Na terça-feira (8) rolou a Cabine de Imprensa do novo filme da Marvel Studios, ‘Pantera Negra Wakanda Para Sempre’ no Shopping JK Iguatemi em São Paulo, estive presente representando o Showmetech e pude assistir ao filme em 1ª mão para contar a experiência para vocês (sem spoilers).
Todos os personagens sofrem da sua maneira e é nítido na tela o quanto o sentimento é realista e tratado com delicadeza; aos poucos vamos entendendo como esse buraco vai sendo costurado ao longo da narrativa até sua conclusão.
Desenvolvimento de Personagem
O primeiro filme, é claro, foca em T’Challa — afinal, é o filme de introdução do herói — e apesar de ficarmos encantados com a nação Wakandana e todo seu povo, pouco conhecemos sobre seu dia-a-dia e temos um panorama superficial de sua cultura, somente o suficiente para nos dar uma boa imersão.
Nos quadrinhos, os personagens nutrem uma rivalidade que foi crescendo com o tempo e se intensificou. A inimizade nasceu durante a saga Vingadores vs. X-Men, nela, Namor e outros mutantes são possuídos pela força da Fênix e perseguem os Vingadores, que resolvem se esconder em Wakanda. O príncipe de Atlântida ataca o país africano e o inunda por completo, a partir daí começa um embate de vingança entre os dois onde um ataca a terra natal do outro.
T’Challa, porém, sempre foi mais brando e diplomático, mas as coisas com a princesa Shuri foram diferentes. Quando ela assume o manto do Pantera, começa a investir em ataques mais severos, promovendo uma chacina em Atlântida em uma das histórias.
Nas telas do cinema, as coisas não foram diferentes: o embate entre Wakanda e Atlântida é de tirar o fôlego, duas nações milenares com questões a resolver.
Boas surpresas
É uma história carregada de reviravoltas e uma tensão constante, não se sabe qual rumo ela tomará até que chegue ao final, clichês são evitados o tempo todo e até as partes óbvias agradam bastante.
Veredito
Perceba que eu não mencionei nada sobre o tão esperado sucessor do Pantera Negra, a verdade é que de longe esse é o ponto menos importante do filme, tem tanta coisa para se prestar atenção, tantos sentimentos que são entregues ao espectador que seria besteira o roteiro se preocupar e achar um ‘substituto’ o tempo todo. Por vezes você até se esquece disso.
São duas horas e quarenta e dois minutos emocionantes do começo ao fim, você não enjoa, não se cansa e se sente imerso em uma narrativa profunda cheia de camadas. A Marvel está decidida a entrar com tudo nessa nova fase e estejam preparados para uma mudança drástica.
O enredo no começo preocupa pela quantidade de problemáticas que vão aparecendo logo na primeira meia hora de filme, mas, no final, você tem um enredo fechado sem pontas soltas. Os personagens por vezes tomam atitudes questionáveis, sentem raiva e se desentendem o tempo todo, mas é um aspecto necessário que não se torna cansativo. Outro ponto a se ressaltar é o sentimento de gratidão que o filme exala pela figura do nosso amado T’Challa e seu inesquecível interprete Chadwick Boseman, é uma linda homenagem até nos detalhes menos importantes: ele está lá, de presença e alma e você sente a energia positiva o tempo inteiro, não tem como não se emocionar.
É de longe, na minha opinião o filme mais profundo, completo e cativante da fase 4 da Marvel e sinceramente, não consigo encontrar se quer um ponto que eu não tenha sido atingida de forma positiva, só fica o aviso para preparar o coração e levar um lenço quando for assistir.
Ei, Marvete! Não deixe de conferir outras notícias sobre seus heróis e vilões favoritos e me conte suas expectativas sobre o filme.