o metal, agora só restou o problema #2, achar um substituto para o ouro, ou fazer smartphones de R$30 mil reais. Até conheço uma fabricante que se habilitaria…

Embora não tenham testado, os pesquisadores acreditam que o níquel, o mesmo metal de moedas, possa substituir o ouro e baratear os custos de produção em massa dessas baterias. Agora só faltam criar baterias que armazenem mais carga. quem sabe no próximo “acidente”?

Fonte: Engadget

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1 Comentário

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  • Jesus… nem acredito no que li. Um smartphone custar 30 mil por causa de nano fios de ouro? Sabe o que significa nano? Sabe que já existe ouro em circuitos eletrônicos? E cada uma.

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